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Ainda que os vidros da limusina estejam polarizados, os flashes que chovem sobre o veículo importunam a vista.
A artista escarafuncha o nariz antes de sair.
Ao abrir a porta os gritos parecem violar os seus tímpanos e os disparos das câmaras acometem contra as suas pupilas.
A incomodidade obriga-a a proteger os olhos com as mãos para começar a caminhar para o teatro.
Quatro guarda-costas rodeiam-na e um quinto adianta-se para abrir caminho sobre a ululante mole humana de fanáticos aglomerados.
Todos querem tocar aquela deusa terrena que os originou para hipnotizar o coração de milhões de pessoas.
Pelas suas costas, emergem de dentro da limusina os seus três companheiros – baterista, contrabaixista e guitarrista – igualmente crivados pelas câmaras fotográficas.
A uns cinquenta metros encontra-se a porta de entrada para o teatro onde têm que apresentar o seu último trabalho.
Para os quatro artistas, é a porta de saída.
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1 comentário:
Está a suceder a mesma coisa com a nossa grande vedeta, Passos Coelho, o povo não quer outra coisa.
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