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Todos os pares são iguais dois a dois.
Ele gordito, ela gordita.
Bonito ao nível 7, bonita ao nível 7.
Ambos hippies, ambos casuais, ou os dois intelectuais, ou os dois nos trinques, ou os dois desmazelados.
Se por qualquer casualidade não existe tal equilíbrio físico, seja no seu grau de beleza ou numa notável diferença de idade, será porque sem dúvida ocultam informação relevante: se ela é muito bonita e ele muito feio, ele será famoso, ou destaca-se nalguma matéria, ou é reconhecido e admirado em certos círculos.
Se existe diferença de idades, se algum levar na dianteira, vinte anos ou mais, o mais velho terá muito dinheiro (o mais novo procurará conseguir a nacionalidade do mais velho).
Este mimetismo ou equilíbrio entre ambos pode inclusive chegar a calar os seus próprios gostos.
Ontem, para não ir mais longe, um usuário do meu táxi, baixito, rechonchudo e atirando para o feioso, apontou-me uma 'garota' que passeava pela rua, deu-me uma cotovelada cúmplice e disse-me (palavras textuais):
- Olhe que mocetona!
É assim que gosto delas, com carnes onde se possa agarrar!
A jovem em questão era baixita, rechonchuda e também para o feiote, exactamente igual a ele mas no feminino.
Não se poderia dizer que aquela jovem entrasse nos cânones da beleza clássica, mas a ele agradava-lhe, ou pelo menos assim mo expressou.
Talvez, pensei, ao não se poder permitir mulher de maior “classe ou categoria”, os seus gostos também se tivessem visto forçados a moldar-se.
Tal e qual os gostos daqueles homens que em jovens se casam com mulheres bonitas e esbeltas e com o passar dos anos elas engordam muito e, eles então, mudam e dizem que gostam delas roliças.
À força modificam os gostos, diria eu.
Enfim, para cada gosto a sua própria cor.
Ainda que brinquemos sem querer ao daltonismo selectivo.
Nota:
Se te ofendeu a contundência deste arrazoado, é porque tu também és fei@.
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