
Naquele ambiente escuro,
vendo a tua bela face na penumbra,
apercebendo-me do teu corpo quente,
perto do meu,
a blusa de cetim,
brincando ao escorregar
e deixando mostrar parte dos teus segredos.
A nossa fala, arfando um ar quente e íntimo,
os nossos beijos, os nossos carinhos ...
Não há outro caminho,
a inspiração leva-nos para a louca ilusão,
para cada vez mais próximo da tensão
daquela sensação saborosa de enlouquecer,
desejando estar dentro de ti ...
Sim ... aquele clima, aquela sofreguidão
a sensação de explosão eminente,
da falta de ar de tanto nos apertarmos,
teve que ser contida, afinal a situação,
não era propícia para prosseguir e tudo concluir.
Mas hoje ... não vai ser possível,
vou apanhar-te a preceito,
vamos confundir-mo-nos no leito,
iremos chegar juntos de qualquer maneira ...
Podes ir preparando-te,
rasgando a agenda e fazendo alongamentos,
alimentação reforçada e meditação,
pois vamos brincar ao alpinista,
iremos ao cume da montanha e saltar lá de cima,
gozar até ficar sem ar ...
Aterrar no chão,
com aquela sensação de prazer com gosto,
de repetição e ... subir novamente,
até adormeceres com aquela cara contente,
de quem está feliz de estar presente
e ter ganho tanta energia de presente,
para compartilhar com alguém,
tão importante como tu és para mim.
(xistosa)
2 comentários:
Belas e originais palavras!
Na penumbra, no segredo cúmplice, a fusão dos corpos.
Cumps.
Nossa xistosa!
Lembrei-me de tantas coisas...
no primeiro momento, pensei em momentos meus de felicidade.
Logo depois lembrei-me de um professor de Lingua Portuguesa, pelo qual eu tenho grande admiração...
Quando eu ainda era criança ele me fazia viajar com seus textos e foi o primeiro a me incentivar a escrever.
Enquanto eu lia seu texto, imaginei aquela antiga sala de aula e aquele senhor barbado de olhos pequenos e óculos redondos lendo, delirando e nos fazendo delirar...
Obrigada por isso!
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