Estava sentada na sala de espera para a primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava pendurado na parede. Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei-me de um tipo alto e , que tinha o mesmo nome. Era da minha época de estudante, da 1ª classe ao 7º. ano liceal, há uns bons 40 anos atrás e eu interrogava- me: poderá ser o mesmo rapaz por quem eu me tinha apaixonado nessa longínqua época?
Quando entrei na sala de atendimento, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, com um rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velho para ter sido o meu amor secreto.
Depois de me ter examinado, perguntei-lhe se tinha sido aluno do Colégio João de Deus.
- Sim fui, respondeu-me.
- Quando se formou? Perguntei-lhe
- Em 1965. Porque me está a fazer estas perguntas? Retorquiu.
- Eh ... bem ... você era da minha turma, exclamei.
E então aquele velho horrível, sacana, cretino, filho de uma grandessíssima puta, perguntou-me:
- A Sra. era professora de quê?
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