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Distingamos então bem, os amores
tangíveis dos intangíveis, os práticos dos desastrosos, os úteis dos inúteis,
os esperançosos dos desencorajadores.
Os concomitantes dos que o não são, os
perdidos dos imperdíveis, os impostos dos desejados, os românticos, os
novelescos, literários e líricos, dos reais, realistas, quotidianos e vulgares.
Os que valem a pena (a pena que te fazem experimentar antes ou depois) dos que
dão pena olhes por onde os olhes.
Os compartilhados dos mal repartidos, os cobiçosos
dos invejosos, os passageiros dos arraigados, os platónicos dos aristotélicos.
Os do Verão dos do Inverno, os impossíveis dos inevitáveis, os irrompíveis dos
que se fazem em cacos, os simples dos compostos, os absurdos dos lógicos, os
unilaterais dos bilaterais, os fechados dos abertos, os compartilháveis dos selvagens,
os generosos dos egoístas, os para fora dos para dentro.
Os indefinidos dos
concretos, os persistentes dos intermitentes, os transparentes dos opacos, os
brilhantes dos apagados, os alegres dos tristes, os expansivos dos retraídos,
os centrífugos dos centrípetos, os demoníacos dos angelicais, os humanos dos
inumanos, os lógicos dos ilógicos.
O subsidiário do romântico, o primeiro dos
subsequentes, do actual ou do último (do que vai ser o último que não sabemos
qual será sobretudo se temos em conta que a experiência dir-nos-á a posteriori
se aquilo foi amor ou foi outra coisa)…
Há amores que matam e outros que dão
vida, será justo chamar-lhes amor a ambos?
CONTINUA ...
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1 comentário:
Temos que distinguir os amores por Portas dos amores por Passos, embora seja dois "pês".
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