O VIDEIRINHO

sábado, dezembro 19, 2009

PAZ À GUERRA

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Já me tinha esquecido que Barack Obama era norte-americano.

Tinha bem presente que é negro, que se converteu numa esperança colectiva e que deseja, na medida do possível, que normalmente consiste em superar as impossibilidades, consertar o mundo.

Por enquanto, ao recolher o Prémio Nobel da Paz, falou de África.

Ao fim e ao cabo, chamamos paz aos curtos intervalos que transcorrem entre conflitos armados.

É um orador muito fascinante.

Tem, como se exigia ás cantadeiras, voz, ouvido e sentimento, mas fez um canto à via bélica e referiu-se muitas menos vezes à paz, «mãe do pão», que à guerra, pai de orfandades e infortúnios.




A sua brilhante defesa da “guerra” justa, tem muitos antecedentes.

Desde Plínio – não sei se o jovem ou o velho – que conhecia, que é um atentado contra o ser humano, quiçá maquiavélico, que estava convencido de que a guerra necessária é justa.

O prematuro Nobel da Paz que não vestia de pássaro bobo, não tem ainda a próstata feita numa castanha assada, como é perceptivo entre os galardoados, aceitou o discutível prémio com humildade e aproveitou para deixar as coisas claras, para que não haja equívocos.



É partidário do uso ocasional da força, se bem que debaixo de algumas regras.

O seu ídolo não é Gandhi.

A verdade é que “a não violência” não morreu em Estocolmo, já que nunca existiu.

É certo que se todos fossemos pacifistas, bastaria um par de esquadrões aguerridos para subjugar o mundo inteiro.

Ainda que fossem piratas ou terrícolas mais ou menos desesperados.

Os que acreditam “na paz perpétua” que leiam Kant.

É mais barato que comprar armas e abandonar toda a esperança.

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2 comentários:

Laura disse...

Todas as guerras tiveram a sua necessidade, preparadas pelas necessidades do homem, primeiro!

e foi tudo à conta do; tens mais que eu? já te digo!, pum pum, pra cá, valha-nos!...uma questão de subjugação do homem pelo homem e claro, ganham sempre os mais fortes...
beijinho da laura..
mas aquela catraivada de Árabes Mouros sarracenos, ah, esses bem podiam nem existir, seria melhor...mas uma vez que já cá cantam e cantam sempre de galo, até aqui se organizam e roubam, matam, esfola, e...recebem subsidio...
beijinhos querido Xistosa..laura

Táxi Pluvioso disse...

Com palavras e bolos se enganam os tolos. Báráque é a melhor operação de marketing político alguma vez montada. Talvez no futuro apareça alguém que a estude.