
Li algures, que cerca de 60 % dos meus queridos compatriotas considera que os políticos são corruptos.
Não é que estejam equivocados, mas sim que não pararam na borda da estrada a pensar que essa cifra induz em erros de generalização.
O que ocorre é que os desavergonhados são mais visíveis, mas há muitas pessoas abnegadas e decentes, menos perceptíveis, submergias nesses fétidos pântanos e obrigadas a fazer submarinismo nas latrinas, que são dignas do nosso respeito, inclusivamente da nossa gratidão.
Medir pelo mesmo padrão ou normas, os que se dedicam a essa alta tarefa de arbitrar a convivência e os vagabundos sem-vergonha que só pretendem viver melhor, é radicalmente injusto.
Para isto não serve a globalização.

Mirabeau foi um político e em certa medida um vereador do urbanismo, igual a esses que em tantos e tantos municípios portugueses (não pensem que são todos, mas quase), só pretendem mudar de nível de vida e de mulher, mas de maneira nenhuma são comparáveis.
Ainda há classes e a dos segundos nota-se-lhes uma notória falta de classe.
É pelos seus feitos que são conhecidos.
Também os jornais estão muito mal considerados no que se refere à opinião pública, mas também nessa profissão há diversidade.
Se Fernando Pessoa estivesse vivo era altamente improvável que o víssemos aparecer a trabalhar numa qualquer telenovela.

Etimologicamente a palavra prestígio vem de engano.
Tem a mesma raiz que prestidigitador.
Há que pensar que os malabaristas da política realizam mal os seus truques e por isso caem no desprestigio ou descrédito popular como denunciam as sondagens, mas temos que ter em mente que as sondagens nem sempre acertam.
(Vejam-se os casos de Barrabás e de Hitler).
Por outro lado, pelo que também se chega ao mesmo lugar, achar que 60 % de nossos políticos são corruptos, supõe também que 40 % não o são.
Uma percentagem bem confortadora.
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Não é que estejam equivocados, mas sim que não pararam na borda da estrada a pensar que essa cifra induz em erros de generalização.
O que ocorre é que os desavergonhados são mais visíveis, mas há muitas pessoas abnegadas e decentes, menos perceptíveis, submergias nesses fétidos pântanos e obrigadas a fazer submarinismo nas latrinas, que são dignas do nosso respeito, inclusivamente da nossa gratidão.
Medir pelo mesmo padrão ou normas, os que se dedicam a essa alta tarefa de arbitrar a convivência e os vagabundos sem-vergonha que só pretendem viver melhor, é radicalmente injusto.
Para isto não serve a globalização.

Mirabeau foi um político e em certa medida um vereador do urbanismo, igual a esses que em tantos e tantos municípios portugueses (não pensem que são todos, mas quase), só pretendem mudar de nível de vida e de mulher, mas de maneira nenhuma são comparáveis.
Ainda há classes e a dos segundos nota-se-lhes uma notória falta de classe.
É pelos seus feitos que são conhecidos.
Também os jornais estão muito mal considerados no que se refere à opinião pública, mas também nessa profissão há diversidade.
Se Fernando Pessoa estivesse vivo era altamente improvável que o víssemos aparecer a trabalhar numa qualquer telenovela.
Etimologicamente a palavra prestígio vem de engano.
Tem a mesma raiz que prestidigitador.
Há que pensar que os malabaristas da política realizam mal os seus truques e por isso caem no desprestigio ou descrédito popular como denunciam as sondagens, mas temos que ter em mente que as sondagens nem sempre acertam.
(Vejam-se os casos de Barrabás e de Hitler).
Por outro lado, pelo que também se chega ao mesmo lugar, achar que 60 % de nossos políticos são corruptos, supõe também que 40 % não o são.
Uma percentagem bem confortadora.
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2 comentários:
Penso que todas as generalizações são injustas.
Claro que ainda há pessoas honestas na classe política.
Fique bem.
São
As possibilidades de apanhar um corrupto, desses que enxameiam os departamentos de Urbanismo, é muito baixa.
E a percentagem de não-corruptos também o é ...
Os honestos, há muito que abandonaram o poder local.
Cumprimentos.
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