
Ontem à noite o ascensor do meu prédio parecia ter enlouquecido, uma actividade febril levava-o a subir e descer continuamente … os meus vizinhos regressavam das "férias" da semana papal, quando mandaram ás urtigas o dito cujo visitante.
Acabaram-se as animações nocturnas silenciosas e tranquilas, de novo os televisores estrondearam, o bater, quotidiano, violento das portas, devolveu-me à realidade.
O formigueiro recebe as suas formigas de sempre e despede as que estiveram em visita …
Hoje, segunda-feira, a partir das sete da manhã, sou despertado pelo barulho das canalizações mal calculadas, por técnicos incompetentes, pelo cheiro a café, o tráfego de automóveis, a rádio que dá a hora e os engarrafamentos habituais nas nossas ruas, avenidas, estradas e auto-estradas; e voltaram todos … ou quase todos … a vida continua na mesmice.

Novamente a pressa, os rostos cansados, a preocupação no ambiente, as críticas nos cafés e pastelarias, repõem-se os iogurtes nas prateleiras dos supermercados, soam estridentes as buzinas do automóveis conduzidos pelos stressados, voltará – temo que sim – a soar o telefone para me venderem serviços para um outro país qualquer, a vida continua no mesmo ramerrão.
Mas eu tenho a minha calma renovada, os meus silêncios encontrados.
Dois novos livros lidos, tudo o que escrevi, o que senti, o prazer de ter compartido o sossego, a paz, a luz destes novos dias desta nova Primavera.

Não me mexi do meu sítio – agora que finalmente o encontrei – e observei o que há em meu redor, paciente e detalhadamente, com calma demorada, perfilando cada contorno e cada sombra, olhando as mãos e o que já não contêm, sentindo a vida sossegadamente, só para mim …
Sinto-me moderadamente feliz, assim que – suponho – a vida continue igual.
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Acabaram-se as animações nocturnas silenciosas e tranquilas, de novo os televisores estrondearam, o bater, quotidiano, violento das portas, devolveu-me à realidade.
O formigueiro recebe as suas formigas de sempre e despede as que estiveram em visita …
Hoje, segunda-feira, a partir das sete da manhã, sou despertado pelo barulho das canalizações mal calculadas, por técnicos incompetentes, pelo cheiro a café, o tráfego de automóveis, a rádio que dá a hora e os engarrafamentos habituais nas nossas ruas, avenidas, estradas e auto-estradas; e voltaram todos … ou quase todos … a vida continua na mesmice.

Novamente a pressa, os rostos cansados, a preocupação no ambiente, as críticas nos cafés e pastelarias, repõem-se os iogurtes nas prateleiras dos supermercados, soam estridentes as buzinas do automóveis conduzidos pelos stressados, voltará – temo que sim – a soar o telefone para me venderem serviços para um outro país qualquer, a vida continua no mesmo ramerrão.
Mas eu tenho a minha calma renovada, os meus silêncios encontrados.
Dois novos livros lidos, tudo o que escrevi, o que senti, o prazer de ter compartido o sossego, a paz, a luz destes novos dias desta nova Primavera.

Não me mexi do meu sítio – agora que finalmente o encontrei – e observei o que há em meu redor, paciente e detalhadamente, com calma demorada, perfilando cada contorno e cada sombra, olhando as mãos e o que já não contêm, sentindo a vida sossegadamente, só para mim …
Sinto-me moderadamente feliz, assim que – suponho – a vida continue igual.
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4 comentários:
«Moderadamente» já não é mau, mas é muito português.
Sentes-te feliz, ponto.
beijo
A vida soma e segue, sem contemplações para connosco!
Tudo faz parte. As contemplações, essas, são a nossa parte!
Bjinhos
Por cá todas as semanas são santas e a felicidade é amêndoa.
thanks.
www.bestoffrm.com
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