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E aí,
quando tratava de cruzar a Av. dos Aliados para o túnel de Ceuta, vindo de
Magalhães Lemos, ao volante do meu táxi, é que me dei conta.
Não só me deram “cabo da mona”: também se me esgazearam os olhos.
Viste aquele “xico esperto” que se plantou diante do teu táxi e te obrigou a travar?
“Se não buzinas não passas”, gritou-te eufórico ao mesmo tempo que ondulava a bandeira da sua equipa de futebol.
Este tipo e outros centos deles que, em conjunto, faziam alas na avenida, creditavam-se triunfadores, orgulhosos, felizes: como possuidores da verdade absoluta.
E eram jovens, como tu.
Ali vitoriando, olé!, olé!, encontrava-se o futuro de um país que, inexoravelmente, está a ir para a merda.
A nossa geração perdida louvaminhando o triunfo de uma equipa composta por multimilionários sem estudos, os heróis do nosso particular circo romano.
Não só me deram “cabo da mona”: também se me esgazearam os olhos.
Viste aquele “xico esperto” que se plantou diante do teu táxi e te obrigou a travar?
“Se não buzinas não passas”, gritou-te eufórico ao mesmo tempo que ondulava a bandeira da sua equipa de futebol.
Este tipo e outros centos deles que, em conjunto, faziam alas na avenida, creditavam-se triunfadores, orgulhosos, felizes: como possuidores da verdade absoluta.
E eram jovens, como tu.
Ali vitoriando, olé!, olé!, encontrava-se o futuro de um país que, inexoravelmente, está a ir para a merda.
A nossa geração perdida louvaminhando o triunfo de uma equipa composta por multimilionários sem estudos, os heróis do nosso particular circo romano.
Agora pensaste, as empresas ou “os outros” manipulam os nossos sentimentos, por ordem alfabética:
“Benfiquista, Portista ou Sportinguista (escolhe a teu gosto, a tua
‘religião’)”, até à medula, orgulhoso dos feitos e conquistas de Mourinho, do
Ronaldo, da dupla campeã do mundo, Beatbombers (DJ Ride e Stereossauro).
Não importam as dívidas dos clubes de futebol ante um país em ruína.
Não importa que as nossas maiores empresas por “trocadalhos do carilho” tenham deslocado a sede para a Holanda e aí paguem os impostos, chegando-se ao inédito de até as empresas públicas “fugirem”, (para dar o exemplo, calculo eu).
Sempre ficaremos nós, os que sustentamos esta alcateia de chulos.
Assumimos, sem tugir nem mugir, a escalada dos preços dos combustíveis enquanto a Galp distribui milhões de euros em benesses a administradores executivos.
Não importam as dívidas dos clubes de futebol ante um país em ruína.
Não importa que as nossas maiores empresas por “trocadalhos do carilho” tenham deslocado a sede para a Holanda e aí paguem os impostos, chegando-se ao inédito de até as empresas públicas “fugirem”, (para dar o exemplo, calculo eu).
Sempre ficaremos nós, os que sustentamos esta alcateia de chulos.
Assumimos, sem tugir nem mugir, a escalada dos preços dos combustíveis enquanto a Galp distribui milhões de euros em benesses a administradores executivos.
Tão-pouco parece importar as facadas na saúde e a
subida das respectivas taxas, o corte na
educação, em todas as suas vertentes, o assalto aos bolsos dos contribuintes,
nomeadamente os de rendimentos mais baixos, retirando-lhes as parcas regalias,
mas aumentando o IVA, IRS, IRC e “familiares” destes impostos.
A subida da luz, do gás, dos transportes… do DESEMPREGO!!!
A fuga de cérebros e da mão d’obra mais qualificada.
O importante é que ganhem os nossos.
Mas então, com jovens a gritar eufóricos “se não buzinas não passas” à volta do táxi, o teu passageiro diz-te:
- Buzine, buzine.
E tiveste que buzinar, e abriram-te a passagem porque pensaram que eras um dos seus, um deles.
Mas tu não te sentiste dos seus (deles).
Talvez até não te sintas de ninguém.
Nunca mais.
A subida da luz, do gás, dos transportes… do DESEMPREGO!!!
A fuga de cérebros e da mão d’obra mais qualificada.
O importante é que ganhem os nossos.
Mas então, com jovens a gritar eufóricos “se não buzinas não passas” à volta do táxi, o teu passageiro diz-te:
- Buzine, buzine.
E tiveste que buzinar, e abriram-te a passagem porque pensaram que eras um dos seus, um deles.
Mas tu não te sentiste dos seus (deles).
Talvez até não te sintas de ninguém.
Nunca mais.
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