O VIDEIRINHO

domingo, maio 15, 2016

LUMBALGIA

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 Cada vez que me visto pela manhã, sinto que estou a disfarçar-me  de uma pessoa que não sou. 

Visto o mesmo par de calças e a mesma camisa de todos os dias, coloco no meu rosto uma máscara que me faz ver como alguém que não quero ser, tomo o café com leite (para encher a “caneta”), meto uma "bucha" no papo e abalo para o trabalho. 

SOLIDÃO, entalhe em madeira de Yur Xam

Subo ao autocarro carregando com o peso de um disfarce que me custa desfilar. 

Saio, caminho uns quarteirões, aperto o nó da gravata para que não se notem os defeitos, pulo escada acima até à minha “toca” de trabalho, ligo o computador.
Volto a desligá-lo oito horas mais tarde. 

Regresso a minha casa esgotado.

São sete e pico da tarde, enquanto descalço os sapatos, saco o disfarce e espero que me passem as dores de costas. 

É verdadeiramente incrível o que pesa o “uniforme” de trabalho.
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1 comentário:

Táxi Pluvioso disse...

Não será problema na Europa, há cada vez menos emprego.