O VIDEIRINHO

terça-feira, maio 11, 2010

EN(TERRA E CINZAS) ***

.


Bom, vamos clarificar alguns aspectos importantes do contencioso que ameaçou e continua a ameaçar a visibilidade na Europa.

Primeiro e à falta de que se pronuncie a vulcanologia, parece-me normal que entre em erupção um vulcão numa zona que se chama “Eyjafjallajokull”, que queremos?

Com este nome impronunciável, estamos a provocar a ira da mãe Terra.

Imagino-me o jornalista de serviço, no momento em que chega o fax ou e-mail com a notícia da erupção, tentando sair airosamente com a pronunciação.

O certo é que nunca vem por bem que um vulcão entre em erupção, apanha-nos sempre num mau momento.



E sejamos claro de uma vez por todas, o problema dos vulcões ,é que não podemos assacar as culpas a ninguém, da sua impertinência.

Porque, para só dar um exemplo, nas inundações na Madeira, consegue-se perfeitamente confinar os criminosos, porque nem só as mudanças climáticas invadem o Urbanismo.

E aqui entramos directamente na guerra dos “mass media” e dos medíocres da comunicação; depende de que “noticeiro” compres ou qual a emissora que vejas ou escutes, existe ou não a mudança climática.

Estaremos de acordo uns com os outros, mas o mais importante e inegável é que há debate.



Por outro lado, tirando a castiça regra de três simples e envolto por dois ou três finos (imperiais) a mais, podes culpar o teu irmão político de qualquer seca, praga de chatos ou de gafanhotos.

O tema vulcânico não nos dá opção na contenda, é uma mera aleatória circunstância que depende, exclusivamente, do que lhe dá na real gana de vomitar lava pela boca, na montanha.

Ocorre exactamente o mesmo com os terramotos, que em princípio, não se podem relacionar com uma força humana.

É exactamente o mesmo que tentar esquadrinhar uma correlação entre o acelerador de partículas (instalado no C.E.R.N.) e os últimos sismos e erupções.



Não seria excessivo?

Essa máquina, um símbolo do orgulho humano, que gera tanto buraco negro e muita energia, certamente que passar-nos-á o pedágio.

Deixo-o no ar e “vocelências” tomem partido!

Passem um bom dia, com ou sem cinzas e sangue (Cendres et sang).

Se a tecnologia não falhar, com ou sem as ditas cinzas nas engrenagens, a parte que me diz respeito está feita e isto será publicado algures no INSÉTE, como um início de um novo amor, ou quem sabe, como que um urso saindo da sua hibernação.

*** "Terra e Cinzas" livro sobre a guerra de Atiq Rahimi

.

Sem comentários: