Caminhas só pelas ruas de uma cidade que não conheces, que não é a tua e no entanto não encontras nenhuma diferença: sentes os mesmos edifícios, as mesmas luzes, os mesmos táxis.
Os transeuntes também têm unhas, cotovelos e joelhos e até ossos por dentro.
E movem-se.
Respiram.
Alguns beijam-se.
Ou bebem água, ou cerveja, ou café nas esplanadas.
Ou falam ainda que tu não entendas patavina do que dizem.
Continuas a caminhar rua abaixo, como a água e os teus passos levam-te até uma praça com um monumento de aspecto antigo.
Aproximas-te e olha-lo só porque os demais também o olham.
Todos tiram fotos menos tu.
Todos querem recordar menos tu.
Todos confiam no bem que envelhecerá o seu presente.
Valentes ou ingénuos todos.
Menos tu.
Diversos guias turísticos explicam aos seus respectivos grupos os porquês do monumento.
Um deles leva um distintivo do teu mesmo país.
Acercas-te e saúdas, mas ninguém te parece conhecer.
Nem sequer a guia.
Para que servem então as bandeiras?
E ainda que falem no teu mesmo idioma não entendes nada.
Fazem parte do teu país, mas não são o teu mundo.
Então aí te dás conta do lugar que ocupas.
Turista sem pátria.
Os transeuntes também têm unhas, cotovelos e joelhos e até ossos por dentro.
E movem-se.
Respiram.
Alguns beijam-se.
Ou bebem água, ou cerveja, ou café nas esplanadas.
Ou falam ainda que tu não entendas patavina do que dizem.
Continuas a caminhar rua abaixo, como a água e os teus passos levam-te até uma praça com um monumento de aspecto antigo.
Aproximas-te e olha-lo só porque os demais também o olham.
Todos tiram fotos menos tu.
Todos querem recordar menos tu.
Todos confiam no bem que envelhecerá o seu presente.
Valentes ou ingénuos todos.
Menos tu.
Diversos guias turísticos explicam aos seus respectivos grupos os porquês do monumento.
Um deles leva um distintivo do teu mesmo país.
Acercas-te e saúdas, mas ninguém te parece conhecer.
Nem sequer a guia.
Para que servem então as bandeiras?
E ainda que falem no teu mesmo idioma não entendes nada.
Fazem parte do teu país, mas não são o teu mundo.
Então aí te dás conta do lugar que ocupas.
Turista sem pátria.
.


3 comentários:
Portugal também tem um parque sexual, o parque Eduardo VII.
... só que as estátuas estão vivas.
Táxi Pluvioso
Muito mais excitante.
Foi aí ou ali que o Portas se notabilizou...
Enviar um comentário