O VIDEIRINHO

sábado, setembro 28, 2013

AMOR E DESAMOR (Parte I)


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Distingamos então bem, os amores tangíveis dos intangíveis, os práticos dos desastrosos, os úteis dos inúteis, os esperançosos dos desencorajadores. 

Os concomitantes dos que o não são, os perdidos dos imperdíveis, os impostos dos desejados, os românticos, os novelescos, literários e líricos, dos reais, realistas, quotidianos e vulgares. 

Os que valem a pena (a pena que te fazem experimentar antes ou depois) dos que dão pena olhes por onde os olhes. 

Os compartilhados dos mal repartidos, os cobiçosos dos invejosos, os passageiros dos arraigados, os platónicos dos aristotélicos. 

 
 
Os do Verão dos do Inverno, os impossíveis dos inevitáveis, os irrompíveis dos que se fazem em cacos, os simples dos compostos, os absurdos dos lógicos, os unilaterais dos bilaterais, os fechados dos abertos, os compartilháveis dos selvagens, os generosos dos egoístas, os para fora dos para dentro. 

Os indefinidos dos concretos, os persistentes dos intermitentes, os transparentes dos opacos, os brilhantes dos apagados, os alegres dos tristes, os expansivos dos retraídos, os centrífugos dos centrípetos, os demoníacos dos angelicais, os humanos dos inumanos, os lógicos dos ilógicos. 
 

O subsidiário do romântico, o primeiro dos subsequentes, do actual ou do último (do que vai ser o último que não sabemos qual será sobretudo se temos em conta que a experiência dir-nos-á a posteriori se aquilo foi amor ou foi outra coisa)… 

Há amores que matam e outros que dão vida, será justo chamar-lhes amor a ambos? 
CONTINUA ...

1 comentário:

Táxi Pluvioso disse...

Temos que distinguir os amores por Portas dos amores por Passos, embora seja dois "pês".