Tatuar ou perfurar o corpo são práticas tão antigas como o ser humano, recordam os antropólogos, para quem, tal arte, é uma forma de comunicação.
Surgiu há milhares de anos e vai continuar por outros milhares.
Crê-se que as suas origens remontam à África antiga, principalmente ao Egipto, por volta dos 2000 anos antes da construção das pirâmides.
Na América Latina, já se sabia que os Maias possuíam tatuagens, assim como os Aztecas e os Incas.
Os habitantes da Polinésia expandiram esta prática da tatuagem, por todo o sudeste da Ásia, bem assim como por todo o mundo, ao tatuarem os navegantes com que se cruzavam.
Mais a mais, além do seu uso artístico, as tatuagens também cumprem funções cosméticas e reconstrutivas, desde a maquilhagem permanente, (como, por exemplo, delineadores de olhos e lábios), até à camuflagem de cicatrizes desagradáveis à vista e a substituição da aréola em pacientes de mastectomia.
Falar de moda, é muito redutor.
Realizou-se, em Maio passado, a V Edição da Convenção de Tatuagens, em Amsterdão, (Holanda), onde se pôde assistir a uma mulher que realizava uma tatuagem.
Reservada durante séculos aos homens, esta ancestral forma de comunicação corporal, ligada, até não há muito tempo, a grupos marginais e a presidiários, marinheiros e prostitutas.
"Hoje é mais um artigo de consumo", afirmam os antropólogos, que conectam o seu auge actual com a cultura do culto ao corpo, "como uma obsessão pelo corporal, pelo físico".
Há também, no que se refere aos jovens, um desejo de transgressão, de "diferenciarem-se dos seus pais, que continuam a considerar a tatuagem como um estigma social".
Noutras épocas e noutras culturas, os valores associados à exibição de tatuagens eram completamente diferentes.
Há muitos anos, as pessoas que tinham tatuagens estavam mal integradas na sociedade e tinham um baixo nível intelectual.
Existia uma estreita relação entre a localização, o motivo, o número de tatuagens e a situação da pessoa.
Por exemplo:
- "uma rosa tatuada no antebraço era frequente nos alcoólicos; o número 13 sobre um M era a tatuagem dos consumidores habituais de marijuana; uma seringa apontada para uma veia dum braço, era muito comum nos heroinómanos; na tatuagem dos legionários, aparecia sempre a palavra "Mãe".
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2 comentários:
Ainda falta falar das tatuagens dos ex combatentes do ultramar com as insignias do pelotão ou a famosa frase "amor de mãe" ou os cincos pontos formando um quadrado com um dos pontos no meio que significa que ja esteve preso.
Vai continuar enquanto houver pele...
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