Existem quatro grupos de nervos que ligam os órgãos sexuais ao cérebro. O nervo vago (a vermelho) é o único que não passa por dentro da coluna vertebral - ele explica a sensação de prazer em mulheres paraplégicas
A - Nervo vago
B - Nervo hipogástrico
C - Nervo pélvico
D - Nervo pudendo
1 - Útero
2 - Colo do útero
3 - Vagina
4 - Lábios
5 - Clitóris
Na sua recente obra, “The science of orgasm”, os sexólogos Barry Komisaruk, Carlos Beyer-Flores e Beverly Whipple dedicam um capítulo ás investigações mais recentes em torno do orgasmo e a saúde.
Aí descrevem uma enormidade de estudos que assinalam os efeitos positivos do orgasmo.
Abordam a resposta à pergunta:
“os orgasmos serão bons para a saúde”?
Curiosamente, os estudos que aparecem no livro não são os únicos ou os primeiros a abordarem a dita questão.
Particularmente assinalam de que, os efeitos do orgasmo vão mais além de uma breve sensação de euforia e que são um bom argumento para relacionar a saúde sexual e a saúde em geral.
Alguns dos exemplos mencionados na investigação pelos sexólogos sobre a relação entre a saúde e o orgasmo incluem os seguintes estudos:
- Um trabalho britânico que contempla a relação entre orgasmos frequentes – um ou dois por semana – e o índice de mortalidade em homens.
Com uma investigação de dez anos, o investigador chegou à conclusão de que os homens que tinham orgasmos frequentes, corriam um risco de morte 50 % mais baixo que os homens que tinham orgasmos com menor frequência – menos de um por mês.
– Realizaram-se estudos em diversos locais do mundo que concluíram que as hormonas libertadas durante a excitação e o orgasmo, especialmente a oxitocina e a DHEA – dehidroepiandrosterona -, também podem ter efeitos protectores contra o cancro e as enfermidades cardíacas, tanto em homens como em mulheres.
Outro tipo de investigações evidenciaram o efeito de sedação e relaxamento que tem nas pessoas, a oxitocina e outras endorfinas que se libertam durante o orgasmo.
Estas podem explicar o porquê de algumas pessoas usarem a masturbação intuitivamente para conciliar o sono e porque o sexo é uma estratégia para gerir o stress.
– Mesmo assim, mencionam-se os estudos australianos onde foram entrevistados dois mil homens com menos de 70 anos.
Nestes foi encontrada uma ligação entre os homens que ejaculam com regularidade – quatro ou mais vezes por semana – e uma reduzida incidência do cancro da próstata.
Estes exemplos podem dar-nos uma clara ideia de quanto importante podem ser os orgasmos para a saúde em geral.
Para tua introspecção:
- Qual a tua experiência a este respeito?
– Notaste diferenças de ânimo na tua saúde em longos períodos sem orgasmos, comparado com períodos com orgasmos frequentes?
– O que tens a dizer sobre este tipo de estudos?
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