O VIDEIRINHO

sexta-feira, março 19, 2010

- Marido, é tudo aquilo que resta do amante, após a retirada do pénis !

PULHAS

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Li algures, que cerca de 60 % dos meus queridos compatriotas considera que os políticos são corruptos.

Não é que estejam equivocados, mas sim que não pararam na borda da estrada a pensar que essa cifra induz em erros de generalização.

O que ocorre é que os desavergonhados são mais visíveis, mas há muitas pessoas abnegadas e decentes, menos perceptíveis, submergias nesses fétidos pântanos e obrigadas a fazer submarinismo nas latrinas, que são dignas do nosso respeito, inclusivamente da nossa gratidão.

Medir pelo mesmo padrão ou normas, os que se dedicam a essa alta tarefa de arbitrar a convivência e os vagabundos sem-vergonha que só pretendem viver melhor, é radicalmente injusto.

Para isto não serve a globalização.



Mirabeau foi um político e em certa medida um vereador do urbanismo, igual a esses que em tantos e tantos municípios portugueses (não pensem que são todos, mas quase), só pretendem mudar de nível de vida e de mulher, mas de maneira nenhuma são comparáveis.

Ainda há classes e a dos segundos nota-se-lhes uma notória falta de classe.

É pelos seus feitos que são conhecidos.

Também os jornais estão muito mal considerados no que se refere à opinião pública, mas também nessa profissão há diversidade.

Se Fernando Pessoa estivesse vivo era altamente improvável que o víssemos aparecer a trabalhar numa qualquer telenovela.



Etimologicamente a palavra prestígio vem de engano.

Tem a mesma raiz que prestidigitador.

Há que pensar que os malabaristas da política realizam mal os seus truques e por isso caem no desprestigio ou descrédito popular como denunciam as sondagens, mas temos que ter em mente que as sondagens nem sempre acertam.

(Vejam-se os casos de Barrabás e de Hitler).

Por outro lado, pelo que também se chega ao mesmo lugar, achar que 60 % de nossos políticos são corruptos, supõe também que 40 % não o são.

Uma percentagem bem confortadora.

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quinta-feira, março 18, 2010

- Perdedor nato é aquele que, depois de ter um sonho erótico, acorda com uma doença venérea !

ESPERANÇA

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A única coisa que sabemos da esperança é que é muito difícil viver sem ela.

É a última que se perde, ou melhor, a penúltima.

A esperança, que está baseada em promessas que nos fizeram alguns celestes desconhecidos, é uma das mais confortadoras virtudes teológicas.

“Enquanto respiro, espero”, diziam os latinos aos portugueses, que falamos um latim estropiado mas que nos continua a ajudar a viver.

Agora contam-nos que as medidas anti-crise do Governo, que deveriam ter sido tomadas antes de que a penúria se colasse sem permissão em nossa casa, estão apostando novamente pela “telha”, (tudo é feito de cima para baixo, ou seja, do telhado para o r/chão).

Agora, quando todos os telhados económicos são de vidro, voltamos a acreditar no que está debaixo das telhas.



Nos últimos tempos, quando alguém falava de “telhados” identificávamos a palavra com os discursos dos políticos, mas nunca com a construção.

Os reiterados atardados mentais que nos assestaram discursos e mais discursos na última temporada não enganavam ninguém, salvo a eles próprios.

Sejamos claros: até que venham os turistas e não vejamos gruas, temos muito pouco para fazer.

Por isso continuaremos a bater marcas e mais marcas de desemprego.

Fazem falta telhas, ainda que não continuem a enriquecer alguns intratáveis sem-vergonha.

Sem eles não podemos prestar contas dos resultados.



Portugal depende contudo dos especuladores dos solos e dos especuladores do céu.

Oxalá vejamos gruas, com o que têm de dinossauros sobreviventes pelas mais modernas ruas.

São a nossa esperança numa vida melhor a curto ou médio prazo.

Não na que nos prometem a todos os que somos “bonzíssimos”, que segundo contam é imbatível.

Há que baixar o IVA a todos os biscates domésticos.

E depois aos que estão sem domesticar.

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quarta-feira, março 17, 2010

- Muitas vezes um pénis apaixonado é balbuciante !

LEI DO DESEJO (parte II)

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... Continuação



Que fique bem claro que este passo rápido á penetração, salvo raríssimas excepções, não costuma ser a melhor maneira de desfrutar do sexo e pode, inclusivamente, transformar um prometedor encontro, na pior experiência sexual vivida.

A pouca atenção que muitas pessoas dão ás carícias, ao prazer da pele, sem ter em conta que essa ampla extensão do nosso corpo é uma maravilhosa antecâmara do clímax, um caminho que necessita de ser caminhado lentamente para desfrutá-lo bem.

Aprender a tocar é a eterna lição.

Vale a pena fazer finca-pé deste tema – apalpar, acariciar – tão importante para uma vida sexual.

É penoso que a compulsão pela descarga ejaculatória prive os homens e as mulheres do prazer de desfrutar com o nosso maior órgão sexual.

Especialmente entre os jovens, é demasiado frequente o distanciamento pelas “zonas erógenas” e se concentrem nas mucosas que qual buraco negro se agarram a elas, num fugaz estalido orgásmico, consumindo de maneira compulsiva o orgasmo ejaculatório, sem apreciar a essência do prazer.



Um desejo objectivo é que o casal aprenda, de verdade, a dar e receber carícias, a desfrutar dessa maravilhosa extensão de receptores sensoriais que tão bem cantaram os poetas.

Não é em vão um dos atractivos universais da pele: muito branca nalgum tempo, bronzeada noutro, mas atrai como um íman.

Peles de pêssego, de porcelana, de ébano, peles lisas e suaves, com uma ligeira penugem, ou com pelos no peito.

Peles que em breve, com a chegada do Verão, ao ver os corpos em toda a sua amplitude na beira das piscinas, orla do mar, rios, praia … nos convidam a desfrutar.



Para tua introspecção:

- Tiras partido do teu maior órgão sexual?

– Permites desfrutar da tua pele e da do teu par, ou és um penetrador compulsivo?

– Sentiste-te sexualmente utilizad@ com uma penetração rápida sem carícias pela pele?

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terça-feira, março 16, 2010

- O pénis é o melhor, mais barato e prazeiroso alimento feminino, pois contém: carne, leite, ovos e enche a barriga por 9 meses !

LEI DO DESEJO (parte I)

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A pele que recobre o nosso corpo não só é uma magnífica barreira frente a qualquer ameaça de infecção.

Na proximidade dos orifícios corporais, esta modifica a sua estrutura, constituindo o que se denomina de mucosas e estas, por troca duma melhor adaptação funcional, sacrificam algumas das propriedades defensivas.

De qualquer forma, compartir intimidade sexual equivale a colocar em contacto as nossas respectivas mucosas.

A lei do desejo, passa pelo desejo de unificação ou fusão e rapidamente, nos focaliza nos seus orifícios, a sua natural via de acesso.



Uma pessoa normal dispõe de uma extensão de pele muito perto dos dois metros quadrados.

É lamentável que uma semelhante extensão sensível, se veja reduzida em muitas ocasiões, para pouco mais do que um escaparate ou cartão de visita, que não tem mais utilidade do que servir para reclame desses escassos minutos de penetração.

Quantas vezes, mesmo havendo desejo sexual, a mulher explora a pele dele, com massagens que surgem do interior, excitando o parceiro; e quantas vezes este, passa à penetração sem mais nada, sem um aquecimento, sem uma carícia.



E quantas vezes, neste caso, a penetração causa dor, por não estar suficientemente lubrificada e pode ir até à sensação de humilhação, por a mulher se sentir como se fosse um objecto … nada como uma pessoa.

Casos há em que corpos jovens, com vontade avassaladora para desfrutarem … mas com a nefasta inabilidade erótica e a compulsão penetradora podem converter uma coreografia erótica num deselegante e desalinhado tratamento.


Continua …

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segunda-feira, março 15, 2010

MORREU JEAN FERRAT

LES YEUS d'ELSA


- O meu computador adoeceu, ou melhor, vi-o revirar um olho. Será que morreu ?

LADRILHOS ou TIJOLOS

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Tirada daqui


Vem aí o calor em todas as partes menos na região económica que habitamos, onde se esfriou o dinheiro.

Os barómetros dos economistas explicam estas alterações do clima e dizem que a expansão anual do PIB, que poderá ser uma utopia, se modera, em vez de dizer que decai.

Também no campo de batalha por vezes se dizia, quando um exército retrocedia diante do inimigo, que “avançavam para a retaguarda”.

Certo, certo é que temos que começar a reconhecer que devemos acostumarmo-nos a passar pior, ou seja, com menos dinheiro.

A crise conseguiu subverter todos e tudo, incluindo a linguagem dos habituais mentirosos, digo politiqueiros, que conseguem o inacreditável milagre nunca visto, de não aumentarem impostos, mas vão arrecadar mais receitas (dinheiro) e como diria La Palice, todos vamos pagar mais.


Os 27 países da UE


Estes pagamentos serão para levantar a moral da falência anunciada dum sistema económico iníquo.

O que é uma verdade verdadeira e já foi publicitada pelos "irresponsáveis", é que não terá efeito entre eles.

Tudo tende a parar, (menos a fome dos desempregados) e a construção civil que sustentava isto desmoronou-se.

Todos estivemos sempre dependentes do ladrilho, se bem que alguns dedicam-se a enfileirá-los e outros nos conformemos que não nos caia nenhum na cabeça.

O nosso tecto económico está ladrilhado e venha de lá o ladrilhador, que numa acção de desenladrilhagem o desenladrilhará bem desaladrilhado, que será bem recebido.

Trocado por miúdos, que a ladroagem seja posta a milhas.


A azul os países do espaço Shengen


De momento estamos em banho-maria, na esperança de que bancos e quejandos, assentem a ganância desenfreada que nunca foram duramente afectados pela crise do “Império dos Sentidos", único sentido do nosso dinheiro”.

A globalização consiste em ver no globo a nosso futuro.

Nós os portugueses temos a vantagem, quando olhamos para trás, de pensar que qualquer tempo passado foi pior, mas estávamos a acostumarmo-nos a isso que chamam a boa vida.

Mais que o Mercado Comum, o que nos importa verdadeiramente é o mercado do nosso bairro.

Mas quando subia o pão, o leite e os ovos … significava fome, o que ainda não deixou de soar para muita gente.

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sábado, março 13, 2010

- Nesta altura da vida, o “fim do mês” assusta muito mais que o “fim do mundo” !

BRINQUEDOS PERIGOSOS

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Os chineses enganam-nos como os portugueses.

Nos seus repletos, completos e variadíssimos bazares tanto se pode adquirir um aguça lápis como um biombo chinês.

Há de tudo a um preço incrível se tivermos em conta o que cobram os obreiros que põem mãos à obra.

Há uns tempos largos, a multinacional Mattel retirou mais de meio milhão de brinquedos que foram considerados perigosos.

Alguns podiam causar asfixia ou lesões auditivas e outros conformam-se em dar choques de diversa intensidade, mas todos são baratíssimos.

Não podemos pedir por esses preços uma queimadura do segundo grau ou uma lesão ocular.



Face ás medidas tardiamente adoptadas contra os brinquedos potencialmente perigosos, já se suicidaram dois fabricantes: o que manufacturava o carro “Sarge” e o inventor de “Dora a Exploradora”.

Quando eu era puto, a maioria dos brinquedos faziam sangue, mas estavam sossegados.

Ainda não se recobriam com pinturas tóxicas e como era tempo de carestia total, também careciam de ímanes para levá-los à boca.

Os motoristas dos camiões de madeira estavam sempre de perfil, olhavam-se da mesma maneira como se miravam os soldadinhos de chumbo, sem envernizar, que se fabricavam com balas perdidas.



Depois veio uma época, quando o Pai Natal já era adulto, em que os pedagogos recomendavam o entretenimento com objectos naturais, para se irem apreciando e para exercitar a imaginação contemplando um pedregulho e imaginando que é outra coisa.

Os putos chateavam-se à brava, mas sempre era melhor do que nada.

Mau mesmo é a retirada da “Barbie”, a boneca com mamas.

Foi afectada com o perigo amarelo de que tanto se fala.

Substituiu as matronas de olhos boquiabertos, tipo (Manuela. M. G.), mas é necessário proteger o maralhal mais pequeno.

Com as coisas de brincar não se brinca.

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sexta-feira, março 12, 2010

- Sei que hoje não é domingo.
Mas o meu corpo ignora isso !

DESEMPREGO

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Houve uma altura em que a canalhada queria ser, quando fossem grandes, pilotos de automóveis, futebolistas, professores, toureiros …

Só os mais formais queriam ser secretários ou subsecretários, mas tudo isso mudou e agora o que desejam ardentemente é serem reformados e além de tudo o mais sem serem adultos.

Pertencer ás classes passivas é entre nós uma aspiração e uma imposição e assim, como se condecoram, pelo Natal ou noutra qualquer data, almas grandes, pelo seu trabalho, dever-se-ia instituir troféus para a indolência ou ociosidade.



Talvez a despesa pública tenha que ser reduzida e estas desventuras fiquem desventuradas enquanto os velhos sejam outros, salvo o nosso Nobel, José Saramago, que continuará a escrever.

Dizia Chumy Chúmez (*), que era tão alegre como macabro, que os miúdos verdadeiramente precoces são os que nascem mortos.

É intrigante o fenómeno da precocidade e devíamos estudá-lo como se estuda Camões ou Sócrates e até como Mozart.

É só uma antecipação do futuro?

Não muito claro já que há miúdos precoces, que quando chegam a adultos, são perfeitamente vulgares.



Não sei quem foi que detestou os miúdos precoces e chegou a fazer preferências entre os que menos o desagradavam.

É melhor um miúdo precoce xadrezista que um miúdo precoce director de orquestra porque faz menos ruído.

Talvez os portugueses de agora tenham vocação de pensionistas, mas pode ser difícil cumpri-la.

Temos de rever o sistema depois da reforma do mercado de trabalho.

A esperança de vida aumentou muito.

Na mesma medida que foi diminuindo a esperança de que alguém possa cobrar umas moedas todos os meses.



(*)José Maria González Castrillo, (Chumy Chúmez), foi um dos mais incisivos e irónicos humoristas gráficos que deu a imprensa espanhola.

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quinta-feira, março 11, 2010

- O "etc." é o descanso dos sábios e a excusa dos ignorantes !

CHINESICES

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Essa treta de que a verdade nos tornará livres é bem mais duvidosa, mas ninguém pode questionar que a sua busca é muito entretida.

Será certo que só uns míseros contribuintes declaram rendimentos superiores a 50.000 euros ao ano?

Por isso estão a encerrar os grandes restaurantes.

Quiçá o que nos torne livres, sobretudo livres do Fisco, seja a mentira, mas o seu exercício está reservado unicamente a alguns senhores abastados.

Os demais, estamos devidamente controlados e obrigam-nos a ser sinceros.

Já sabemos por Bernard Shaw os perigos que encerra a sinceridade se não se é, para além disso, estúpido.


E quanto aos insolventes, parece que se multiplicaram por três no último semestre do defunto ano e prevê-se que superem a sua melhor marca antes que este ano termine.

As empresas que não podem fazer frente ás suas dívidas, só têm uma solução: dar-lhes de flanco ou de cernelha.

Portugal é um país de endividados, mas não há que descartar que o número de insolventes seja o mesmo que o de embusteiros, já que nada impede que haja pessoas e empresas que pertençam a ambos os grupos.

Não sei o que tem a cara dos analistas económicos que não nos deixam dispostos a fazer uma viagem com nenhum deles, ainda que fosse de graça.


A sua especialidade é predizer com posteridade.

Por que não avisaram da inexorável caída do PIB até à chegada da ambulância?

A verdade é que os nossos “experts” em finanças não viram nada até que tudo esteve visto para sentença.

Enganaram-nos como a chineses, que são os únicos que não enganam ninguém nas suas lojas, onde tudo, de baixa qualidade, se vende a baixo preço.



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quarta-feira, março 10, 2010

- Palavras inocentes não são pesos em balanças ! (Kahlil Gibran, 1883-1931, - Gibran / Jibran - Khalil ou Kahlil, nome árabe Jubrãn Khalil Jubrãn, dum poeta, romancista e filósofo ensaísta. Nasceu no Líbano, mas viveu a maior parte da vida nos EUA)

SIMIN BEHBAHANI (*)

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(*)Poetisa iraniana, de 83 anos,foi impedida de sair do Irão para participar, em Paris, nas comemorações do Dia Internacional da Mulher.



Reconstruir-te-ei, Pátria

Reconstruir-te-ei, Pátria .
Ainda que seja com o adobe da minha alma.
Levantarei pilares para suster o teu tecto,
ainda que seja com os meus ossos.
Olfactarei novamente o teu desejo de juventude.
Lavarei de novo o sangue
com as minhas lágrimas derramadas.
Uma vez mais num dia de sol radiante,
a obscuridade abandonará a minha casa.
Pintarei a minha poesia
com o azul do meu próprio céu.
Embora seja um morto com cem anos,
levantar-me-ei da tumba.
Destroçarei o coração do demónio
com o meu enorme grito.
Recitarei o meu amor pela Pátria com tal fervor,
que qualquer palavra sincera que cante,
brilhará com vida.
Deus me dê paciência!
Ainda que o meu verso seja encharcado de sangue,
eu te reconstruirei,
ainda que tal vá para além das minhas forças.



Este poema é uma tradução/adaptação minha e foi dedicado, por Simin Behbahani, à escritora de novelas, Simin Daneshvar.

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- Não se conta tudo porque o tudo é um oco nada !
(Clarice Lispector,1920-1977, escritora brasileira de origem judia nascida na Ucrânia)