O VIDEIRINHO

quarta-feira, janeiro 23, 2008

AMIGO DA ONÇA



Não é uma onça, é um tigre! Encontrei-os num local qualquer ...


Esta é mesmo uma onça! Achei-a por aí ...


Há certas expressões que os tempos vão reciclando lentamente, mas tomam, ou tornam a ou à forma primitiva sempre.

Vem isto a propósito da frase "Amigo da onça", que atravessa anedotas, factos verosímeis, outros nem tanto, mas ao longo dos tempos todos, ou quase, deverão ter lido algo sobre a frase.

É para os "quase", que aqui ficam duas versões.

Se alguém souber mais, aceitam-se sugestões.

Um mentiroso, (juro que não era eu) que, contando as suas pouco credíveis façanhas de caçadas fantasmagóricas, dizia ter feito gato-sapato duma onça que o atacara.

É questionado e posto em causa pelas pouco verosímeis descrições palavrosas por um dos ouvintes, que obtém do mentiroso como resposta à sua interpelação um sonoro:

- Afinal és meu amigo ou amigo da onça?.



Igualmente credível, como a anterior, é esta mais elaborada e envolvendo, se não a mesma onça, outra da família e deriva do diálogo entre dois amigos:


- O que é que tu farias se estivesses na selva e uma onça aparecesse de repente á tua frente?


- Dava-lhe um tiro!


- E se tu não tivesses uma arma de fogo?


- Tentava matá-la com o meu facalhão.


- E se tu não tivesses o facalhão?


- Apanhava qualquer coisa, como um pau, uma pedra, algo para me defender.


- E se não tivesses nada disso por perto?


- Procurava trepar a uma árvore que estivesse próxima.


- E se não tivesses nenhuma árvore no local onde estavas?


- Desatava a correr com todas as ganas.


- E se estivesses paralisado pelo medo?

Então o outro, já aborrecido, replica:


- Ouve lá, afinal és meu amigo, ou amigo da onça?


6 comentários:

Anónimo disse...

Isso não é ser "amigo da onça"
É preveni-lo para todas hipóteses que possam surgir

Fatyly disse...

É uma frase tão velhinha que não se aplica à verdadeira onça.

Quando se observa alguém, neste caso as fotos porque será que se interpreta tudo pelo lado prejurativo? Nunca avalio ninguém pelo que escreve e no real pelo que vejo, como por exemplo podem ser irmãos ou amigos.

O texto. Sendo eu oriunda das terras grandes, nem imaginas o que faziamos a quem se divertia com as celebérrimas caçadas. Recordo que numa noite eu, o meu irmão e uns amigos esvaziamos os pneus dos jeeps que estavam preparadinhos para arrancarem às 4 da manhã.
Tal como nas ditas caçadas...reporto para os efeitos de guerra, onde as narrativas não passavam de efeitos especiais, numa gabalorice sem precedentes.

Perante um "amigo da onça" e já encontrei vários tomo a mesma postura que tomaria confrontada com uma onça ou qualquer felino:
imóvel (esse amigo desapareceu do ângulo de visão/sentido)
deixava aproximar-se ( como esqueço facilmente podem voltar:))
deixava-a farejar-me (os amigos devem dar as mãos:))
e mal ela se fosse embora, lentamente punha-me a andar (se os amigos voltam a ser onças remeto-os ao silêncio).
A onça só ataca o homem em legitima defesa e se ele se pôr no seu ângulo de caça, em correria ela não olha a meios para atingir os seus fins.

Num local de elefantes devemos andar contra o vento, nos das hienas devemos andar com um chapéu no alto de um pau (ela põe-se em pé e se for mais alto não ataca).... mas como por cá só há "amigos da onça"...deixo-os serem felizes como entenderem porque mais cedo ou mais tarde...cai o amigo, fica a onça...ou vai a onça e fica o amigo.

Beijocas



No habitat dos elefantes

Anónimo disse...

Injustiça com as onças...
Amigo que passa a perna num amigo, de amigo nada tem.
E a onça, coitada, tampouco tem a ver com o caso... acredito que elas sejam, inclusive, mais fiel umas às outras, que nós humanos.

Zumbi disse...

Quanto mais conheço os sers humanos, mais amo meus bichos!

Kath disse...

Voto na segunda versão. Afinal, ela também é contada por esse lado do riacho e, já que a maioria impera e não se trata de um político, acho que podemos confiar.

ninguém disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk