O VIDEIRINHO
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
DE CACA ou SOBRE CACA
De quantas fraldas descartáveis necessita um bebé por dia?
Uma média de 5, será?
Isto dará cerca de 1825 fraldas por cada cuzinho.
São toneladas de lixo que têm custado umas boas dores de cabeça ao governo britânico nos últimos anos, pelas contínuas queixas dos activistas ambientalistas.
Parece que uma empresa canadiana tem uma solução.
A empresa Knowaste, inventou um sistema de reciclagem de fraldas para gerar metano, que depois será vendido à rede de gás nacional.
A primeira, das cinco instalações previstas, destinadas também a recuperar o plástico e as fibras que se utilizam para fabricar este tipo de produto sintético, será erguida em Birmingham.
Parece que estão previstas para 2014 as outras quatro, em Manchester, Londres e Liverpool.
Segundo a imprensa britânica, cada instalação, avaliada em 12 milhões de libras, poderá processar á volta de 36.000 toneladas/ano de resíduos.
Ainda que os materiais prioritários sejam os utilizados no fabrico das fraldas, está prevista também, futuramente, tratar outros lixos, como alguns selins de bicicleta e o plástico das sapatilhas ou dos sapatos.
A empresa assegura que quer ter a sua primeira instalação, em Inglaterra, a funcionar em 2011.
As consequências ambientais dos resíduos derivados das fraldas, sempre foram um tema muito debatido pelos executivos em Inglaterra.
Em cada ano são recolhidos à volta de 2800 milhões de "Dodots", que equivalerão a 500.000 toneladas de lixo e que custam ao Governo 630 milhões de libras.
No Reino Unido, só 5 % dos pais utilizam as fraldas de pano.
Ante a possibilidade destas fraldas serem mais respeitosas com o meio ambiente (camada de ozono) , o executivo chegou a financiar uma investigação para fazerem a comparação com as descartáveis.
2,3 milhões de libras, de fundos públicos, depois e três anos de estudos, os responsáveis pela saúde chegaram à conclusão que os efeitos de qualquer uma das fraldas (de pano ou descartáveis) eram idênticos e a emissão de gases de efeito estufa que geravam as descartáveis, eram comparáveis com a electricidade necessária para limpar e secar as segundas.
O Reino Unido não será pioneiro em utilizar este tipo de reciclagem.
A empresa Knowaste já tem em funcionamento, instalações, quer no Canadá, quer nos Países Baixos.
Este projecto contará com pontos de recolha muito específicos, como centros comerciais e infantários, mas no futuro os “councils” (câmaras municipais), fornecerão contentores especiais para a reciclagem, já que além do plástico, pode reutilizar-se a fibra celulósica e os polímeros absorventes.
Quanto mais tempo passar, mais fácil se torna separar estas fibras e com elas fabricar, por exemplo, cabos para ferramentas e vasos para plantas biodegradáveis.
As autoridades de Birmingham estão encantadas com o projecto, não só pelas consequências ambientais do mesmo, como, pelo facto de em tempo de crise ir gerar empregos, sendo que posteriormente serão 22 postos de trabalho a tempo inteiro.
Com os índices de desemprego disparados para valores que não se sentiam há muitos anos, a notícia é para ser duplamente festejada.
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quarta-feira, fevereiro 25, 2009
ASSIMETRIAS SEXUAIS
Há uma grande preocupação em muitos casais, no que se refere ao desejo sexual.
Muitos nem conseguem entender esse efeito nas relações.
Lamentavelmente, um enorme número de pessoas chegam ás suas relações de casal sem ter uma ideia clara de como é o seu próprio desejo sexual.
Não se conhecem o suficiente e tão-pouco são capazes de identificar o seu próprio ciclo de resposta sexual, o constante, os altos e baixos no desejo que podem experimentar em diversos períodos da sua vida.
Por isso, talvez seja demasiado pedir a cada um, que, além disso, saiba como são os desejos sexuais do seu parceiro.
Especialmente quando o compromisso indica que a relação é um projecto a longo prazo.
Se todos se preocupassem com os detalhes tão concretos e tão importantes como o desejo sexual, seguramente que se evitariam muitíssimas surpresas desagradáveis.
Quando o casal começa a conviver pode encontrar-se em situações em que o sexo nessa sua relação seja um fiasco.
É claro que quando há boa vontade de ambas as partes é possível enfrentar o problema com fortes garantias de sucesso.
Aliás, as emoções associadas ao sexo podem ser muito fortes e gerar muitas frustrações e rejeições.
Há casais que depois de muitos anos de relação e de muito pouca actividade sexual descobrem que não só existe uma diferença no grau do desejo sexual que experimenta cada membro, como além disso há uma importante disparidade.
Então soam os alarmes.
Pode até suceder que um dos membros evite o sexo e o outro não insista na sua prática com medo de o perturbar.
A pessoa com maior desejo por princípio tende a minimizar a importância.
Querendo acreditar que tudo é temporal, que mais para a frente, com a consolidação do compromisso, a outra pessoa mudará e mostrar-se-á mais aberta para o sexo.
A verdade é que na maioria dos casos, enganam-se, quando pensam assim.
Quase sempre quando chegam os filhos, a vida sexual do casal dilui-se.
Não podes esperar que um ulmeiro dê pêras e se te casaste com um ulmeiro não as terás de certeza absoluta.
O importante será procurar ajuda médica quanto antes, já que se a situação se torna crónica é de muito mais difícil solução.
Não obstante, o tema do grau de desejo sexual só é uma prioridade para uma minoria.
A grande maioria de casais tem em conta, ou pensa, noutros aspectos, como por exemplo a compatibilidade das personalidades, a educação, o “status” social e económico … os quais podem ser importantes mas que não oferecem nenhuma garantia de que a vida sexual do casal ficará bem e será satisfatória.
Normalmente, quando se consulta o médico é ao fim de muito tempo, quase em desespero de causa e penso que poucos admitirão que o problema é bastante antigo.
O sexo foi, é e continuará a ser um tabu de difícil abertura.
Para tua introspecção:
- Quanto achas que influi o grau de desejo sexual na eleição da(o) parceira(o).
– Se gostas duma pessoa importas-te que tenho um desejo sexual díspar?
– Tens experiência a este respeito?
– Poderias passar muitos anos numa relação de parceiros em que há muito pouco sexo?
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terça-feira, fevereiro 24, 2009
O VALOR de um ÓSCAR
Para que serve um Óscar da Interpretação?
Descartemos, por ser óbvia, a de reconhecer a melhor actuação da temporada: isso é, quanto muito, discutível.
São poucos os casos em que há um consenso generalizado sobre quem deve ganhar.
Por desgraça, já nos deixaram, Sir Olivier e Brando.
Nem sequer eles ganhavam sempre.
A Paul Newman, que ontem foi muito recordado, deram-lho em 1987, um ano depois de conceder-lhe o honorífico, porque lho deviam e ninguém sabia que ainda havia de chegar “A cor do Dinheiro”.
Meryl Steep só ganha um em cada sete e meio que a nomeiam e isso porque poucos duvidam que ela é uma grande dama do cinema actual.
São dados que falam de uma suspeitosa arbitrariedade.
Por que não ganham sempre os melhores da sua geração?
Porque o Óscar não é justo, mas sim prático.
Tem havido grandes esbanjamentos, como por exemplo a Hilary Swank, em “Boys don’t cry” (Os rapazes não choram”), uma muito jovem actriz que todavia guardava na cartola “Million Dollar Baby” (Sonhos Vencidos) – ambas as vezes para disputá-los a Anette Benning.
Um precedente negativo que não quiseram repetir com Marisa Tomei nesta edição.
Se Jack Palance tivesse lido o bilhete adequado em 1992, (a lenda urbana diz que o homem se enganou, apesar dos desmentidos, mas até o filme do YouTube foi-se …), seguramente que teria sido mais uma rival para Penépole a noite passada.
Os Óscares não são uma recompensa para o trabalho bem feito, são um prémio (é subtil a cambiante).
E como tais prémios distinguem facetas.
ENTREGA DO PRÉMIO DA POLÉMICA, À MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA, EM 1992
Benigni converteu-se num fenómeno sociológico com a película de mais universal Karma e espiritual Tântrico de 1998 (A Vida é Bela) que lhe serviu para que ficasse pelo caminho Ian McKellen (demasiado gay), Edward Norton (demasiado nazi), Tom Hanks (demasiados Óscares ás costas) ou Nock Nolte (demasiado minoritário).
Para que não se passe o mesmo que se passou com Peter O’toole, que teve que contentar-se em recolher o honorífico em 2003, depois de sete tentativas falhadas (para voltar a ser nomeado e perder em 2007 com “Vénus”), Kate Winslet pode dizer “prova superada”.
Maquiavélicas estratégias de compensação que fazem que Nicole Kidman e Julia Roberts, deixaram de ser um par de rebenta bilheteiras dum momento para o outro.
E, que será mais útil para a indústria: fortalecer Sean Penn – (uma lustrosa estrela intelectual) com um segundo vazio tronco oco, ou premiar o muito previsível Mickey Rourke?
Uma coisa é fazer renascer os ídolos caídos e outra, disparar sobre o pé e desperdiçar alguém, que, seguramente, volta a perder-se nos infernos.
Nem todos aproveitam, se podem perguntar a Halle Barry que a aposta nela foi algo errado.
Passar-se-á o mesmo com Marion Cotillard que não estreou nada desde “La vie en rose”?
Penélope contava em todas as apostas pela necessidade de criar estrelas e legitimar as bonitas.
É uma tendência que ficou patente nas últimas edições.
Desde que em 1997 Curtis Hanson realizou um milagre, de redimir a muito sexual Kim Bassinger como actriz séria em “A Confidente”, só uma grande dama como Judi Dench, uma eterna nomeada como Marcia Gay Harden e uma ortodoxa inglesa como Tilda Swinton, o ano passado, levaram a água ao seu moinho sem serem protótipos de modelo/actriz.
O resto: boas e bonitas.
Boas e bonitas.
Boas e bonitas, para chegar ao prestígio dos cartazes das estreias Hollywoodescas.
Vende mais o cartaz de “O Dia em que a Terra Parou” se além de tudo incluírem a foto de Jennifer Connelly e do seu longo cabelo a aparecer por cima do seu nome, ganhadora de um Óscar da Academia, a mesma chamada que persegue desde 1999 Angelina Jolie (por “Vida Interrompida”).
Em 2002 chega a vez de Catherine Zeta-Jones, que já estava farta de ser só a mulher de Michael Douglas e do Zorro.
2003 para Renée Zellweger e 2004 para Cate Blanchett, por ser bonita, jovem e porque Natalie Portman, já teria passado o prazo de validade.
Que Rachel Weiz era grande, já o sabíamos antes de “O jardineiro fiel”, mas os académicos tiveram a valentia de corroborá-lo e criar uma nova estrela trintona, em detrimento duma um pouco apagada Penépole Cruz e na linha de Juliette Binoche 1996), soube-se na gala de 2005.
Hollywood e o seu afã de criar mitos “fanfarrões” mais os bonitos.
Qual é o teu actor favorito?
(O meu é George Clooney)
E qual a tua actriz favorita?
(A minha é Charlize Theron).
Já não se pode ouvir … quem são os bons.
“Syriana” e “Monster” ou “Desejo Assassino”, encarregaram-se de acabar com a imagem dos “só Sex Symbols”.
O mesmo trabalho que agora fez, “Vicky Cristina Barcelona” por Penélope Cruz.
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