O VIDEIRINHO

quinta-feira, maio 19, 2016

ENDOGAMIA

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Muitos homens passam a vida preocupados com os seus genitais. 
Ou pelo menos assim parece. 
Mas não acreditem, porque as mulheres também se importam com a saúde e auto-estima daquela parte recôndida. 
Também lhes diz respeito, claro. 
Dizem elas: 
“Não há nada melhor do que a espécime masculina que confessa sentir-se homem novamente depois de tantos anos e que é graças a ti. 
Ao estar contigo”. 

É bonito. 
De verdade? 
O sintoma é que se levantam contentes pela manhã que não é normal. 
Que até se surpreendem. 
As mulheres, ainda que o tragam escondido, também podem acordar com sensações parecidas. 
Mas, verdadeiro, nada é tão evidente como aquilo que os “senhores” têm entre as pernas. 
Por tudo isto, escrevo sobre o pénis, porque tenho uma boa notícia para todos aqueles complexados com a sua grossura, (diâmetro), ou tamanho, (comprimento). 
Existe uma nova cirurgia que é muito similar aos implantes mamários de silicone. 
De facto, o recheio é deste material e a operação é simples, singela. 
Apenas 45 minutos e vais para casa com o teu novo “amiguito” reestruturado e quiçá engordado. 
A intervenção tem um custo à volta do 12/15.000 euros e está a fazer furor em Los Angeles. 
Imagino que neste caso não só prima a auto-estima e a questão estética, mas também a profissional, porque não esqueçamos, ali está arreigada uma das sedes mais importantes da indústria do porno. 

 

Não sei se o tamanho importa ou não. 
É uma discussão que quase chateia mas os órgãos genitais sim, têm um sentido transcendental para muitos homens. 
Da mesma maneira que os sexólogos não se cansam de explicar que o principal órgão sexual é o cérebro ou inclusive os nossos quatro quilos de epiderme. 
O pénis manda em muitas relações humanas porque, como dizia no início, se preocupa os homens, alegra, excita ou entristece, ás mulheres também lhes diz respeito e que respeito. 
Agora casos mais lamentáveis: 12% dos combatentes americanos no Iraque e Afeganistão perderam os seus órgãos genitais. 
Isto é um assunto preocupante, tanto mais que o Hospital Universitário Johns Hopkins de Baltimore abriu uma linha de trabalho com a ideia de realizar 60 transplantes do pénis. 
De facto, o primeiro transplante realizado com sucesso foi na África do Sul, em 2014. 
O transplantado não só pôde retomar suas relações sexuais com total normalidade, como também este ano foi pai e tudo. 
Este desafio médico de ajudar os ex-combatentes certamente que tem repercussões na população civil em breve. 
Tudo é positivo, sempre que não cheguemos à obsessão cirúrgica. 
Porque as obsessões não são boas. 
E se não, que perguntem a Ant Smith, possuidor confesso de um micro pénis. 
O que antes o angustiava, agora quase que não liga a isso. 
Aprendeu a viver com o seu pénis de 10 centímetros, a falar dele com a comunidade e incluso a organizar a primeira grande festa do PénisPequeno, onde outros compatriotas britânicos se reuniram, presumivelmente, para falar sem tabus do seu corpo. 

 

Mas o que é realmente um pénis pequeno? 
O professor de psiquiatria David Veale, afirma que depois de uma exaustiva análise, chegou à conclusão que a maioria dos pénis “normais”, medem em média 9,31 cm no estado de flacidez. 
Entendo que tanto faz o que escreva, como o que digam mulheres e outros homens sobre os pénis. A vós, machos de Portugal preocupar-vos-à sempre a saúde do vosso "colega" mas, façam favor, escapem dessa endogamia brutal de vocês e do vosso corpo. 
Os corpos são importantes em função de quem os habita e como os habitam.
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1 comentário:

Táxi Pluvioso disse...

Será que a ADSE paga a operação?