O VIDEIRINHO

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

ASSIMETRIAS SEXUAIS

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Há uma grande preocupação em muitos casais, no que se refere ao desejo sexual.

Muitos nem conseguem entender esse efeito nas relações.

Lamentavelmente, um enorme número de pessoas chegam ás suas relações de casal sem ter uma ideia clara de como é o seu próprio desejo sexual.

Não se conhecem o suficiente e tão-pouco são capazes de identificar o seu próprio ciclo de resposta sexual, o constante, os altos e baixos no desejo que podem experimentar em diversos períodos da sua vida.

Por isso, talvez seja demasiado pedir a cada um, que, além disso, saiba como são os desejos sexuais do seu parceiro.

Especialmente quando o compromisso indica que a relação é um projecto a longo prazo.

Se todos se preocupassem com os detalhes tão concretos e tão importantes como o desejo sexual, seguramente que se evitariam muitíssimas surpresas desagradáveis.

Quando o casal começa a conviver pode encontrar-se em situações em que o sexo nessa sua relação seja um fiasco.

É claro que quando há boa vontade de ambas as partes é possível enfrentar o problema com fortes garantias de sucesso.

Aliás, as emoções associadas ao sexo podem ser muito fortes e gerar muitas frustrações e rejeições.

Há casais que depois de muitos anos de relação e de muito pouca actividade sexual descobrem que não só existe uma diferença no grau do desejo sexual que experimenta cada membro, como além disso há uma importante disparidade.

Então soam os alarmes.

Pode até suceder que um dos membros evite o sexo e o outro não insista na sua prática com medo de o perturbar.





O que tende a ocorrer nestas circunstâncias é que a pessoa com baixo desejo, encontra outras coisas para se ocupar e entreter o seu parceiro.

A pessoa com maior desejo por princípio tende a minimizar a importância.

Querendo acreditar que tudo é temporal, que mais para a frente, com a consolidação do compromisso, a outra pessoa mudará e mostrar-se-á mais aberta para o sexo.

A verdade é que na maioria dos casos, enganam-se, quando pensam assim.

Quase sempre quando chegam os filhos, a vida sexual do casal dilui-se.

Não podes esperar que um ulmeiro dê pêras e se te casaste com um ulmeiro não as terás de certeza absoluta.
O importante será procurar ajuda médica quanto antes, já que se a situação se torna crónica é de muito mais difícil solução.

Não obstante, o tema do grau de desejo sexual só é uma prioridade para uma minoria.

A grande maioria de casais tem em conta, ou pensa, noutros aspectos, como por exemplo a compatibilidade das personalidades, a educação, o “status” social e económico … os quais podem ser importantes mas que não oferecem nenhuma garantia de que a vida sexual do casal ficará bem e será satisfatória.

Normalmente, quando se consulta o médico é ao fim de muito tempo, quase em desespero de causa e penso que poucos admitirão que o problema é bastante antigo.

O sexo foi, é e continuará a ser um tabu de difícil abertura.



Para tua introspecção:


- Quanto achas que influi o grau de desejo sexual na eleição da(o) parceira(o).

– Se gostas duma pessoa importas-te que tenho um desejo sexual díspar?

– Tens experiência a este respeito?

– Poderias passar muitos anos numa relação de parceiros em que há muito pouco sexo?


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1 comentário:

franbogado disse...

"Assimetria Sexual"...Muito interessante esse termo, com uma bem comum ocorrência e incomum solução, pois, por mais das vezes, essas "disparidades" se resolvem facilmente com um divórcio justificado por alguma traição do conjuge então compelido a resolver de uma forma ou de outra a problemática dos seus desejos
reprimidos e não saciados.
Por outro lado, há aqueles que tentam resolver o problema em questão com outras "ocupações", abstendo-se até mesmo de sua personalidade em detrimento do
companheiro(a), vindo a isto chamarem de "amor"; por vezes apelando ao misticismo, religião, enfim, várias subterfúgios sociais e culturais, para manterem-se juntos, num mesmo propósito comum, de uma forma ou de outra. Crê-se assim fazer valer o juramento em cartório perante o juiz e ainda o que foi feito aos pés do altar.
Dai urge outra questão: "Vale a pena levar adiante uma vida a dois de solidão acompanhada?"

Quanto as questões anteriormente levantadas:
- Quanto achas que influi o grau de desejo sexual na eleição da(o) parceira(o)?
R: O grau de desejo sexual influi inversamente a proporção do compreensão;

– Se gostas duma pessoa importas-te que tenho um desejo sexual díspar?
R: É extremamente inoportuno e importuno o infortuno de haver disparidade e simpatia juntos;

– Tens experiência a este respeito?
R: Todos passamos por essa experiência quer num grau maior ou menor; quem não

lembra de ter flertado na escola, por exemplo, com um(a) aluno(a) que não se importava nem um pouco com você ou mesmo a paixão, por vezes impossível, de aluno/professor e vice-versa?

– Poderias passar muitos anos numa relação de parceiros em que há muito pouco sexo?
4: A mesma resposta dada a primeira e segunda questões, isto é, seria possível somente se não houvesse outra "ocupação" dos parceiros e compreensão em favor
da continuidade do relacionamento.