O VIDEIRINHO

sexta-feira, outubro 11, 2013

- Momentos houve que pensei em suicidar-me mas... descansai, tão depressa não se vão ver livres de mim ! (josé torres)

CONVITE AO SUICÍDIO


.


Confesso que entre as minhas muitíssimas carências está a de não perceber patavina e não fazer a mínima ideia de cirílico (?), assim, tive de me socorrer de um amigo para que me traduzisse a notícia que me chegou (há uns diasitos) depois de receber uma impressionante foto. 

E muito mais impressionado fiquei  ainda quando me inteirei da mensagem. 

É uma campanha do banco russo Tinkoff, dirigida a clientes maus pagadores, na qual se lhes diz, explicitamente o seguinte: 
- “Não vês saída? 
O banco está disposto a oferecer-te uma solução para o problema”. 

A mensagem vai acompanhada de uma imagem em que um boneco desenhado num dedo se suicida com um tiro na cabeça. 

Claro como água, não é ? 

A notícia foi publicada num diário russo de nome impronunciável, que recolheu a informação de, Viatcheslav Abramchukov, um jovem destinatário de uma dessas aterradoras cartas que o Banco Tinkoff envia aos seus clientes com problemas de pagamentos. 

 

Viatcheslav pagou durante ano e meio um empréstimo, mas teve que deixar de pagar face aos altíssimos juros que o estavam a afogar (devia tê-lo pensado antes). 

O jovem ficou petrificado e telefonou de imediato para o número que indicava a mensagem para tratar de arranjar solução para a sua situação e para conhecer “o motivo porque enviam estas cartas à gente”. 

A única resposta que recebeu é que “enviamo-las a todos os clientes devedores”. 

O diário russo seguiu a pista e perguntou directamente ao banco os motivos da campanha: 
- “É uma das formas com que trabalhamos para chegar aos clientes que não pagam e deliberadamente não entram em contacto connosco”, afirmam a partir do do banco Tinkoff. 

 

Segundo eles, a intenção da entidade financeira é justamente a contrária à que se pode interpretar à primeira vista. 

- “Queremos dizer-lhes que ter uma dívida não é um problema grave e que não faz falta suicidar-se, mas que se pode renegociar a importância em divida se nos contactarem”. 

Tomai lá psicologia inversa ! 

Estou quase a preferir que me persiga o cobrador de fraque ou que me enviem um tipo disfarçado de monge ou de Becas da Rua Sésamo. 

A explicação do banco, não há dúvida, não convenceu Viatcheslav, que apresentou uma queixa em tribunal por incitamento ao suicídio.
.

domingo, setembro 29, 2013



- Um diamante é um pedaço de carvão que se saiu bem sob pressão !

AMOR E DESAMOR (Parte II

.


... CONTINUAÇÃO


 

Se do amor o fruto não é o amor, será digno ainda, chamar-lhe amor. 

Creio que não, mas não façam caso. 

Quem consultaremos sobre isto? 

Um que tenha amado muito? 

A outro que o tenham amado muito? 

A dois que se tivessem amado reciprocamente com o mesmo amor?, 

Será isto possível? 

Ou cada um com a seu, será possível também? 

Que bagunçada. 

Amo-te a ti? 

O que tu és, o que tu supões, o que tu queres (ainda que não coincida do todo com o que quero eu ou com o que queria antes de te querer) ou o que amo é o amor que me tens, ou o que geras em mim, ou o que em mim se gera por tua causa (às vezes sem teu conhecimento)? 

 

Ou como me faz sentir amar-te e ter-te perto ou dentro da minha mente, das minhas entranhas, do meu ambiente, do meu mundo, das minhas ilusões e projectos, dos meus domínios, de mim simplesmente (e refiro-me a mim simplesmente). 

Chegamos a misturar-nos tu e eu ou só a estar bem perto? 

Quem envolveu a quem, quem convenceu o outro, quem imitará o outro, dobrar-se-á ao outro? 

Ou já não se sabe quem é quem, porque nenhum é como era: é ele e o outro, o outro e ele, outro ser, novo, diferente, bem maior, a fusão dos dois em porções que se os partisses continuariam a ser isso, dois em estado de “estarem a amar-se”. 

 

Não revejo em ti agora que estamos longe, mau negócio. 

Não sabes explicar quem sou, não te surpreendes fazendo-o, não encontras como, ou não lhe vês a utilidade. 

É porque já não estou aí, o teu amor morreu, o teu amor por mim ou o que isso fosse, o amor morreu e eu com ele. 

Descanse em paz.
.

sábado, setembro 28, 2013



- Esfolio-me, logo existo ! (Pensamento metrossexual)

AMOR E DESAMOR (Parte I)


.


Distingamos então bem, os amores tangíveis dos intangíveis, os práticos dos desastrosos, os úteis dos inúteis, os esperançosos dos desencorajadores. 

Os concomitantes dos que o não são, os perdidos dos imperdíveis, os impostos dos desejados, os românticos, os novelescos, literários e líricos, dos reais, realistas, quotidianos e vulgares. 

Os que valem a pena (a pena que te fazem experimentar antes ou depois) dos que dão pena olhes por onde os olhes. 

Os compartilhados dos mal repartidos, os cobiçosos dos invejosos, os passageiros dos arraigados, os platónicos dos aristotélicos. 

 
 
Os do Verão dos do Inverno, os impossíveis dos inevitáveis, os irrompíveis dos que se fazem em cacos, os simples dos compostos, os absurdos dos lógicos, os unilaterais dos bilaterais, os fechados dos abertos, os compartilháveis dos selvagens, os generosos dos egoístas, os para fora dos para dentro. 

Os indefinidos dos concretos, os persistentes dos intermitentes, os transparentes dos opacos, os brilhantes dos apagados, os alegres dos tristes, os expansivos dos retraídos, os centrífugos dos centrípetos, os demoníacos dos angelicais, os humanos dos inumanos, os lógicos dos ilógicos. 
 

O subsidiário do romântico, o primeiro dos subsequentes, do actual ou do último (do que vai ser o último que não sabemos qual será sobretudo se temos em conta que a experiência dir-nos-á a posteriori se aquilo foi amor ou foi outra coisa)… 

Há amores que matam e outros que dão vida, será justo chamar-lhes amor a ambos? 
CONTINUA ...
.