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— Não há melhor maneira de se ganhar a vida que a de ser um homem que se oficia de altruísta —disse-lhe e estiquei-me para cofiá-lo com a mão.
Ele correspondeu ao gesto e desde esse preciso instante selámos um pacto.
Os anos foram passando e aquele miúdo que me salvou a vida ao tirar-me da rua, foi-se convertendo num homem.
Nunca o perdi de vista.
Fui mais fiel que a sua própria sombra e ele, por bondade, ofereceu-me tecto e comida.
Com esse acto desinteressado dei-me conta de que há pessoas que dão muito sem pedir nada em troca.
Aprendi com ele e portanto segui o seu exemplo.
Agora protejo-o do perigo caminhando à sua direita, mostrando os dentes a qualquer pessoa que se acerque alguns passos.
Cuido-o, a troco de nada.
Ele afaga-me as orelhas a troco de nada.
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2 comentários:
Amigos, não importa se não-humanos, sempre são especiais. ;) Um 2011 com muitos desses, fieis. 0/
De acordo com
Talvez os não-humanos sejam mais "humanos".
Obrigada pelas palavras.
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