A Anatólia, actual Turquia, mudou de donos muitas vezes.
Ao longo dos séculos, a sua estratégica posição geográfica levou-a a ficar debaixo do jugo Persa, Grego, Romano, Bizantino, Islâmico, dos Cruzados, Otomano, Britânico, Francês, Italiano e alguns outros reinos que agora me escapam ou o foram por pequenos períodos (como hititas, assírios, lídios, etc.).
Não obstante, por alguma curiosa razão, todos os seus donos - excepto os Otomanos, Franceses, Italianos e Britânicos, talvez porque este tipo de engenharia/arquitectura já tinha caído em desuso – decidiram realizar magníficas construções megalíticas e subterrâneas.
Falo das cidades subterrâneas de Kaymakli e Derinkuyu.
Estas cidades então interligadas por um túnel com cerca de 8 quilómetros de extensão.
Chegam a ter vinte níveis, se bem que só oito estejam abertos para serem visitados.
Surpreendente mesmo, são as Tumbas Licias em Rocha.
Encontradas no povoado de Daylan, cujo objectivo, como em muitas outras culturas politeístas, radicava em honra a uma divindade em particular, com o fim de obter a sua graça e assim ser levado com prioridade para o outro mundo.
Se bem que em Lícia se encontrem muitas tumbas, altares, pilares (estes normalmente de origem Lícia pré-helénica e dedicados a uma das cinquenta nereides), os monumentos mais espectaculares são as tumbas-templos dos reis da cidade grega de Caunos, construídas há uns 2400 anos e geralmente dedicados à deusa Leto.
Lícia, Anatólia, acrual Turquia, tumbas dos reis da cidade grega de Caunos. Vê-se nas imagens o triste e desolador estado das ruínas
Por desgraça, com o passar dos anos, a maioria dos tesouros foram saqueados.
Os mesmos encontravam-se atrás de paredes falsas, pelo que os saqueadores que procuravam estes tesouros levavam martelos e picaretas, destruindo, nesse afã, o interior de templos com o fim de encontrar as ditas riquezas.
Razão pela qual o interior e em muitos casos até o exterior, como se observa nas imagens, tanto do complexo de Dalyan, como no de Myra, se encontram destruídos.
Myra, Anatólia, actual Turquia, tumbas dos reis da cidade grega de Caunos. Na imagem o triste e desolador estado das “ruínas”
Durante os séculos XVIII e XIX, diversos grupos de arqueólogos britânicos, desejando ampliar as colecções históricas e o conhecimento sobre a região, investiram grandemente, quer em capital, quer em esforço académico com o fim de identificar, encontrar e adquirir os objectos saqueados.
Se bem que o recuperado, é uma pálida imagem do que foi o esplendor original dos tesouros, hoje, o Museu Britânico mantém a maior colecção do mundo de artefactos Lícios póstumos.
Mais alguns pormenores aqui.
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