
Natalia V. Kovsshova

Rosa Shanina

Nina Lobkovskaya

Lyudmila Pavlichenko

Não é nem pode ser uma homenagem ás vidas anónimas que combateram o nazismo e o patriotismo, vendendo o corpo por troca de vidas as quais posteriormente aferroavam com chumbo !!!
Foi isto e disto que se "transaccionou" e que a história jamais poderá esquecer.
Esta não é a famosa história dos franco-atiradores russos, Vasily Zaitsev e Iván Sidorenko, que durante a invasão alemã a Estalinegrado, hoje Volgogrado, fizeram famosa a frase "UM TIRO UMA MORTE", por causa da sua destreza com armas telescópicas, onde semearam o terror no seio das tropas alemãs, ás quais terão causado mais de 500 baixas cada um, em altas patentes, com uma maneira de matar mais silenciosa e psicológica deteriorante que se pode obter: um tiro efectivo no alvo à distância.
Sem dúvida, que a quantidade de baixas sofridas pela Rússia, calcula-se que durante um lapso de tempo, um ratio de 26 soldados russos mortos, por cada soldado alemão e mais a mais considerando-se que 75 % das baixas alemãs tiveram lugar na frente Leste, levou a que várias mulheres fossem alistadas em postos especiais do exército.
Duas delas seriam, Natalia Kovshova e Maria Polivanova, que formariam uma equipa de tiro e cálculo de tiro – a pessoa que assiste o atirador, neste caso, atiradora, informando-a das variáveis ambientais e climáticas assim como a aproximação ao alvo – que causariam mais de 300 baixas entre as forças alemãs.
Ao inteirarem-se delas, da existência destes franco-atiradores, a moral do exército alemão viu-se muitíssimo diminuída e o nível de precaução que tinham que ter agora, era muito mais extenuante, quer em patrulhas, quer em postos de controlo, quer mesmo nas povoações, onde não seriam só os homens a necessitar de vigilância, mas também as mulheres o que quintuplicou o número de vigias e de "olhos", já que em eficiência nesta guerra, as mulheres superavam amplamente os homens.
A sua lenda crescia e ainda mais, quando eliminaram efectivamente, cinco franco-atiradores da elite do exército alemão que tinham sido enviados para as encontrar, bem como mais de 20 oficiais de alta patente e 10 comandantes do 3º Reich.
Outras franco-atiradoras muito famosas, já que pouco mais tinham que 20 anos e eram fisicamente muito esbeltas foram, Roza Shanina, com 59 mortes confirmadas e Nina Lobkovskaya, com uma estimativa de 89 a 95 mortes inimigas.
Um dado interessante é que geralmente se escapuliam para os territórios ocupados pelas forças opositoras, disfarçadas de campesinas ou pastoras, levando as suas armas desmontadas em canastras e até na lã das ovelhas.
Uma vez situadas atrás das linhas inimigas, ou nos flancos, locais mais débeis, esperavam por contra-ataques do exército soviético, para eliminar os alvos de mais alto gabarito.
Esta tarefa teria sido impossível para um homem já que, para evitar este tipo de perigo, normalmente era-lhes vedado o transitar livremente pelo território que os alemães controlavam.
No entanto, a franco-atiradora mais mortífera de todas foi, Lyudmila Pavlichenko, a quem se lhe confirmou 309 mortes de altos comandos, entre eles, um General de Comando de Campo.
Um dos seus modos de actuar mais eficientemente era aproveitar o seu pouco peso e ocultar-se na copa das árvores, procurar um alvo e controlar as rotas de abastecimento que os alemães utilizavam.
Com o tempo, a sua habilidade tornou-a famosa, não só entre as linhas aliadas, como no próprio exército alemão.
2 comentários:
Estas senhoras ainda se sabe o nome mas, a resistência aos alemães tem inúmeras heroínas e heróis anónimos.
Mal começa o dia e já me deixou boquiaberta, Xistosa!
Então bom dia para você também!
E desejo que o casamento do seu filho seja tão duradouro quanto o do pai.
Abraço fraterno!
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