É encontrada em todo o Mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social.
O dia 2 de Abril, foi instituído como o Dia Mundial da Consciencialização sobre o Autismo.
Segundo os últimos dados científicos demonstram, o espectro do transtorno, de origem genético, o autismo, pode afectar até cerca de 0,7 % da população infantil, acrescentando que está a incrementar-se o diagnóstico desta deficiência que não é fácil de detectar nos primeiros sintomas.
O autismo, é "uma deficiência significativa de carácter crónico e é causado por uma multiplicidade de causas médicas que interferem no desenvolvimento e funcionamento normal do cérebro".
O autismo, que não tem rosto, pode afectar toda a família e é quatro vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres, sendo uma enfermidade complexa.
Necessita de uma educação adaptada, com uma orientação baseada nos direitos".
A reivindicação mais premente é "uma educação e tratamento personalizado", já que a maioria das pessoas com autismo não têm beneficiado, em quase todos os países, dos progressos científicos, médicos, educativos e sociais que surgiram nas últimas décadas.
Torna-se necessário prestar a estas pessoas com autismo, uma atenção específica e uma educação adaptada fazendo sobressair os seus direitos.
O autismo é um problema que se vai agravando dia a dia, em que há uma demora de cerca de 2 a 3 anos no seu diagnóstico, se é que chega a ser algum dia diagnosticado e há necessidade de criar serviços de atenção para os deficientes adultos.
Há também necessidade de se criarem actividades de formação e difusão dirigidas aos profissionais da saúde e como integrar socialmente os que padecem desta enfermidade.
É a integração social que preocupa as famílias.
Existem verdadeiros artistas, (deixo aqui um exemplo, do Filipe), que poderão deixar de ser um fardo para a sociedade, apesar do seu mundo não conseguir comunicar com o nosso.
Falta uma pequena ligação.
O rosto nem sempre é o espelho da alma, porque por vezes o cérebro torna-se cego e não reconhece as caras, mesmo as mais próximas.
Os serviços públicos pouco ou nada fazem por estas e outras deficiências que necessitam de ajuda.
Não haverá quem consiga aproveitar esta mão-de-obra especializada, ajudando a aliviar as famílias?
.

3 comentários:
O autismo é mesmo um problema...Não existe cura, nem um tratamento cem por cento feliz... Remédios que devem ser tomados sem interrupção...
Gostei do seu texto!
Beijos de luz e uma semana linda...
Mundo Azul
Haverá algum remédio?
O único é a família ombrear com tudo.
Muitos são artistas, mas perdem-se na voragem do viver depresssa.
Obrigada amiga, Mundo Azul.
Uma óptima semana.
Oi José Antonio,
Apesar de sempre escrever temas irônicos e humoristicos , mas todas as vezes de extrema base ciêntifica,e seriedade. Diga-se de passagem muito bem escritos , voce soube tratar com, muita delicadeza o tema sobre o autismo.
Isso mostra a grandeza de seu coração em ajudar e falar sobre a arte de Filipe.
Voce aqui mostrou que não importa o grau do autismo, mas a capacidade do portador de autismo,ter uma criatividade e se expressar pelas cores.
Te agradeço, por sua disposição e vontade de falar sobre este tema e sobre Filipe, apesar de fugir da tua escrita cotidiana.
Isso mostra a grandiosidade da sua escrita,que ultrapassa qualquer compreensão.
Valeu Zé!!!!!
Abraços com carinho.
Ray
Enviar um comentário