O VIDEIRINHO

quarta-feira, janeiro 16, 2008



O sol, a Lua e a Chuva



Partiste


Tudo ficou em névoa,
monotonia magenta,
cinzenta,
ingénua.
O que sobrou?

E desse amor,
ficou a minha voz,
letra já morta
dum grande fervor,
da mão que desata nós.

Empalideceram sentidos,
e todas as cores e expectativas,
já não são iguais,
porque pereceram,
olfacto, tacto, audição e papilas gustativas.

E nessa tarde,
de veludo, seda e lã,
a chuva continuou a cair,
talvez mais sórdida,
que a dessa manhã.

Sei que não vens,
que a vida já contém
a solidão,
e a que aportou receosa,
vinda do além. Mas para quem?

Quando partiste,
o Sol se escondeu.
Ficou a noite.
A Lua que viste
já não existe. Desapareceu!


xistosa







RUBOR


Rosa vermelha,
rubra.
Rosa, minha telha,
com uma ruga que a encubra.

Rosa na minha cama,
ama.
Rosa arcana
numa amálgama.

Rubra e com chama,
no leito revolto,
pétalas pela cama
do amor desenvolto.

xistosa



2 comentários:

FERNANDINHA & POEMAS disse...

Olá Querido Amigo, belíssima postagem!!!
Está maravilhosa
em todas as suas vertentes.
Uma frase ficou na minha memória, com a qual concordo 100%.
Não está como vou escrever mas é o que eu penso.
" Para amarmos outrem, temos que ser livres ".
Beijinhos de ternura.
Fernandinha

Fatyly disse...

Um momento poético que enche a alma de quem o lê. Parabéns!

Aquele abraço