O VIDEIRINHO
sábado, dezembro 19, 2009
PAZ À GUERRA
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Já me tinha esquecido que Barack Obama era norte-americano.
Tinha bem presente que é negro, que se converteu numa esperança colectiva e que deseja, na medida do possível, que normalmente consiste em superar as impossibilidades, consertar o mundo.
Por enquanto, ao recolher o Prémio Nobel da Paz, falou de África.
Ao fim e ao cabo, chamamos paz aos curtos intervalos que transcorrem entre conflitos armados.
É um orador muito fascinante.
Tem, como se exigia ás cantadeiras, voz, ouvido e sentimento, mas fez um canto à via bélica e referiu-se muitas menos vezes à paz, «mãe do pão», que à guerra, pai de orfandades e infortúnios.

A sua brilhante defesa da “guerra” justa, tem muitos antecedentes.
Desde Plínio – não sei se o jovem ou o velho – que conhecia, que é um atentado contra o ser humano, quiçá maquiavélico, que estava convencido de que a guerra necessária é justa.
O prematuro Nobel da Paz que não vestia de pássaro bobo, não tem ainda a próstata feita numa castanha assada, como é perceptivo entre os galardoados, aceitou o discutível prémio com humildade e aproveitou para deixar as coisas claras, para que não haja equívocos.

É partidário do uso ocasional da força, se bem que debaixo de algumas regras.
O seu ídolo não é Gandhi.
A verdade é que “a não violência” não morreu em Estocolmo, já que nunca existiu.
É certo que se todos fossemos pacifistas, bastaria um par de esquadrões aguerridos para subjugar o mundo inteiro.
Ainda que fossem piratas ou terrícolas mais ou menos desesperados.
Os que acreditam “na paz perpétua” que leiam Kant.
É mais barato que comprar armas e abandonar toda a esperança.
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Já me tinha esquecido que Barack Obama era norte-americano.
Tinha bem presente que é negro, que se converteu numa esperança colectiva e que deseja, na medida do possível, que normalmente consiste em superar as impossibilidades, consertar o mundo.
Por enquanto, ao recolher o Prémio Nobel da Paz, falou de África.
Ao fim e ao cabo, chamamos paz aos curtos intervalos que transcorrem entre conflitos armados.
É um orador muito fascinante.
Tem, como se exigia ás cantadeiras, voz, ouvido e sentimento, mas fez um canto à via bélica e referiu-se muitas menos vezes à paz, «mãe do pão», que à guerra, pai de orfandades e infortúnios.

A sua brilhante defesa da “guerra” justa, tem muitos antecedentes.
Desde Plínio – não sei se o jovem ou o velho – que conhecia, que é um atentado contra o ser humano, quiçá maquiavélico, que estava convencido de que a guerra necessária é justa.
O prematuro Nobel da Paz que não vestia de pássaro bobo, não tem ainda a próstata feita numa castanha assada, como é perceptivo entre os galardoados, aceitou o discutível prémio com humildade e aproveitou para deixar as coisas claras, para que não haja equívocos.

É partidário do uso ocasional da força, se bem que debaixo de algumas regras.
O seu ídolo não é Gandhi.
A verdade é que “a não violência” não morreu em Estocolmo, já que nunca existiu.
É certo que se todos fossemos pacifistas, bastaria um par de esquadrões aguerridos para subjugar o mundo inteiro.
Ainda que fossem piratas ou terrícolas mais ou menos desesperados.
Os que acreditam “na paz perpétua” que leiam Kant.
É mais barato que comprar armas e abandonar toda a esperança.
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sexta-feira, dezembro 18, 2009
AI IIIMMM … ...
Existem quatro grupos de nervos que ligam os órgãos sexuais ao cérebro. O nervo vago (a vermelho) é o único que não passa por dentro da coluna vertebral - ele explica a sensação de prazer em mulheres paraplégicas
A - Nervo vago
B - Nervo hipogástrico
C - Nervo pélvico
D - Nervo pudendo
1 - Útero
2 - Colo do útero
3 - Vagina
4 - Lábios
5 - Clitóris
Na sua recente obra, “The science of orgasm”, os sexólogos Barry Komisaruk, Carlos Beyer-Flores e Beverly Whipple dedicam um capítulo ás investigações mais recentes em torno do orgasmo e a saúde.
Aí descrevem uma enormidade de estudos que assinalam os efeitos positivos do orgasmo.
Abordam a resposta à pergunta:
“os orgasmos serão bons para a saúde”?
Curiosamente, os estudos que aparecem no livro não são os únicos ou os primeiros a abordarem a dita questão.
Particularmente assinalam de que, os efeitos do orgasmo vão mais além de uma breve sensação de euforia e que são um bom argumento para relacionar a saúde sexual e a saúde em geral.
Alguns dos exemplos mencionados na investigação pelos sexólogos sobre a relação entre a saúde e o orgasmo incluem os seguintes estudos:
- Um trabalho britânico que contempla a relação entre orgasmos frequentes – um ou dois por semana – e o índice de mortalidade em homens.
Com uma investigação de dez anos, o investigador chegou à conclusão de que os homens que tinham orgasmos frequentes, corriam um risco de morte 50 % mais baixo que os homens que tinham orgasmos com menor frequência – menos de um por mês.
– Realizaram-se estudos em diversos locais do mundo que concluíram que as hormonas libertadas durante a excitação e o orgasmo, especialmente a oxitocina e a DHEA – dehidroepiandrosterona -, também podem ter efeitos protectores contra o cancro e as enfermidades cardíacas, tanto em homens como em mulheres.
Outro tipo de investigações evidenciaram o efeito de sedação e relaxamento que tem nas pessoas, a oxitocina e outras endorfinas que se libertam durante o orgasmo.
Estas podem explicar o porquê de algumas pessoas usarem a masturbação intuitivamente para conciliar o sono e porque o sexo é uma estratégia para gerir o stress.
– Mesmo assim, mencionam-se os estudos australianos onde foram entrevistados dois mil homens com menos de 70 anos.
Nestes foi encontrada uma ligação entre os homens que ejaculam com regularidade – quatro ou mais vezes por semana – e uma reduzida incidência do cancro da próstata.
Estes exemplos podem dar-nos uma clara ideia de quanto importante podem ser os orgasmos para a saúde em geral.
Para tua introspecção:
- Qual a tua experiência a este respeito?
– Notaste diferenças de ânimo na tua saúde em longos períodos sem orgasmos, comparado com períodos com orgasmos frequentes?
– O que tens a dizer sobre este tipo de estudos?
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quinta-feira, dezembro 17, 2009
SUBTERRÂNEOS
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-Várias vezes falamos de lugares subterrâneos abandonados, mas poucos abordam um tão misterioso, como impressionante.
Trata-se, nada mais nada menos, de um complexo de túneis que formavam a estrutura de um projecto hidroeléctrico subterrâneo e cujo acesso foi tão problemático, que durante décadas permaneceu “perdido” do mundo, solitário e inabitado ao qual só se pode aceder se atravessarmos, literalmente, as cataratas do Niagára.
O mesmo foi iniciado nos princípios do século XX quando a Ontario Power Company, (neste link poderá ver uma planta da construção), teve a ideia de aproveitar a energia produzida pela queda das águas das cataratas e assim gerar grandes quantidades de electricidade.

Para isto, desenvolveram uma série de túneis subterrâneos “infestados” de condutas que alimentavam diversas tubagens de carga que, por gravidade, moviam várias turbinas hidroeléctricas, cujo sistema, bastante modificado em comparação ás tradicionais, permitiam alimentar geradores colocados vários metros na superfície.
O sistema era, incrivelmente, novidade para a época, já que outra série de tubagens devolvia a água à parte baixa do rio, sem afectar, assim, o caudal do mesmo.
Mas a tarefa parece que superou a tecnologia disponível na época e o projecto foi abandonado apesar de várias tentativas para ressuscitá-lo.

Durante várias épocas ficou oculto, inabitado e graças ao seu difícil acesso – só se pode aceder por um pequeno túnel atrás das cataratas – totalmente perdido do mundo.
Permaneceu assim até que, um intrépido grupo de exploradores, "The Vanishing Point", especializado em explorar minas, cavernas e túneis, tem acesso à planta há uns poucos anos atrás e obteve uma grande quantidade de fotografias e informações do mesmo.
Recomendo visitarem o sítio da “The Vanishing Point", se bem que a sua actualização não seja sistemática. (É um local muito agradável).
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-Várias vezes falamos de lugares subterrâneos abandonados, mas poucos abordam um tão misterioso, como impressionante.
Trata-se, nada mais nada menos, de um complexo de túneis que formavam a estrutura de um projecto hidroeléctrico subterrâneo e cujo acesso foi tão problemático, que durante décadas permaneceu “perdido” do mundo, solitário e inabitado ao qual só se pode aceder se atravessarmos, literalmente, as cataratas do Niagára.
O mesmo foi iniciado nos princípios do século XX quando a Ontario Power Company, (neste link poderá ver uma planta da construção), teve a ideia de aproveitar a energia produzida pela queda das águas das cataratas e assim gerar grandes quantidades de electricidade.

Para isto, desenvolveram uma série de túneis subterrâneos “infestados” de condutas que alimentavam diversas tubagens de carga que, por gravidade, moviam várias turbinas hidroeléctricas, cujo sistema, bastante modificado em comparação ás tradicionais, permitiam alimentar geradores colocados vários metros na superfície.
O sistema era, incrivelmente, novidade para a época, já que outra série de tubagens devolvia a água à parte baixa do rio, sem afectar, assim, o caudal do mesmo.
Mas a tarefa parece que superou a tecnologia disponível na época e o projecto foi abandonado apesar de várias tentativas para ressuscitá-lo.

Durante várias épocas ficou oculto, inabitado e graças ao seu difícil acesso – só se pode aceder por um pequeno túnel atrás das cataratas – totalmente perdido do mundo.
Permaneceu assim até que, um intrépido grupo de exploradores, "The Vanishing Point", especializado em explorar minas, cavernas e túneis, tem acesso à planta há uns poucos anos atrás e obteve uma grande quantidade de fotografias e informações do mesmo.
Recomendo visitarem o sítio da “The Vanishing Point", se bem que a sua actualização não seja sistemática. (É um local muito agradável).
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quarta-feira, dezembro 16, 2009
PEDAGOGIA
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Fieis à suas iniciais, PSD e PP, continuam a falar de pactos e de proibições.
Todos se aproveitam do momento histórico do PS não poder falar de nada a não ser sozinho.
A prudência sempre foi considerada como a maior virtude política, ao ponto de amparar muitos lascivos.
Quantos serão necessários reunir por essas distintas Câmaras Municipais (Urbanismo) para se fazer um pacto anticorrupção.
Não se pode afirmar que em Portugal haja mais corruptos que cadeiras, mas não será ousadia dizer que sobram muito poucos assentos desocupados.
A política deve ser “um anexo da exemplaridade” e este último não se levar a sério.
Se surge um modelo, de vez em quando, como o Eduardo (*), opõe-se imediatamente outro, que pode ser qualquer avançado da "distante" Bósnia.

Ambos pertencem ao mundo do desporto e, mais reduzido, do futebol, onde o jogo continua a ser mais limpo.
Salvo alguns que desentaramelaram a língua (Maradona) e começaram a cuspir fogo mas que a FIFA prontamente apagou.
Como é possível ser um génio no relvado e um imbecil na rua?
Os grandes jogadores passam mais tempo vestidos de fato e gravata do que de calções.
A vida é mais longa que o futebol.
Estranho é que os nossos políticos não entendam que os seus cargos duram menos que as suas existências.
Alguns estão a fazer todos os desmandos possíveis, calculada a sua data de validade.

Uma grave desconexão com o mundo real, atribuível ao chamado “sindroma do tapete voador” que os faz delirar.
Como é possível alguém acreditar que no “altar” do governo, estão todos os santos.
De que planeta vieste?
Perguntava o locutor do jogo Inglaterra-Argentina, quando Maradona meteu a mão … à bola.
A pedagogia sem amor não é nada, mas torna-se menor se os alunos não a compreendem.
Aos menores de onze ou doze anos, os psicólogos recomendam a prática da masturbação e chamam-lhes “pichólogos”.
Sempre deixam de (fo***), lixar, os outros.
E sempre estudam por conta própria.
(*) Guarda-redes da selecção
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Todos se aproveitam do momento histórico do PS não poder falar de nada a não ser sozinho.
A prudência sempre foi considerada como a maior virtude política, ao ponto de amparar muitos lascivos.
Quantos serão necessários reunir por essas distintas Câmaras Municipais (Urbanismo) para se fazer um pacto anticorrupção.
Não se pode afirmar que em Portugal haja mais corruptos que cadeiras, mas não será ousadia dizer que sobram muito poucos assentos desocupados.
A política deve ser “um anexo da exemplaridade” e este último não se levar a sério.
Se surge um modelo, de vez em quando, como o Eduardo (*), opõe-se imediatamente outro, que pode ser qualquer avançado da "distante" Bósnia.

Ambos pertencem ao mundo do desporto e, mais reduzido, do futebol, onde o jogo continua a ser mais limpo.
Salvo alguns que desentaramelaram a língua (Maradona) e começaram a cuspir fogo mas que a FIFA prontamente apagou.
Como é possível ser um génio no relvado e um imbecil na rua?
Os grandes jogadores passam mais tempo vestidos de fato e gravata do que de calções.
A vida é mais longa que o futebol.
Estranho é que os nossos políticos não entendam que os seus cargos duram menos que as suas existências.
Alguns estão a fazer todos os desmandos possíveis, calculada a sua data de validade.

Uma grave desconexão com o mundo real, atribuível ao chamado “sindroma do tapete voador” que os faz delirar.
Como é possível alguém acreditar que no “altar” do governo, estão todos os santos.
De que planeta vieste?
Perguntava o locutor do jogo Inglaterra-Argentina, quando Maradona meteu a mão … à bola.
A pedagogia sem amor não é nada, mas torna-se menor se os alunos não a compreendem.
Aos menores de onze ou doze anos, os psicólogos recomendam a prática da masturbação e chamam-lhes “pichólogos”.
Sempre deixam de (fo***), lixar, os outros.
E sempre estudam por conta própria.
(*) Guarda-redes da selecção
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terça-feira, dezembro 15, 2009
PROTESTOS EM COPENHAGA
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A gente começa a congregar-se.
Todavia não decidiram ir para o meio da rua e reúnem-se nas praças.
Solidões juntas, como disse o poeta.
Se "com o número dois nasce a pena”, com a multidão dissolve-se ou reparte-se, mas misteriosamente todos cabem lá.
No futuro vamos assistir a muitas manifestações, inclusive participando nelas, ainda que os desempregados nos impeçam de ver o bosque do desemprego.
Até agora, os procedimentos mais habituais para recrutar pessoas solúveis na multidão, têm sido os hinos e os sermões. (Louis Ferdinand Céline conta em “Viagem ao fim da noite”, como muitos da sua geração se afiliaram, graças ao morse estrondoso dos tambores).

Já se sabe que em certas épocas, uma tamborilada equivale a um silogismo.
Quantas criaturas, entusiasmadas ou descontentes, fazem falta para formar uma manifestação?
Foram trinta mil ou cem mil?
A tirania do número, que é mais legítima que qualquer outra, determinou que a “manada” tenha boas notícias na imprensa, mas também boa literatura.
Ao longo da história sempre se havia colocado envergonhada, quiçá para aproveitar o impulso para seguir qualquer bandeira.
Chama-se “vil”, “desprezível”, “déspota”, “inconstante”.
Inclusivamente na Bíblia, o profeta Isaías não mostra uma opinião favorável acerca das colectividades ou comunidades.

Talvez isto seja assim porque desde sempre se comprovou a escassa resistência à manipulação.
Vi ao longo da minha não curta vida aglomerações de gente que mostrava a sua adesão inquebrantável ou a sua repulsa mais enérgica.
Por isso propus, para se ter uma certeza de quantos afluíram a ela, contar os pés e dividir por dois.
(Desisti de contar o número de cabeças, porque há sempre quem a perca nestas ocasiões).
A margem de erro será escassíssima.
Só o desequilibrariam os coxos que quando tinham as duas pernas assistiram a outras manifestações.
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A gente começa a congregar-se.
Todavia não decidiram ir para o meio da rua e reúnem-se nas praças.
Solidões juntas, como disse o poeta.
Se "com o número dois nasce a pena”, com a multidão dissolve-se ou reparte-se, mas misteriosamente todos cabem lá.
No futuro vamos assistir a muitas manifestações, inclusive participando nelas, ainda que os desempregados nos impeçam de ver o bosque do desemprego.
Até agora, os procedimentos mais habituais para recrutar pessoas solúveis na multidão, têm sido os hinos e os sermões. (Louis Ferdinand Céline conta em “Viagem ao fim da noite”, como muitos da sua geração se afiliaram, graças ao morse estrondoso dos tambores).

Já se sabe que em certas épocas, uma tamborilada equivale a um silogismo.
Quantas criaturas, entusiasmadas ou descontentes, fazem falta para formar uma manifestação?
Foram trinta mil ou cem mil?
A tirania do número, que é mais legítima que qualquer outra, determinou que a “manada” tenha boas notícias na imprensa, mas também boa literatura.
Ao longo da história sempre se havia colocado envergonhada, quiçá para aproveitar o impulso para seguir qualquer bandeira.
Chama-se “vil”, “desprezível”, “déspota”, “inconstante”.
Inclusivamente na Bíblia, o profeta Isaías não mostra uma opinião favorável acerca das colectividades ou comunidades.

Talvez isto seja assim porque desde sempre se comprovou a escassa resistência à manipulação.
Vi ao longo da minha não curta vida aglomerações de gente que mostrava a sua adesão inquebrantável ou a sua repulsa mais enérgica.
Por isso propus, para se ter uma certeza de quantos afluíram a ela, contar os pés e dividir por dois.
(Desisti de contar o número de cabeças, porque há sempre quem a perca nestas ocasiões).
A margem de erro será escassíssima.
Só o desequilibrariam os coxos que quando tinham as duas pernas assistiram a outras manifestações.
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segunda-feira, dezembro 14, 2009
NATAL e COPENHAGA
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Depois da reza do Angelus, que não causa mossa a ninguém, sua santidade o Papa Bento XVI, que é bom, ou melhor “bonzíssimo”, ainda que nalgumas fotos saia com cara de mau, propôs-nos “mudar de vida”.
Está claro que a que levamos não é boa, mas só para alguns.
(Enquanto tiveste a caridade de ler estas três linhas e pico, uma criança morreu de fome em qualquer parte do mundo).
Na sua última encíclica "Caritas in Veritate”, o Papa fez uma revelação apocalíptica.
Propôs restabelecer a harmonia nas relações do homem com a Natureza e também com os seus semelhantes.
Um bom desejo sem dúvida, mas cabe perguntar, com elevado respeito, se se pode restabelecer algo que jamais existiu anteriormente.
Quando é que respeitámos a chamada mãe natureza?
Na Bíblia pululam os fenómenos meteorológicos.
Os raios e coriscos ou centelhas aparecem a reluzir muito.
Quanto ás relações humanas são patéticas: nunca as levaram muito a sério os nossos antepassados.
De "Cro-Magnon" para cá, todos temos algum parente remoto que foi um assassino, pelo que não temos de restabelecer os nossos modos de comportamento, mas sim iniciar outra conduta.
O encontro de Copenhaga exige “estilos de vida sóbrios”.
Ainda que não seja a época mais propícia.
No Natal cristão confunde-se a teologia com a gastronomia.
Até as pessoas mais “irreparavelmente” pobres fazem um esforço para não parecê-lo.
Ao encontro de Copenhaga e ao convite papal, a um estilo de vida mais sóbrio, temo que não vá comparecer muita gente.
Em vez de tomarmos consciência, preferimos tomar uns bons copos e opíparos alimentos, para fazer uma penosa digestão, enquanto os peixes bebem e bebem e voltam a beber, que também eles têm direito.
Ainda que não tenham provado o Vinho do Porto.
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Depois da reza do Angelus, que não causa mossa a ninguém, sua santidade o Papa Bento XVI, que é bom, ou melhor “bonzíssimo”, ainda que nalgumas fotos saia com cara de mau, propôs-nos “mudar de vida”.
Está claro que a que levamos não é boa, mas só para alguns.
(Enquanto tiveste a caridade de ler estas três linhas e pico, uma criança morreu de fome em qualquer parte do mundo).
Na sua última encíclica "Caritas in Veritate”, o Papa fez uma revelação apocalíptica.
Propôs restabelecer a harmonia nas relações do homem com a Natureza e também com os seus semelhantes.
Um bom desejo sem dúvida, mas cabe perguntar, com elevado respeito, se se pode restabelecer algo que jamais existiu anteriormente.
Quando é que respeitámos a chamada mãe natureza?
Na Bíblia pululam os fenómenos meteorológicos.
Os raios e coriscos ou centelhas aparecem a reluzir muito.
Quanto ás relações humanas são patéticas: nunca as levaram muito a sério os nossos antepassados.
De "Cro-Magnon" para cá, todos temos algum parente remoto que foi um assassino, pelo que não temos de restabelecer os nossos modos de comportamento, mas sim iniciar outra conduta.
O encontro de Copenhaga exige “estilos de vida sóbrios”.
Ainda que não seja a época mais propícia.
No Natal cristão confunde-se a teologia com a gastronomia.
Até as pessoas mais “irreparavelmente” pobres fazem um esforço para não parecê-lo.
Ao encontro de Copenhaga e ao convite papal, a um estilo de vida mais sóbrio, temo que não vá comparecer muita gente.
Em vez de tomarmos consciência, preferimos tomar uns bons copos e opíparos alimentos, para fazer uma penosa digestão, enquanto os peixes bebem e bebem e voltam a beber, que também eles têm direito.
Ainda que não tenham provado o Vinho do Porto.
ANIMAÇÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
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sexta-feira, dezembro 11, 2009
NATAL
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O que ocorre por estas festas natalícias?
Depois de pensar muito e profundamente, cheguei à conclusão de que as principais coisas que ocorrem é que mandamos ás malvas todas as dietas e também os nossos cartões de crédito, os nossos corpos engordam e a nossa carteira fica anoréxica.
As nossas casas convertem-se numa espécie de “castelo de chocolate”, grinaldas por tudo o que é sítio, luzitas intermitentes, até no tapete da entrada, o presépio rouba-nos metade do salão a árvore de natal a outra metade, portanto, vivemos todos, uns dias muito comprimidos, entre a decoração, os parentes e as amizades que vêm felicitar-nos e comer à borla as passas.
É quase um mês que não podes mover-te com liberdade mas podes mandar o pobre S. José, os pastores, o menino e até algum rei com ou sem camelo, apanhar caracóis no monte, pentear macacos ou “cardar a melo” (em português vernáculo, mandar á merda).
Nestas festas sofremos uma metamorfose aguda.
Não sei qual a razão que nos ataca para colocar tudo com neve.
Aos vidros enchemo-los de adesivos e engorduramo-los com o spray, efeito neve, que mais tarde não há forma de o retirar.
Mas se em Belém nunca neva, que mania é esta que temos de colocar neve por todos os lados?
Não paramos de repetir que o menino Jesus está gelado, que tem frio e fome e eu que o diga.
Mas se S. José era empresário autónomo, tinha a sua oficina própria de carpinteiro.
E veja-se o que ganham os carpinteiros por qualquer coisita que façam.
Não nos esqueçamos dos efeitos sonoros.
Entres onde entrares, está o chim-pum, chim-pum ou trim-trim das campainhas.
Oiçam como bebem aqueles peixes no rio e as tuas visitas.
E como bebe esse primo que te vem visitar.
Agarra-se á garrafosa de algo em casco de carvalho, ou fora dele , ou ao que pertence à malta ou é de malte e depois, qual macaco, pretende trepar pelo casco da árvore de Natal.
A miudagem corre por toda a casa pondo-a em pantanas, fechos untuosos, portas besuntadas e a carpete cheia de migalhas espezinhadas, porque século após século, temos que os atafulhar de bolos e bolachas.
Tudo se enche de algo, seja do que for.
Necessário é comprar … comprar …
O chão de serrim do nascimento e de espetos secos de abeto, a caixa de correio e de felicitações, cheia com propaganda que tens de responder sem tão-pouco te lembrares de quem são as amabilidades.
Os pedidos de dinheiro chovem; do homem do butano (mas como, se não uso butano?), do picheleiro (canalizador, encanador), (mas como, se nunca chegou a vir?), do varredor da rua, (mas se a rua está miseravelmente suja?), o arrumador de serviço à tua porta (aquele ser esquizofrénico que te revolta o dia quando o encaras), os lixeiros que deixam a rua enfeitada quando da sua passagem … enfim … aparecem como moscas, por vezes até o ladrãozeco da tua rua quer algum dinheirito.
Tudo e todos nos confundem com a Segurança Social ….
É só pedir ... pedir ... e mendigar, das rádios ás televisões, do supermercado à esquina da rua da tua mercearia, das avalanches de solicitações na caixa do correio, ao teu vizinho que te vem pedir para aquela organização que só ele e os amigalhaços gerem e cuidam.
A miudagem portuguesa, que tem nos genes a malícia ibérica, agarram-se a todas as tradições vindas do estrangeiro, esperando pelas ofertas tradicionais e outras mais modernas, que são as mais esperadas.
Os adultos passam o dia 24 fazendo: Jo!, Jo!, Jo!, Jo!, Jo!
E dando murros na porta de entrada porque não têm chaminé.
Falemos do menu, pois que dar e andar ... cansa!
Todos a comerem peru até ao gasganete!
(Oiçam! A mim apetece-me uma sopa de agriões).
Comer peru e bacalhau!
Tudo bem atafulhado de gostosos e gordurosos acompanhamentos, até chegar com o dedo.
Não esquecendo uma boa pinga para empurrar.
Não te queixes porque és taxado de não teres espírito natalício.
Para rematar a faena (nunca foi tão bem equiparada) preparamo-nos para despedirmo-nos do ano, não sem antes sermos assaltados na nossa economia.
Tens que comprar um fato de cartola, com algo brilhante que apesar de ser miserável, custa-te uma pipa de massa.
Sapatos a condizer e o mais caricato é que tens a certeza de teres poucas oportunidades para voltar a vestir o cenário.
O teu parente fica de mau humor porque a casaca está apertada e não a consegue abotoar (pudera! A comer e a beber á tua custa, foi um “vê se te avias”), já que a dieta da toranja, esvaiu-se quando entrou em tua casa e nunca o conduziu a um bom final.
E os botões de punho da camisa não aparecem em lado nenhum (marcharam com a gravata).
O menu do jantar de fim de ano custa-te mais ou menos como a entrada - como sinal - daquele andar, no condomínio fechado dos teus sonhos.
E quando te servem o primeiro prato,
“medalhão de peito de ave afrodisíaca da Ilhas da Páscoa, com molho e setas (ou cogumelos) fumadas com lenha dos bosques franceses”,
a primeira coisa que te vem à cabeça é que será o ventre dalguma pomba com diarreia das que voam e cagam toda a gente, nas imediações da Avenida dos Aliados e não só.
Menos mal que chega Janeiro e voltamos á normalidade, ás dietas e a tentar cumprir os bons velhos propósitos que sempre fazemos ao entrar num novo ano.
E agora, saindo do comboio do humor, quero deixar claro que apesar de ter parodiado esta “maldita” época do ano de festas e comezainas, fico encantado com tudo isto e vivo intensamente junto aos meus, o desejo de rapidamente chegar o dia 2 de Janeiro.
Uf! Que alívio!
Bem, para quem não é maculado moralmente como eu, deixo o desejo a todos os meus leitores que sejam muito felizes, passem umas festas inolvidáveis e que para o ano se cumpram todos os vossos sonhos e projectos.
Ah!
Não se esqueçam de NÃO comer peito de ave afrodisíaca da Ilha da Páscoa.
Festas Felizes para todos e não cuspam para o ar - ou mesmo para o chão - as grainhas das uvas passas.
BOM NATAL!!!
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O que ocorre por estas festas natalícias?
Depois de pensar muito e profundamente, cheguei à conclusão de que as principais coisas que ocorrem é que mandamos ás malvas todas as dietas e também os nossos cartões de crédito, os nossos corpos engordam e a nossa carteira fica anoréxica.
As nossas casas convertem-se numa espécie de “castelo de chocolate”, grinaldas por tudo o que é sítio, luzitas intermitentes, até no tapete da entrada, o presépio rouba-nos metade do salão a árvore de natal a outra metade, portanto, vivemos todos, uns dias muito comprimidos, entre a decoração, os parentes e as amizades que vêm felicitar-nos e comer à borla as passas.
É quase um mês que não podes mover-te com liberdade mas podes mandar o pobre S. José, os pastores, o menino e até algum rei com ou sem camelo, apanhar caracóis no monte, pentear macacos ou “cardar a melo” (em português vernáculo, mandar á merda).
Nestas festas sofremos uma metamorfose aguda.
Não sei qual a razão que nos ataca para colocar tudo com neve.
Aos vidros enchemo-los de adesivos e engorduramo-los com o spray, efeito neve, que mais tarde não há forma de o retirar.
Mas se em Belém nunca neva, que mania é esta que temos de colocar neve por todos os lados?
Não paramos de repetir que o menino Jesus está gelado, que tem frio e fome e eu que o diga.
Mas se S. José era empresário autónomo, tinha a sua oficina própria de carpinteiro.
E veja-se o que ganham os carpinteiros por qualquer coisita que façam.
Não nos esqueçamos dos efeitos sonoros.
Entres onde entrares, está o chim-pum, chim-pum ou trim-trim das campainhas.
Oiçam como bebem aqueles peixes no rio e as tuas visitas.
E como bebe esse primo que te vem visitar.
Agarra-se á garrafosa de algo em casco de carvalho, ou fora dele , ou ao que pertence à malta ou é de malte e depois, qual macaco, pretende trepar pelo casco da árvore de Natal.
A miudagem corre por toda a casa pondo-a em pantanas, fechos untuosos, portas besuntadas e a carpete cheia de migalhas espezinhadas, porque século após século, temos que os atafulhar de bolos e bolachas.
Tudo se enche de algo, seja do que for.
Necessário é comprar … comprar …
O chão de serrim do nascimento e de espetos secos de abeto, a caixa de correio e de felicitações, cheia com propaganda que tens de responder sem tão-pouco te lembrares de quem são as amabilidades.
Os pedidos de dinheiro chovem; do homem do butano (mas como, se não uso butano?), do picheleiro (canalizador, encanador), (mas como, se nunca chegou a vir?), do varredor da rua, (mas se a rua está miseravelmente suja?), o arrumador de serviço à tua porta (aquele ser esquizofrénico que te revolta o dia quando o encaras), os lixeiros que deixam a rua enfeitada quando da sua passagem … enfim … aparecem como moscas, por vezes até o ladrãozeco da tua rua quer algum dinheirito.
Tudo e todos nos confundem com a Segurança Social ….
É só pedir ... pedir ... e mendigar, das rádios ás televisões, do supermercado à esquina da rua da tua mercearia, das avalanches de solicitações na caixa do correio, ao teu vizinho que te vem pedir para aquela organização que só ele e os amigalhaços gerem e cuidam.
A miudagem portuguesa, que tem nos genes a malícia ibérica, agarram-se a todas as tradições vindas do estrangeiro, esperando pelas ofertas tradicionais e outras mais modernas, que são as mais esperadas.
Os adultos passam o dia 24 fazendo: Jo!, Jo!, Jo!, Jo!, Jo!
E dando murros na porta de entrada porque não têm chaminé.
Falemos do menu, pois que dar e andar ... cansa!
Todos a comerem peru até ao gasganete!
(Oiçam! A mim apetece-me uma sopa de agriões).
Comer peru e bacalhau!
Tudo bem atafulhado de gostosos e gordurosos acompanhamentos, até chegar com o dedo.
Não esquecendo uma boa pinga para empurrar.
Não te queixes porque és taxado de não teres espírito natalício.
Para rematar a faena (nunca foi tão bem equiparada) preparamo-nos para despedirmo-nos do ano, não sem antes sermos assaltados na nossa economia.
Tens que comprar um fato de cartola, com algo brilhante que apesar de ser miserável, custa-te uma pipa de massa.
Sapatos a condizer e o mais caricato é que tens a certeza de teres poucas oportunidades para voltar a vestir o cenário.
O teu parente fica de mau humor porque a casaca está apertada e não a consegue abotoar (pudera! A comer e a beber á tua custa, foi um “vê se te avias”), já que a dieta da toranja, esvaiu-se quando entrou em tua casa e nunca o conduziu a um bom final.
E os botões de punho da camisa não aparecem em lado nenhum (marcharam com a gravata).
O menu do jantar de fim de ano custa-te mais ou menos como a entrada - como sinal - daquele andar, no condomínio fechado dos teus sonhos.
E quando te servem o primeiro prato,
“medalhão de peito de ave afrodisíaca da Ilhas da Páscoa, com molho e setas (ou cogumelos) fumadas com lenha dos bosques franceses”,
a primeira coisa que te vem à cabeça é que será o ventre dalguma pomba com diarreia das que voam e cagam toda a gente, nas imediações da Avenida dos Aliados e não só.
“Mamã, mamã, Se Deus nos dá o que comemos, a cegonha traz os bebés e o Pai Natal os presentes no Natal. Posso saber para que serve o papá ?"
Menos mal que chega Janeiro e voltamos á normalidade, ás dietas e a tentar cumprir os bons velhos propósitos que sempre fazemos ao entrar num novo ano.
E agora, saindo do comboio do humor, quero deixar claro que apesar de ter parodiado esta “maldita” época do ano de festas e comezainas, fico encantado com tudo isto e vivo intensamente junto aos meus, o desejo de rapidamente chegar o dia 2 de Janeiro.
Uf! Que alívio!
Bem, para quem não é maculado moralmente como eu, deixo o desejo a todos os meus leitores que sejam muito felizes, passem umas festas inolvidáveis e que para o ano se cumpram todos os vossos sonhos e projectos.
Ah!
Não se esqueçam de NÃO comer peito de ave afrodisíaca da Ilha da Páscoa.
Festas Felizes para todos e não cuspam para o ar - ou mesmo para o chão - as grainhas das uvas passas.
BOM NATAL!!!
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