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Sempre me foi muito complicado opinar sobre o mundo da arte.
Por um lado creio que há muito artista impostor, que o único de arte que lhe reconheço é precisamente viver dela e, por outro, muito público talibã e néscio que espezinharia uma obra e lapidaria o autor pelo mero facto de não entendê-la.
Nos concursos de misses não é a mais bonita do universo quem ganha o certame, é simplesmente quem é eleita pelo júri, entre as que se apresentam.
Creio que nas diferentes disciplinas artísticas ocorre o mesmo... não é o melhor pintor quem é representado por uma importante galeria, é o mais cotado, mas não o melhor.
Conheci péssimos artistas com mais lábia que discurso e magníficos criadores carentes de veia comercial.
Madre Isabel Guerra
O divórcio existente entre público e arte, parte muitas ocasiões do criador, a figura do artista excêntrico que levita lançando-nos a sua obra para ser interpretada enquanto se retira, voltando-nos as costas, é ridícula.
A arte é comunicação, assim, quem pretender reduzi-la a uma expressão, onde só uns poucos privilegiados, dotados de um dom divino são eleitos para saboreá-la, estão sujeitos ao fracasso.
Como seria uma feira internacional de arte se ocultassem o nome dos artistas e das galerias?
Quem abriria os cordões à bolsa?
Não estou a tentar desacreditar nada, nem ninguém, pelo contrário.
Creio cegamente em todo o tipo de corrente ou expressão artística, indo ao ponto de acreditar nas que não gosto.
O que penso é que se devia estabelecer mais pontes entre a arte e o público.
A arte é comunicação, assim, quem pretender reduzi-la a uma expressão, onde só uns poucos privilegiados, dotados de um dom divino são eleitos para saboreá-la, estão sujeitos ao fracasso.
Como seria uma feira internacional de arte se ocultassem o nome dos artistas e das galerias?
Quem abriria os cordões à bolsa?
Não estou a tentar desacreditar nada, nem ninguém, pelo contrário.
Creio cegamente em todo o tipo de corrente ou expressão artística, indo ao ponto de acreditar nas que não gosto.
O que penso é que se devia estabelecer mais pontes entre a arte e o público.
Acho que é paradoxal assistir a inaugurações onde os participantes estão mais dependentes de se deixarem ver e olhar por quem os observa, do que observar o que tinham ido ver.
Não gosto da arte quando se converte em negócio e não gosto dos simplistas que atacam qualquer iniciativa artística “diferente”, gosto das mentes criativas que empregam a arte como dique de contenção alternativo ante outras formas superficiais de desfrutar e entender a vida.
Gosto dos pais que levam os seus filhos a exposições e museus, gosto de todos os criadores que criam por necessidade de criar.
Gosto dos artistas que gostam de outros criadores.
Não gosto de contadores de histórias.
Não gosto da arte quando se converte em negócio e não gosto dos simplistas que atacam qualquer iniciativa artística “diferente”, gosto das mentes criativas que empregam a arte como dique de contenção alternativo ante outras formas superficiais de desfrutar e entender a vida.
Gosto dos pais que levam os seus filhos a exposições e museus, gosto de todos os criadores que criam por necessidade de criar.
Gosto dos artistas que gostam de outros criadores.
Não gosto de contadores de histórias.
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