
Não é uma onça, é um tigre! Encontrei-os num local qualquer ...

Esta é mesmo uma onça! Achei-a por aí ...

Há certas expressões que os tempos vão reciclando lentamente, mas tomam, ou tornam a ou à forma primitiva sempre.
Vem isto a propósito da frase "Amigo da onça", que atravessa anedotas, factos verosímeis, outros nem tanto, mas ao longo dos tempos todos, ou quase, deverão ter lido algo sobre a frase.
É para os "quase", que aqui ficam duas versões.
Se alguém souber mais, aceitam-se sugestões.
Um mentiroso, (juro que não era eu) que, contando as suas pouco credíveis façanhas de caçadas fantasmagóricas, dizia ter feito gato-sapato duma onça que o atacara.
É questionado e posto em causa pelas pouco verosímeis descrições palavrosas por um dos ouvintes, que obtém do mentiroso como resposta à sua interpelação um sonoro:
- Afinal és meu amigo ou amigo da onça?.
Igualmente credível, como a anterior, é esta mais elaborada e envolvendo, se não a mesma onça, outra da família e deriva do diálogo entre dois amigos:
- O que é que tu farias se estivesses na selva e uma onça aparecesse de repente á tua frente?
- Dava-lhe um tiro!
- E se tu não tivesses uma arma de fogo?
- Tentava matá-la com o meu facalhão.
- E se tu não tivesses o facalhão?
- Apanhava qualquer coisa, como um pau, uma pedra, algo para me defender.
- E se não tivesses nada disso por perto?
- Procurava trepar a uma árvore que estivesse próxima.
- E se não tivesses nenhuma árvore no local onde estavas?
- Desatava a correr com todas as ganas.
- E se estivesses paralisado pelo medo?
Então o outro, já aborrecido, replica:
- Ouve lá, afinal és meu amigo, ou amigo da onça?
6 comentários:
Isso não é ser "amigo da onça"
É preveni-lo para todas hipóteses que possam surgir
É uma frase tão velhinha que não se aplica à verdadeira onça.
Quando se observa alguém, neste caso as fotos porque será que se interpreta tudo pelo lado prejurativo? Nunca avalio ninguém pelo que escreve e no real pelo que vejo, como por exemplo podem ser irmãos ou amigos.
O texto. Sendo eu oriunda das terras grandes, nem imaginas o que faziamos a quem se divertia com as celebérrimas caçadas. Recordo que numa noite eu, o meu irmão e uns amigos esvaziamos os pneus dos jeeps que estavam preparadinhos para arrancarem às 4 da manhã.
Tal como nas ditas caçadas...reporto para os efeitos de guerra, onde as narrativas não passavam de efeitos especiais, numa gabalorice sem precedentes.
Perante um "amigo da onça" e já encontrei vários tomo a mesma postura que tomaria confrontada com uma onça ou qualquer felino:
imóvel (esse amigo desapareceu do ângulo de visão/sentido)
deixava aproximar-se ( como esqueço facilmente podem voltar:))
deixava-a farejar-me (os amigos devem dar as mãos:))
e mal ela se fosse embora, lentamente punha-me a andar (se os amigos voltam a ser onças remeto-os ao silêncio).
A onça só ataca o homem em legitima defesa e se ele se pôr no seu ângulo de caça, em correria ela não olha a meios para atingir os seus fins.
Num local de elefantes devemos andar contra o vento, nos das hienas devemos andar com um chapéu no alto de um pau (ela põe-se em pé e se for mais alto não ataca).... mas como por cá só há "amigos da onça"...deixo-os serem felizes como entenderem porque mais cedo ou mais tarde...cai o amigo, fica a onça...ou vai a onça e fica o amigo.
Beijocas
No habitat dos elefantes
Injustiça com as onças...
Amigo que passa a perna num amigo, de amigo nada tem.
E a onça, coitada, tampouco tem a ver com o caso... acredito que elas sejam, inclusive, mais fiel umas às outras, que nós humanos.
Quanto mais conheço os sers humanos, mais amo meus bichos!
Voto na segunda versão. Afinal, ela também é contada por esse lado do riacho e, já que a maioria impera e não se trata de um político, acho que podemos confiar.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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