O VIDEIRINHO

quarta-feira, julho 15, 2009

ALENTEJO (I I PARTE)

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Junto a Elvas e Estremoz, a terceira cidade imprescindível é Évora, declarada Património da Humanidade.

É uma cidade de ruas e ruelas tortuosas e estreitas, rodeadas por muralhas medievais.

A sua fama vem dos muitos conventos cristãos que a enfeitam, mas sobretudo pelo Templo de Diana, do século II, um dos templos romanos melhor conservados na Europa.

Na sua Pousada dos Lóios, poderemos descansar com um ar realmente conventual.

OS RASTOS ÁRABES:

Mas o Alentejo está feito de povoações como Monsaraz, essa vila fortificada que vigia lá do alto, dominando a planície e mais além, ao longe, a fronteira com Espanha q
ue assinala o Guadiana.

Exemplo de povoação fronteiriça é também, Mourão, que monta guarda sobre o Guadiana, com o seu castelo erg
uido sobre uma colina, para vigiar melhor sobre a flutuante fronteira, que está só a seis quilómetros.

Estamos no Alentejo tipicamente árabe, com pegadas mouriscas que vão desde as suas originais chaminés, à tradição dos seus azeites, os melhores da região, ou os vestígios de mesquitas que se pressentem nas suas igrejas.

No Baixo Alentejo, o castelo de Beja obriga-nos a uma paragem

É um monumento imponente do século XIII.

Pode subir-se à sua torre para se avistar a meseta do Baixo Alentejo.



Logo um passeio pelas ruelas, descobrimos encantadores cafés e lojas de outras épocas e uma pousada, a Pousada de S. Francisco, que segundo a história, a freira Mariana Alcoforado, escreveu, a partir deste convento de Nossa Senhora da Conceição (hoje pousada) comovedoras cartas de amor ao charmoso cavaleiro de Chemilly, de quem esteve apaixonada até à morte.

E desde o Tejo chegamos até ao Guadiana, vigiado por pérolas como Mértola, fortaleza fronteiriça a quem Júlio César chamou Myrtillis.

Hoje é uma vila museu que nos abre as portas do parque Natural do vale do Guadiana, de quase 70.000 hectares, em torno ao rio.

As suas casas assomem do Guadiana, que em tempos dos árabes era navegável até este ponto.

Em Mértola há recordações roman
as, das primitivas comunidades cristãs, dos árabes e dos cristãos medievais que erigiram uma igreja de impacto, a da Anunciação, sobre uma mesquita do século XI.

Todavia surpreende encontrar-se o nicho e a parede da quibla neste recinto.

Deixei para o final um mergulho no mar.

Porque, ainda que ás vezes se esqueça, o Alentejo de planícies douradas também se debruça sobre o mar de Sines a Odeceixe.

Além do mais, é um dos trechos, do litoral europeu, melhor preservado, pelo que foi declarado Parque Natural.



ENTRE PRAIAS … e alcantilados.

As praias do Alentejo sucedem-se com as enseadas, os alcantilados e as povoações pesqueiras que mantiveram, muito melhor que o seu vizinho Algarve, o ar tradicional.

Para conhecer a costa, o melhor é partir do farol de Sines, guardião do Ocidente, nessa esquina que delineia Portugal entre os cabos Espichel e S. Vicente.

Daqui até ao sul sucedem-se os longos areais lambidos pelo Atlântico, que aqui é manso e dá lugar a magníficas praias e povoações graciosas como Porto Covo, com as suas portas debruadas a azul.

O grande marco turístico é, sem dúvida, Vila Nova de Milfontes (a Princesa do Alentejo) no estuário onde desagua o rio Mira.

Durante anos foi o local de eleição preferido pelos observadores de aves migratórias e pelos que procuravam um local tranquilo para praticar desportos náuticos.

Há também que olhar para Zambujeira do Mar, uma aldeia de pescadores famosa pela sua praia de Alteirinhos, uma das melhores de Portugal.

GUIA de ENTRADA:

Para os estrangeiros, aceder ao Alentejo, vindo de Espanha é apanhar o IP7 ou A6 ou E90 em direcção a Elvas, ou quem vier de Valencia de Alcantara, entrar em Portugal e seguir o IC13.

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