O VIDEIRINHO
quinta-feira, julho 16, 2009
PRESERVATIVO
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- Os preservativos podem ajudar a proteger a fertilidade ao prevenir a transmissão de infecções por transmissão sexual que causam infertilidade, tais como a clamídia e a gonorreia.
As mulheres cujos parceiros usam preservativo correm menor risco de hospitalização por causa da enfermidade pélvica inflamatória (uma causa de infertilidade) que aquelas cujos parceiros não os usam.

- Na década de 1930 os médicos estavam autorizados a receitar preservativos aos homens, para que prevenissem o contágio de ITS (Infecções de Transmissão Sexual), como a sífilis e gonorreia, mas não podiam receitá-los ás mulheres como método para evitar a maternidade não desejada.
- Na actualidade, 25 % dos infectados por HIV nos EUA, são adolescentes e a taxa de crescimento é maior em mulheres adolescentes.
Aliás, muitas escolas públicas ainda se opõem à distribuição de preservativos entre os estudantes.
- Está demonstrado que a informação sobre o o preservativo e o seu fácil acesso, claramente não aumentaram a actividade sexual entre os adolescentes, pelo contrário, o fácil acesso anima o uso dos mesmos entre os jovens que são sexualmente activos.
- Na actualidade, 25 % dos infectados por HIV nos EUA, são adolescentes e a taxa de crescimento é maior em mulheres adolescentes.
Aliás, muitas escolas públicas ainda se opõem à distribuição de preservativos entre os estudantes.
- Está demonstrado que a informação sobre o o preservativo e o seu fácil acesso, claramente não aumentaram a actividade sexual entre os adolescentes, pelo contrário, o fácil acesso anima o uso dos mesmos entre os jovens que são sexualmente activos.

- De 100 mulheres, cujos parceiros usaram preservativos falhos de consistência ou imperfeitamente, 14 ficaram grávidas no primeiro ano de uso.
Somente três ficaram grávidas com o preservativo colocado correctamente
- O uso de preservativo pode aumentar o prazer sexual ao reduzir a ansiedade acerca do risco de uma infecção ou de uma gravidez.
- Os preservativos oferecem uma protecção efectiva contra as mais sérias infecções por transmissão sexual: ao prevenir o intercâmbio de fluidos corporais como o sémen, descargas genitais ou secreções infecciosas que são as rotas principais de transmissão.
Ainda que os preservativos de látex não possam prevenir completamente o contacto de pele com pele, oferecem a maior protecção possível, já que a maioria das infecções por transmissão sexual atacam as áreas do pénis coberto pelo preservativo.
Somente três ficaram grávidas com o preservativo colocado correctamente
- O uso de preservativo pode aumentar o prazer sexual ao reduzir a ansiedade acerca do risco de uma infecção ou de uma gravidez.
- Os preservativos oferecem uma protecção efectiva contra as mais sérias infecções por transmissão sexual: ao prevenir o intercâmbio de fluidos corporais como o sémen, descargas genitais ou secreções infecciosas que são as rotas principais de transmissão.
Ainda que os preservativos de látex não possam prevenir completamente o contacto de pele com pele, oferecem a maior protecção possível, já que a maioria das infecções por transmissão sexual atacam as áreas do pénis coberto pelo preservativo.
- Os preservativos podem ajudar a proteger a fertilidade ao prevenir a transmissão de infecções por transmissão sexual que causam infertilidade, tais como a clamídia e a gonorreia.
As mulheres cujos parceiros usam preservativo correm menor risco de hospitalização por causa da enfermidade pélvica inflamatória (uma causa de infertilidade) que aquelas cujos parceiros não os usam.
- Os preservativos oferecem boa protecção contra as infecções bactericidas transmitidas sexualmente: clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis e contra as infecções por vírus, tais como HIV, hepatite B, citomegalovírus e o vírus do herpes simplex 1 e 2, que se transmitem pelo sémen, pelos fluidos uretrais e pelas úlceras genitais.
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quarta-feira, julho 15, 2009
ALENTEJO (I I PARTE)
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Junto a Elvas e Estremoz, a terceira cidade imprescindível é Évora, declarada Património da Humanidade.
É uma cidade de ruas e ruelas tortuosas e estreitas, rodeadas por muralhas medievais.
A sua fama vem dos muitos conventos cristãos que a enfeitam, mas sobretudo pelo Templo de Diana, do século II, um dos templos romanos melhor conservados na Europa.
Na sua Pousada dos Lóios, poderemos descansar com um ar realmente conventual.
OS RASTOS ÁRABES:
Mas o Alentejo está feito de povoações como Monsaraz, essa vila fortificada que vigia lá do alto, dominando a planície e mais além, ao longe, a fronteira com Espanha que assinala o Guadiana.
Exemplo de povoação fronteiriça é também, Mourão, que monta guarda sobre o Guadiana, com o seu castelo erguido sobre uma colina, para vigiar melhor sobre a flutuante fronteira, que está só a seis quilómetros.
Estamos no Alentejo tipicamente árabe, com pegadas mouriscas que vão desde as suas originais chaminés, à tradição dos seus azeites, os melhores da região, ou os vestígios de mesquitas que se pressentem nas suas igrejas.
No Baixo Alentejo, o castelo de Beja obriga-nos a uma paragem
É um monumento imponente do século XIII.
Pode subir-se à sua torre para se avistar a meseta do Baixo Alentejo.

Logo um passeio pelas ruelas, descobrimos encantadores cafés e lojas de outras épocas e uma pousada, a Pousada de S. Francisco, que segundo a história, a freira Mariana Alcoforado, escreveu, a partir deste convento de Nossa Senhora da Conceição (hoje pousada) comovedoras cartas de amor ao charmoso cavaleiro de Chemilly, de quem esteve apaixonada até à morte.
E desde o Tejo chegamos até ao Guadiana, vigiado por pérolas como Mértola, fortaleza fronteiriça a quem Júlio César chamou Myrtillis.
Hoje é uma vila museu que nos abre as portas do parque Natural do vale do Guadiana, de quase 70.000 hectares, em torno ao rio.
As suas casas assomem do Guadiana, que em tempos dos árabes era navegável até este ponto.
Em Mértola há recordações romanas, das primitivas comunidades cristãs, dos árabes e dos cristãos medievais que erigiram uma igreja de impacto, a da Anunciação, sobre uma mesquita do século XI.
Todavia surpreende encontrar-se o nicho e a parede da quibla neste recinto.
Deixei para o final um mergulho no mar.
Porque, ainda que ás vezes se esqueça, o Alentejo de planícies douradas também se debruça sobre o mar de Sines a Odeceixe.
Além do mais, é um dos trechos, do litoral europeu, melhor preservado, pelo que foi declarado Parque Natural.

ENTRE PRAIAS … e alcantilados.
As praias do Alentejo sucedem-se com as enseadas, os alcantilados e as povoações pesqueiras que mantiveram, muito melhor que o seu vizinho Algarve, o ar tradicional.
Para conhecer a costa, o melhor é partir do farol de Sines, guardião do Ocidente, nessa esquina que delineia Portugal entre os cabos Espichel e S. Vicente.
Daqui até ao sul sucedem-se os longos areais lambidos pelo Atlântico, que aqui é manso e dá lugar a magníficas praias e povoações graciosas como Porto Covo, com as suas portas debruadas a azul.
O grande marco turístico é, sem dúvida, Vila Nova de Milfontes (a Princesa do Alentejo) no estuário onde desagua o rio Mira.
Durante anos foi o local de eleição preferido pelos observadores de aves migratórias e pelos que procuravam um local tranquilo para praticar desportos náuticos.
Há também que olhar para Zambujeira do Mar, uma aldeia de pescadores famosa pela sua praia de Alteirinhos, uma das melhores de Portugal.
GUIA de ENTRADA:
Para os estrangeiros, aceder ao Alentejo, vindo de Espanha é apanhar o IP7 ou A6 ou E90 em direcção a Elvas, ou quem vier de Valencia de Alcantara, entrar em Portugal e seguir o IC13.
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É uma cidade de ruas e ruelas tortuosas e estreitas, rodeadas por muralhas medievais.
A sua fama vem dos muitos conventos cristãos que a enfeitam, mas sobretudo pelo Templo de Diana, do século II, um dos templos romanos melhor conservados na Europa.
Na sua Pousada dos Lóios, poderemos descansar com um ar realmente conventual.
OS RASTOS ÁRABES:
Mas o Alentejo está feito de povoações como Monsaraz, essa vila fortificada que vigia lá do alto, dominando a planície e mais além, ao longe, a fronteira com Espanha que assinala o Guadiana.
Exemplo de povoação fronteiriça é também, Mourão, que monta guarda sobre o Guadiana, com o seu castelo erguido sobre uma colina, para vigiar melhor sobre a flutuante fronteira, que está só a seis quilómetros.
Estamos no Alentejo tipicamente árabe, com pegadas mouriscas que vão desde as suas originais chaminés, à tradição dos seus azeites, os melhores da região, ou os vestígios de mesquitas que se pressentem nas suas igrejas.
No Baixo Alentejo, o castelo de Beja obriga-nos a uma paragem
É um monumento imponente do século XIII.
Pode subir-se à sua torre para se avistar a meseta do Baixo Alentejo.

Logo um passeio pelas ruelas, descobrimos encantadores cafés e lojas de outras épocas e uma pousada, a Pousada de S. Francisco, que segundo a história, a freira Mariana Alcoforado, escreveu, a partir deste convento de Nossa Senhora da Conceição (hoje pousada) comovedoras cartas de amor ao charmoso cavaleiro de Chemilly, de quem esteve apaixonada até à morte.
E desde o Tejo chegamos até ao Guadiana, vigiado por pérolas como Mértola, fortaleza fronteiriça a quem Júlio César chamou Myrtillis.
Hoje é uma vila museu que nos abre as portas do parque Natural do vale do Guadiana, de quase 70.000 hectares, em torno ao rio.
As suas casas assomem do Guadiana, que em tempos dos árabes era navegável até este ponto.
Em Mértola há recordações romanas, das primitivas comunidades cristãs, dos árabes e dos cristãos medievais que erigiram uma igreja de impacto, a da Anunciação, sobre uma mesquita do século XI.
Todavia surpreende encontrar-se o nicho e a parede da quibla neste recinto.
Deixei para o final um mergulho no mar.
Porque, ainda que ás vezes se esqueça, o Alentejo de planícies douradas também se debruça sobre o mar de Sines a Odeceixe.
Além do mais, é um dos trechos, do litoral europeu, melhor preservado, pelo que foi declarado Parque Natural.

ENTRE PRAIAS … e alcantilados.
As praias do Alentejo sucedem-se com as enseadas, os alcantilados e as povoações pesqueiras que mantiveram, muito melhor que o seu vizinho Algarve, o ar tradicional.
Para conhecer a costa, o melhor é partir do farol de Sines, guardião do Ocidente, nessa esquina que delineia Portugal entre os cabos Espichel e S. Vicente.
Daqui até ao sul sucedem-se os longos areais lambidos pelo Atlântico, que aqui é manso e dá lugar a magníficas praias e povoações graciosas como Porto Covo, com as suas portas debruadas a azul.
O grande marco turístico é, sem dúvida, Vila Nova de Milfontes (a Princesa do Alentejo) no estuário onde desagua o rio Mira.
Durante anos foi o local de eleição preferido pelos observadores de aves migratórias e pelos que procuravam um local tranquilo para praticar desportos náuticos.
Há também que olhar para Zambujeira do Mar, uma aldeia de pescadores famosa pela sua praia de Alteirinhos, uma das melhores de Portugal.
GUIA de ENTRADA:
Para os estrangeiros, aceder ao Alentejo, vindo de Espanha é apanhar o IP7 ou A6 ou E90 em direcção a Elvas, ou quem vier de Valencia de Alcantara, entrar em Portugal e seguir o IC13.
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terça-feira, julho 14, 2009
ALENTEJO (I PARTE)
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As terras a sul do Tejo parecem custodiar um segredo bem guardado, quase um mistério.
Enquanto que o resto do planeta evoluciona freneticamente, nesta região rural, as coisas seguem ao ritmo de sempre, com esse ar inalterado e eterno.
O do Alentejo é um segredo e quase um mistério.
Todo o mundo evoluciona a um ritmo frenético menos ali, como se a nossa enlouquecida forma de vida não lhes diga nada.
Nesta região bucólica e rural parece terem logrado o milagre de conservar um ar inalterado e eterno.
Se um se coça um pouco mais, dá-se conta de que, na realidade, as mudanças chegaram ainda que de forma subtil.
Apreciem-se os seus novos hotéis com encanto, nos ares renovados dos seus "apetitosos fogões" ou nas evidentes melhorias nas estradas.
Afortunadamente, no básico, o Alentejo continua a ser a terra de caminhos pouco trilhados, guardião de uma forma de vida chamada a desaparecer e refúgio dos buscadores de silêncio e do que agora se chama “slow living”.
Longe da cosmopolita Lisboa e das praias internacionais do Algarve, as terras entre o Tejo e o Guadiana conservam com carinho as suas tradições e os prazeres básicos da vida: silêncio, boa cozinha com produtos de sempre, pousadas históricas e pequenos hotéis encantadores, elegantes quintas e povoações brancas dispersas, coroadas por castelos medievais.
Aqui o turismo rural tem plena propriedade.
Sou um fã e quase um “vicioso” do Alentejo.
Volta e meia gosto de voltar a passear entre as planícies (de postal ilustrado), que se sucedem suavemente e que me levam quase sem notar de povoação em povoação.
Apesar de tudo, nos últimos tempos, encontra-se por aqui e por ali, pinceladas de modernidade e estilo que, sem abusar, se agradecem muito, pois ficam amplamente enquadradas.
De norte a sul e desde a fronteira com Espanha até ao Atlântico, olivais e povoações brancas salpicando as terras vermelhas.
Um castelo ou um mosteiro aparecem a coroar estas paragens como se fossem de pincel e tela, alguns tão famosos como Portalegre, Crato, Estremoz ou Elvas.
Outros, quase desconhecidos, permitem-nos o prazer do seu descobrimento inesperado.
Se entrarmos no Alentejo pelo norte, encontraremos Castelo de Vide, vila tranquila, enfeitada de gerânios e presidida no alto por uma impressionante fortaleza medieval que em tempos idos deu na cobiça aos judeus expulsos de Espanha.
PLANÍCIES INFINITAS:
A proximidade da Serra de S. Mamede é o complemento ideal, um dos poucos locais de montanha nesta região de planícies infinitas apesar de ter pouco mais de mil metros de altura.
Muito próximo está Marvão, possivelmente um dos locais mais belos de todo o Portugal.
Chamam-lhe o “ninho das águias” porque trepou sobre um penhasco ou falésia vigiando a fronteira.
No norte há muitos outros pequenos descobrimentos, alguns de muita tradição taurina, como Portalegre ou como Alter do Chão, em cujos arredores há que acercar-se e conhecer a Coudelaria Real, as cavalariças da raça lusitana, o cartão de visita do cavalo em todo o mundo.
A capital da fronteira é Elvas, ponto de acesso a Badajoz.
Elvas é uma fortaleza em si mesma, desenhada para que fosse inconquistável, com uma muralha que primeiro foi árabe e depois fernandina, com desenho em estrela, segundo o protótipo do Marquês de Vauban.
A muralha esconde uma cidade autenticamente portuguesa, de casas branqueadas e brazonadas, igrejas revestidas de azulejos e um pelourinho onde justiçavam os bandidos.
Não muito longe está Estremoz, outro rincão tipicamente alentejano, que combina um ordenado e baixo casario, desenhado no tempo pombalino, com um alto casario sobre o qual se encabeça um castelo com a sua torre de menagem e um bom número de casarões góticos e manuelinos, encerrados entre as muralhas.
As terras a sul do Tejo parecem custodiar um segredo bem guardado, quase um mistério.
Enquanto que o resto do planeta evoluciona freneticamente, nesta região rural, as coisas seguem ao ritmo de sempre, com esse ar inalterado e eterno.
O do Alentejo é um segredo e quase um mistério.
Todo o mundo evoluciona a um ritmo frenético menos ali, como se a nossa enlouquecida forma de vida não lhes diga nada.
Nesta região bucólica e rural parece terem logrado o milagre de conservar um ar inalterado e eterno.
Se um se coça um pouco mais, dá-se conta de que, na realidade, as mudanças chegaram ainda que de forma subtil.
Apreciem-se os seus novos hotéis com encanto, nos ares renovados dos seus "apetitosos fogões" ou nas evidentes melhorias nas estradas.
Afortunadamente, no básico, o Alentejo continua a ser a terra de caminhos pouco trilhados, guardião de uma forma de vida chamada a desaparecer e refúgio dos buscadores de silêncio e do que agora se chama “slow living”.
Longe da cosmopolita Lisboa e das praias internacionais do Algarve, as terras entre o Tejo e o Guadiana conservam com carinho as suas tradições e os prazeres básicos da vida: silêncio, boa cozinha com produtos de sempre, pousadas históricas e pequenos hotéis encantadores, elegantes quintas e povoações brancas dispersas, coroadas por castelos medievais.
Aqui o turismo rural tem plena propriedade.
Sou um fã e quase um “vicioso” do Alentejo.
Volta e meia gosto de voltar a passear entre as planícies (de postal ilustrado), que se sucedem suavemente e que me levam quase sem notar de povoação em povoação.
Apesar de tudo, nos últimos tempos, encontra-se por aqui e por ali, pinceladas de modernidade e estilo que, sem abusar, se agradecem muito, pois ficam amplamente enquadradas.
De norte a sul e desde a fronteira com Espanha até ao Atlântico, olivais e povoações brancas salpicando as terras vermelhas.
Um castelo ou um mosteiro aparecem a coroar estas paragens como se fossem de pincel e tela, alguns tão famosos como Portalegre, Crato, Estremoz ou Elvas.
Outros, quase desconhecidos, permitem-nos o prazer do seu descobrimento inesperado.
Se entrarmos no Alentejo pelo norte, encontraremos Castelo de Vide, vila tranquila, enfeitada de gerânios e presidida no alto por uma impressionante fortaleza medieval que em tempos idos deu na cobiça aos judeus expulsos de Espanha.
PLANÍCIES INFINITAS:
A proximidade da Serra de S. Mamede é o complemento ideal, um dos poucos locais de montanha nesta região de planícies infinitas apesar de ter pouco mais de mil metros de altura.
Muito próximo está Marvão, possivelmente um dos locais mais belos de todo o Portugal.
Chamam-lhe o “ninho das águias” porque trepou sobre um penhasco ou falésia vigiando a fronteira.
No norte há muitos outros pequenos descobrimentos, alguns de muita tradição taurina, como Portalegre ou como Alter do Chão, em cujos arredores há que acercar-se e conhecer a Coudelaria Real, as cavalariças da raça lusitana, o cartão de visita do cavalo em todo o mundo.
A capital da fronteira é Elvas, ponto de acesso a Badajoz.
Elvas é uma fortaleza em si mesma, desenhada para que fosse inconquistável, com uma muralha que primeiro foi árabe e depois fernandina, com desenho em estrela, segundo o protótipo do Marquês de Vauban.
A muralha esconde uma cidade autenticamente portuguesa, de casas branqueadas e brazonadas, igrejas revestidas de azulejos e um pelourinho onde justiçavam os bandidos.
Não muito longe está Estremoz, outro rincão tipicamente alentejano, que combina um ordenado e baixo casario, desenhado no tempo pombalino, com um alto casario sobre o qual se encabeça um castelo com a sua torre de menagem e um bom número de casarões góticos e manuelinos, encerrados entre as muralhas.
Continua …
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segunda-feira, julho 13, 2009
MATAR A FOME
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Os líderes dos oito países mais industrializados do mundo, conhecidos como “os grandes da Terra”, vão ocupar-se dos alimentos terrestres e acordaram fazer um esforço com o seu poder e destinar 14.400 milhões de euros para lutar contra a fome.
Uma luta muito desigual, já que é muito maior o número de esfomeados.
Esse dinheiro, sem dúvida impressionante na sua grandeza, está destinado a África, que continua a chamar-se assim nos atlas, ainda que a maior parte seja um amontoado de escombros, entre rinocerontes sobreviventes e lanças constantemente afiadas.

Alguém acertou ao resumir o seu espólio: quando os brancos chegaram a África, tínhamos a terra e eles tinham a Bíblia”. Ensinaram-nos a rezar com os olhos fechados e quando os abrimos, os brancos tinham a terra e nós a Bíblia”.
Agora há que ajudá-los, mas cuidado com as obras de misericórdia, quando se fazem em defesa própria.
Estes subsídios em alta escala estão feitos, como os pequenos, para que ninguém venha meter-nos a mão no prato.
A quem não tem nada, há que acalmá-los, prometendo-lhes em discursos, o mais eloquentes possíveis, que no futuro vão ter direito a algo.
Para os oradores, por sorte, há muita gente que continua a acreditar neles.

Na localidade italiana de L’Aquila, onde por certo anda à procura de casa Berlusconi, com a certeza de a encontrar, reuniram-se durante três dias, os chefes de Estado e de Governo de 39 delegações dos cinco continentes.
Todos estão de acordo que há que lutar contra a fome, que já se sabe que é muito arriscado combater com alguém que a sofre.
Ou repartimos um pouco melhor ou chegará um momento em que os que não comem queiram fazer parte dos que partem e repartem.
Ainda que se conformem com a pior parte.
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Os líderes dos oito países mais industrializados do mundo, conhecidos como “os grandes da Terra”, vão ocupar-se dos alimentos terrestres e acordaram fazer um esforço com o seu poder e destinar 14.400 milhões de euros para lutar contra a fome.Uma luta muito desigual, já que é muito maior o número de esfomeados.
Esse dinheiro, sem dúvida impressionante na sua grandeza, está destinado a África, que continua a chamar-se assim nos atlas, ainda que a maior parte seja um amontoado de escombros, entre rinocerontes sobreviventes e lanças constantemente afiadas.

Alguém acertou ao resumir o seu espólio: quando os brancos chegaram a África, tínhamos a terra e eles tinham a Bíblia”. Ensinaram-nos a rezar com os olhos fechados e quando os abrimos, os brancos tinham a terra e nós a Bíblia”.
Agora há que ajudá-los, mas cuidado com as obras de misericórdia, quando se fazem em defesa própria.
Estes subsídios em alta escala estão feitos, como os pequenos, para que ninguém venha meter-nos a mão no prato.
A quem não tem nada, há que acalmá-los, prometendo-lhes em discursos, o mais eloquentes possíveis, que no futuro vão ter direito a algo.
Para os oradores, por sorte, há muita gente que continua a acreditar neles.

Na localidade italiana de L’Aquila, onde por certo anda à procura de casa Berlusconi, com a certeza de a encontrar, reuniram-se durante três dias, os chefes de Estado e de Governo de 39 delegações dos cinco continentes.
Todos estão de acordo que há que lutar contra a fome, que já se sabe que é muito arriscado combater com alguém que a sofre.
Ou repartimos um pouco melhor ou chegará um momento em que os que não comem queiram fazer parte dos que partem e repartem.
Ainda que se conformem com a pior parte.
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domingo, julho 12, 2009
MEXILHÕES
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Nutritivos, deliciosos e económicos, os mexilhões são um marisco clássico da dieta mediterrânea.
Por Espanha de Norte a Sul, todos os bares têm as “raciones” ou “tapas” de “calamares”, presunto, “batatas bravas” (as batatas fritas em cubos, com maionese, ketchup e tabasco) e como não podia deixar de ser, os mexilhões da Galiza.
São gostosos e de preço muito acessível.
Apesar do seu sabor delicioso a mar bravio, são considerados de menos qualidade gastronómica que outros moluscos bivalves, tais como as ostras ou as amêijoas.
Os mexilhões são moluscos que vivem formando comunidades mais ou menos numerosas, fixados ás rochas, ás quais aderem por intermédio de um pé.
Encontram-se na zona das marés ou um pouco abaixo, mas sempre em locais de pouca profundidade.
A capacidade de filtração dos mexilhões é enorme, podendo chegar a bombear até oito litros de água por hora.
Denominam-se filibrânquios porque os filamentos ou ramificações das suas brânquias têm molhos entrelaçados de cílios similares a pêlos.
Os mexilhões são unissexuais.
Cada fêmea pode chegar a depositar mais de um milhão de óvulos e a sua incubação costuma durar entre uma ou duas semanas, segundo a temperatura da água.
O mexilhão é próprio do Atlântico e aí encontra-se agarrado ás rochas nas costas da Europa e América.
Também é criado em viveiros devido ás suas excelentes propriedades: crescimento rápido, facilidade para aderir a suportes artificiais e uma carne apreciada.
Os países produtores mais importantes são, a Espanha (Rias Baixas na Galiza) e os Países Baixos.
Também o Brasil está a dar os primeiros passos.

O método tradicional de produção do mexilhão na Galiza é o cultivo em contentores de madeira.
Este sistema é o de melhor rendimento dos conhecidos e as 240.000 toneladas de mexilhão comercializadas anualmente na Galiza, são mais de metade da produção mundial de cultura deste molusco.
Com este sistema, a "semente" do mexilhão coloca-se sobre cordas suspensas nas plataformas flutuantes situadas no interior das rias, onde permanecem completamente submersas, até atingirem o seu peso comercial.
As plataformas flutuantes são formadas essencialmente por uma série de flutuadores que suportam uma série de barras de madeira de eucalipto de forma rectangular, com uma superfície superior a 500 metros quadrados.
O número de flutuadores está relacionado com o tamanho e a antiguidade das mesmas; assim as mais antigas têm um só flutuador central, enquanto que as mais modernas dispõem de vários flutuadores.
CORDAS. As cordas utilizadas medem de 19 a 22 metros e têm intercalados uns pedaços de madeira ou de plástico para distribuir o peso do mexilhão ao longo de toda a corda, impedindo assim que estes se desprendam.
Estas cordas com a "semente" submergem-se no mar, pendendo da plataforma; o alimento deste molusco filtrador será toda a matéria orgânica em partículas que consiga fixar.
A Galiza é um dos maiores produtores de mexilhão do mundo, como atrás se disse, pelo que em toda a península quase só há mexilhão dessa procedência.
Isto no que se refere ao mexilhão fresco, porque quando falamos de mexilhão congelado, temos que nos lembrar que existe a Coreia, Taiwan e como não podia deixar de ser a China.
Também existe o mexilhão da Nova Zelândia, um produto de alta qualidade.

Talvez, quem sabe, que até apareçam à venda na Galiza.
O produto que possui a denominação, “Producto Galego de Calidad” é uma garantia de estar a adquirir e consumir um produto de óptima qualidade.
Quanto à sua composição nutricional, destaque para o aporte de proteínas (10,8 gramas por cada 100 gramas de carne); ainda que menor que o resto de moluscos, é um alimento especialmente rico em ferro (4,5 gramas por 100 gramas de carne).
É uma quantidade bastante superior comparada com muitas carnes e peixes.
Pode ser, portanto, um complemento da dieta ideal, no caso de anemia.
O mexilhão encontra nas Rias Galegas o melhor refúgio para se desenvolver e mais tarde oferecer em múltiplas preparações, um delicioso sabor a mar.
A forma mais habitual de ser consumido é abri-lo ao vapor, num tacho, depois de limpos, com uma colher de óleo e meio copo de vinho branco.
Pode juntar, pimenta e umas folhas de louro que serão retiradas quando abrirem.
A sua carne é macia e suculenta admitindo outras preparações culinárias mais elaboradas, como em salpicão de carnes e mariscos, panados, em vinagreta, com um refogado de tomate, picante e depois vão ao forno, estufados, só o miolo, num tacho, com muito alho picado e azeite e picante a gosto.
O seu protagonismo na cozinha de casas particulares é escasso em comparação com o consumo em locais de hotelaria, o que chama a atenção, dada a grande facilidade de preparação e o seu preço, que permite degustar mexilhões (mesmo em casa) quase até cansar de gozar o seu excelente sabor.
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sábado, julho 11, 2009
MORDOMIAS do MORDOMO
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O anfitrião dos lideres do G8, que tem tratamento de “Cavaliere”, continua acreditando na elegância social da oferta ou presente.
A cada um dos seus ilustres hóspedes obsequiou-os com um livro, sobre o escultor Antonio Canova, de 24 quilos de peso, encadernado em mármore de Carrara (o volume, que pesa 24 quilos, será entregue numa caixa, acompanhado por outras duas caixas pequenas, feitas em mogno e com acabamento em folha de ouro. Uma contém um marcador de páginas em seda e prata e uma lupa, na outra a transcrição manual dos hinos nacionais de cada país-membro do grupo).
Como se pode recusar uma dádiva assim?
O mais que se pode pedir é que seja acompanhada de outra oferta, em forma de carrinho de mão.
Nem sequer as obras completas de Camões seriam comparáveis em peso, mas não há dúvida de que Berlusconi é uma criatura original, que patenteia um estilo único: gosta de mulheres fáceis e ligeiras e das ofertas pesadas.
Ainda está pendente da investigação a Giampaolo Tarantini (o seu amigo, chulo de profissão) por corrupção e indução à prostituição, mas tem tempo para tudo e de momento deteve-se o “Barigate”, também conhecido como “Putanópolis”.
O importante não é a atmosfera moral, mas sim as alterações climáticas.
Ficou acordado travar o seu avanço, mas sem pressas, que podem aumentar o calor na Terra.
Mara Carfagna, ministra de Itália para a Igualdade de Oportunidades, companhia de Berlusconi durante a cimeira do G8
As grandes potencias vão levar algum tempo com a questão da mudança do tempo e propõem-se reduzir as emissões de CO2 uns 80 %, lá para o ano de 2050, quando todos os lideres agrupados, tenham enormes probabilidades de estarem quietos e mais frios que o mármore de Carrara, que vão levar para suas casas ou para as Casas do Povo.
É que isso de remeter os grandes problemas e solucionar os pequenos, é sem dúvida uma boa táctica.
Os defuntos não votam e quem vier atrás que feche a porta.
De momento, “Il Cavalieri” está a subir nas sondagens eleitorais e no fórum dos 17 países mais contaminantes continua a haver grandes discrepâncias.
Nem todos fazem parte da “cúpula dos ricos.
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O anfitrião dos lideres do G8, que tem tratamento de “Cavaliere”, continua acreditando na elegância social da oferta ou presente.
A cada um dos seus ilustres hóspedes obsequiou-os com um livro, sobre o escultor Antonio Canova, de 24 quilos de peso, encadernado em mármore de Carrara (o volume, que pesa 24 quilos, será entregue numa caixa, acompanhado por outras duas caixas pequenas, feitas em mogno e com acabamento em folha de ouro. Uma contém um marcador de páginas em seda e prata e uma lupa, na outra a transcrição manual dos hinos nacionais de cada país-membro do grupo).
Como se pode recusar uma dádiva assim?
O mais que se pode pedir é que seja acompanhada de outra oferta, em forma de carrinho de mão.
Nem sequer as obras completas de Camões seriam comparáveis em peso, mas não há dúvida de que Berlusconi é uma criatura original, que patenteia um estilo único: gosta de mulheres fáceis e ligeiras e das ofertas pesadas.
Ainda está pendente da investigação a Giampaolo Tarantini (o seu amigo, chulo de profissão) por corrupção e indução à prostituição, mas tem tempo para tudo e de momento deteve-se o “Barigate”, também conhecido como “Putanópolis”.
O importante não é a atmosfera moral, mas sim as alterações climáticas.
Ficou acordado travar o seu avanço, mas sem pressas, que podem aumentar o calor na Terra.
Mara Carfagna, ministra de Itália para a Igualdade de Oportunidades, companhia de Berlusconi durante a cimeira do G8
As grandes potencias vão levar algum tempo com a questão da mudança do tempo e propõem-se reduzir as emissões de CO2 uns 80 %, lá para o ano de 2050, quando todos os lideres agrupados, tenham enormes probabilidades de estarem quietos e mais frios que o mármore de Carrara, que vão levar para suas casas ou para as Casas do Povo.
É que isso de remeter os grandes problemas e solucionar os pequenos, é sem dúvida uma boa táctica.
Os defuntos não votam e quem vier atrás que feche a porta.
De momento, “Il Cavalieri” está a subir nas sondagens eleitorais e no fórum dos 17 países mais contaminantes continua a haver grandes discrepâncias.
Nem todos fazem parte da “cúpula dos ricos.
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