O VIDEIRINHO

segunda-feira, junho 01, 2009

LINGUAGEM SEXUAL

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A linguagem sexual que se emprega na actualidade necessita de uma revisão exaustiva, assim como a actualização de alguns termos.

Ainda que estes tenham mudado com o tempo e por exemplo, o termo “impotente”, já se considera obsoleto, ex
istem outras palavras que se mantêm vigentes.

Em certas ocasiões estas têm conotações negativas que nos conviria descartar porque só contribuem para o insulto.

É o caso do termo “ninfomaníaca”.

Segundo os dicionários, quer da Porto Editora, quer o Lello Universal, significa: “exagero mórbido dos apetites sexuais, nas fêmeas dos mamíferos; furor uterino”.


Portanto, uma “ninfómana”, segundo os dicionários, seria uma “mulher com furor uterino”.

Chamo a atenção para o facto do termo não ter correspondência equivalente no masculino.

Nunca se fala de varões com , digam
os, “furor testicular”, nem nada parecido.

Ao homem não se lhe atira à cara por ter muitos desejos da actividade sexual nem de materializar os ditos impulsos.

Provavelmente, na maioria dos casos e dos contextos, um homem com uma vida sexual muito activa e variada é admirado, invejado …

"Antropofagia" de Tarsila do Amaral


No caso da mulher é absolutamente diferente.

Ainda que a situação se esteja a inverter e hoje em dia já se é mais permissivo socialmente com os desejos sexuais das mulheres, ainda esta aceitação é limitada.

Não podemos afirmar que as mulheres são totalmente livres neste sentido nem que recebam muito apoio.

Acredito que há uma tendência para controlar a vida sexual das mulheres e a limitá-la com os preconceitos populares em torno do sexo.

Termos como o de “ninfómana”, contribuem para a estigmatização e para a repulsa da possibilidade da mulher com uma vida sexual activa e escolhida livremente, seja uma pessoa sã e equilibrada.


Por esta perspectiva torna-se totalmente necessário erradicar esses termos depreciativos da nossa linguagem.

O machismo contribui para este tipo de postura e fomenta-a.

Tenta que a mulher siga a predestinação de um modelo em que terá de manter-se virgem até ao casamento.

É evidente que na nossa sociedade há uma tendência para a estigmatização quando a mulher afirma categórica e inequivocamente que é livre para tomar decisões sobre a sua sexualidade.


Para tua introspecção:

- Qual é a tua opinião sobre o actual uso do termo “ninfómana”?

– Como se pode fomentar a liberdade sexual, independentemente, do sexo?

– Ocorrem-te outros termos sexuais que deveriam ser abolidos por obsoletos?

– Quanto acreditas que a linguagem influi em certas atitudes?

6 comentários:

De acordo com disse...

O termo ninfomaníaca realmente é equivocado, sendo utilizado ao 'pé da letra'. Se quem gosta muito de sexo, sendo do sexo feminino, é ninfomaníaca, quem tem o mesmo desejo aflorado, sendo do sexo masculino, é o q?
Munidos de informações e camisinhas, os humanos poderiam se interessar mais pelas suas próprias taras e deixar a dos outros pra lá. Todos iam aproveitar mais...
A palavra impotente é brochante. Brochante é obstaculosa! O q dizer dos que não conseguem ser sexuais???

Deusa Odoyá disse...

Olá meu querido amigo.
Não condeno nada em que se relacione a sexo, vc. mesmo lê as minhas poesias e vê como encaro o sexo.
Acho uma coisa sadia, e pura.
Agora quanto as ninfomaníaca,não condene ninguém por gostar de sexo.

As vezes essas pessoas tem realmente necessidades sexuais ativas.
Uma semana abençoada por Deus.
Beijinhos doces, meu amigo.
Regina coeli.
Obrigado por sua visita ao meu cantinho.

vieira calado disse...

Olá, meu caro:

Não respondo porque, senão, partia a loiça toda!

Agradecido pelos seus mail cheios de coisas belas, umas, interessantes ou úteis outras.

Quanto ao taco que certos figurões ganham, muitas vezes a dizer bagatelas. eu contento-me com o facto de ter sido novamente convidado para lá ir, no próximo ano.

Ah... e o belo quadro que me ofereceram e de há foto no blog.

Um forte abraço

xistosa, josé torres disse...

De acordo com

Como eu digo, há termos que têm que ser revistos porque já passou o prazo de validade.
É o machismo de muitos e muitos séculos.
A sexualidade é sempre um tabu.
Mas talvez mude ... tanto para homens, como para mulheres.
Espero que sim!

Um abração de amizade.

xistosa, josé torres disse...

Deusa Odoyá

As necessidades de cada um são imprevistas e não podem ser objecto de adjectivos perjurativos.

Ao longo dos séculos a mulher foi sempre submetida ao jugo dos homens e sofreu.
Agora que se libertou mais ... há necessidade de acabar com termos que não condizem com a actualidade.

Mas haverá algo mais maravilhoso que o sexo?
Não creio e cada um vive-o com maior ou menor intensidade.
É pessoal.
Obrigada pela visita e uma boa semana.

xistosa, josé torres disse...

Vieira Calado

Não me deixe sem loiça, rsss, rsss ...
Não me interprete mal.
Sei que não foi receber nenhum, que vive a Astronomia intensamente e com o coração todo.
Esses figurões que falo, ganham o que querem e nem são eles que escrevem as palestras ou conferências.
Os reis disto são o casal Clinton.
Por isso não me interprete mal.

Talvez eles tenham razão neste mundo materialista.

Um abração.