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Os aviões que não têm piloto são já uma realidade no nosso
mundo de incríveis supersónicos meios de transporte.
Os céus do Afeganistão e
do Paquistão estão povoado deles.
O do Iémene igualmente.
Além disso, para
acrescentar mais ficção à realidade, estas águias de metal, autónomas, lançam
fogo e, é fogo destrutivo.
Na realidade, dizer fogo, é um eufemismo, já que são
bombas que tudo aniquilam.
Leonardo dá Vinci jamais deverá ter pensado nesta
possibilidade: máquinas que matam pessoas.
Seguramente que ele pensou em
inventos que fossem para proveito da humanidade.
Por outro lado, se num começo
o homem caçava animais para sobreviver, depois os homens passaram a lutar entre
si para obter ganhos com os quais, por meio de permuta, obtinham alimentos,
bens e serviços, pensava o filósofo alemão Georg Simmel.
Depois de uma vasta
“evolução” chegamos a este ponto da história em que o homem se substitui para
matar outros da sua mesma espécie, talvez pensando que ficará livre a sua
consciência de qualquer sentimento de culpa, transferindo para os robots a causa do mal.
Portanto, o homem, desta
forma, sente-se isento de culpa.
Inclusivamente termina o frente a frente do
confronto directo.
Denunciar esta cobardia é, pelo menos, deixar claro de que,
se os que fazem esta barbárie se esquivam à responsabilidade, os que não
cometemos esta cobardia temos consciência de que a nossa espécie está num rumo claramente
infestado de miséria, ódio, vazio de amor, o amor que poderia transformar o
mundo.
Mas o amor é perigoso para alguns, porque lhes imprime à consciência
sabedoria, que nunca transitaria por este caminho de aniquilamento do outro à
distância.
08SET2012
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