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“Ontem
o cavalo branco apareceu-me pela primeira vez, enquanto dormia, tenho a
impressão que surgiu da minha cabeça, voltou para a parede, passou por cima de
mim e saltou da cama, dissipando-se imediatamente”.
Quero saber a cor do cavalo que me pisou esta madrugada (branco como o de Kafka? Cinzento como o asfalto?).
O seu peso, o seu tamanho, o porquê da sua raiva.
E se as feridas me vão doer todo o dia ou se depois de tomar algo me vão passar.
Quero saber quantos cavalos saem de nós cada dia.
E se o meu ganhará o Grand National ou acabará num qualquer restaurante exótico.
Quero que saia de mim uma borboleta ou um jardim inglês ou um donut recém feito, nada de cavalos desbocados, porque como disse alguém em “O Homem em queda” de Don Delillo: “Já temos as nossas próprias ruínas. Mas parece-me que não quero vê-las”.
Quero saber a cor do cavalo que me pisou esta madrugada (branco como o de Kafka? Cinzento como o asfalto?).
O seu peso, o seu tamanho, o porquê da sua raiva.
E se as feridas me vão doer todo o dia ou se depois de tomar algo me vão passar.
Quero saber quantos cavalos saem de nós cada dia.
E se o meu ganhará o Grand National ou acabará num qualquer restaurante exótico.
Quero que saia de mim uma borboleta ou um jardim inglês ou um donut recém feito, nada de cavalos desbocados, porque como disse alguém em “O Homem em queda” de Don Delillo: “Já temos as nossas próprias ruínas. Mas parece-me que não quero vê-las”.
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