O VIDEIRINHO

terça-feira, agosto 04, 2009

- Que tudo morra quando eu morrer !
(É-me impossível pensar de outra maneira)

SEGURO DE PERNAS

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As pernas do Cristiano Ronaldo foram seguradas em 100 milhões de euros, a 50 cada uma.

Desde os tempos de Marlene Dietrich que nenhumas extremidades inferiores haviam alcançado semelhante valoração, incluindo a de aquele Aquiles de pés musicais que foi Fred Astaire.

O Real Madrid precaveu-se do evidente risco que supõe que qualquer borra-botas ou sarrafaçal lesione o “bota de ouro”.

A operação precipitou-se ao verem as entradas que os infiéis da Juventus fizeram a Cristiano Ronaldo.

Foram a ele, mais do que à vitória, como Santiago aos mouros.







Temos que compreender o desespero de qualquer jogador dum montão deles, quando enfrentam uma reunião futebolística, chame-se Di Stéfano, Pelé, Eusébio, Matateu, Cruyft, Maradona ou Figo.

“Este gajo, por muito bem que jogue, não me vai deixar sem o prémio”, pensa o seu marcador.

Ou seja, o que alguém disse (Nietzsche?), “o rancor por excelência”.

A agressão ao superdotado fez escola em todo o futebol e o basco “Goicoechea” tem mais alunos do que painço.


Trata-se de carregar aquele futebolista que em qualquer momento pode deitar por terra o trabalho de muitos medíocres e para isso há que empregar toda a artilharia do jogo subterrâneo.


Momentos antes do seguro, Cristiano Ronaldo confere que não falta nada.


Um problema de zelo, semelhante ao que mantêm algumas vedetas, acreditando-se com isto na valorização das pantorrilhas (barriga das pernas) mais sublimes.

Por que a apólice de Leo Messi ou a de Kaká têm que ser mais pequenas?

Em última instância também haverá que concertar alguma sobre a massa encefálica de “don” Fiorentino Pérez ou do senhor Laporta, para prever que se perca a cabeça na hora de assinar contratos.

De momento os que se asseguram são das grandes contratações.

Uma tarde, um qualquer pode arrombar pernas da equipa contrária.

O futebol é um jogo, mas com o dinheiro não se joga.

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segunda-feira, agosto 03, 2009

- Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos !

MANUAL DO GRIPOSO

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Todos estamos à espera da gripe A com uma curiosidade tensa, misturada com o consequente alarme.

É a pandemia mais anunciada dos últimos tempos, mas confio que se passe o mesmo de sempre: que morram os outros.

Sempre que lemos as estatísticas dos que deixaram este mesquinho mundo para passarem uma longa temporada no céu, não figura o nosso nome.

No inesgotável censo dos bibliófilos de necrologias abundam os que devem este hobby à certeza de que jamais encontrarão o seu nome nessas páginas.

Existe uma grande expectativa actualmente, mas talvez a maior seja dos laboratórios.


Todos queremos saber quanto dura o período de incubação, como se produz o contágio, quais são as medidas preventivas, para além de lavar as mãos, que isso já era prática corrente e o contágio mesmo assim é inevitável, onde se encontram os maiores grupos de risco e a duração da enfermidade aos que não morrem, porque os outros vão passar muito tempo mortos, mas para além disto tudo o que verdadeiramente nos interessa é o seu tratamento.

Acredito que os há boníssimos, mas por desgraça, há pandemias muito superiores em qualidade.

Não sei se o Governo já publicou ou publicará um guia para que as empresas que ainda sobram, diminuam o impacto da gripe A nos seus quadros.

Ao mesmo tempo vão-se desenvolver duas campanhas de vacinação, uma da gripe de sempre e outra da A.



Trata-se de perdoar a dois pássaros com dois tiros.

Quantas pessoas já morreram duma enfermidade benigna?

Não é obrigatório que haja uma grande pandemia para dar por finalizada a nossa residência na Terra.


O que vai ser necessário é adquirir anti-virais, analgésicos e antipiréticos, com a condição de aplicá-los 48 horas depois de aparecerem os sintomas.

E sobretudo com a condição de que a indústria tenha disponibilizado a nova vacina.

Parece que o fármaco chegará no Outono, quando caem as folhas e todavia as deias ou musas ainda estão morenas.

Para algumas, ainda que passe o tempo, não passa o Verão.

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domingo, agosto 02, 2009

- Quem não vê o presente conforme-se com o futuro !

DÁ-LHE VENTO !!!

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A semana de moda masculina arrojou-nos uma tendência do mais inquietante para a próxima primavera: transparências para eles?

Sim, sim, homens com meio corpo descoberto, até o New York Times o disse.

Duvido bastante da aceitação a esta moda entre o género masculino, mas recordo que este verão o mesmo está plenamente em vigor para as mulheres …

Posso ir-me adiantando a estas vestimentas, que presumivelmente usarão os homens no ano que vem, usando-as em festas e brilhando só em pequenas transparências como decorando vestidos.



Em definitivo, como pequenas inserções transparentes para dar um toque sexy a uma peça de roupa.

É que quando se trata de deixar reluzir uma parte do corpo, pouco, sempre é melhor que nada.

O célebre Alexander Wang é um grande fã desta tendência, tudo um “must” para esta temporada.

Depois, claro, resta-nos também a opção da transparência total, com vestidos como este da American Apparel, ideal para levar sem roupa interior, pura descrição.



Agora mais a sério, a opção com forro também é bastante viável, como demonstra Top Shop.


Nem toda a transparência é sensualidade e “glamour”; também pode ser naif ou um autêntico espanto barroco.


E mais, se de facto a aplicamos ao mundo da roupa interior masculina, fica verdadeiramente aterradora.


Por último como apontamento do furor transparente cabe destacar também a sua presença no mundo do calçado.


E Stella McCartney lançou para esta temporada umas sandálias com uma parte em rede, que já se vêem muito entre as celebridades e que também já foram amplamente imitadas.


Está claro, este Verão deixa-te ver, por dentro e por fora !


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