O VIDEIRINHO

sexta-feira, maio 01, 2015

PASSARÕES DE FOGO

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Os aviões que não têm piloto são já uma realidade no nosso mundo de incríveis supersónicos meios de transporte. 

Os céus do Afeganistão e do Paquistão estão povoado deles. 

O do Iémene igualmente. 

Além disso, para acrescentar mais ficção à realidade, estas águias de metal, autónomas, lançam fogo e, é fogo destrutivo. 

Na realidade, dizer fogo, é um eufemismo, já que são bombas que tudo aniquilam. 

Leonardo dá Vinci jamais deverá ter pensado nesta possibilidade: máquinas que matam pessoas. 

Seguramente que ele pensou em inventos que fossem para proveito da humanidade. 

Por outro lado, se num começo o homem caçava animais para sobreviver, depois os homens passaram a lutar entre si para obter ganhos com os quais, por meio de permuta, obtinham alimentos, bens e serviços, pensava o filósofo alemão Georg Simmel. 

 

Depois de uma vasta “evolução” chegamos a este ponto da história em que o homem se substitui para matar outros da sua mesma espécie, talvez pensando que ficará livre a sua consciência de qualquer sentimento de culpa, transferindo para os robots a causa do mal. 

Portanto, o homem, desta forma, sente-se isento de culpa. 

Inclusivamente termina o frente a frente do confronto directo. 

Denunciar esta cobardia é, pelo menos, deixar claro de que, se os que fazem esta barbárie se esquivam à responsabilidade, os que não cometemos esta cobardia temos consciência de que a nossa espécie está num rumo claramente infestado de miséria, ódio, vazio de amor, o amor que poderia transformar o mundo. 

Mas o amor é perigoso para alguns, porque lhes imprime à consciência sabedoria, que nunca transitaria por este caminho de aniquilamento do outro à distância. 
08SET2012
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