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“Como é que ele me vê?”, interrogou-se.
Levantou-se e colocou um longo espelho junto à janela.
Pô-lo de pé, apoiando-o numa cadeira.
Depois, olhando-o, sentou-se em frente a ele, sobre o tapete, e abriu lentamente as pernas.
A visão era encantadora.”
Anäis Niu
“Como é que ele me vê?”, interrogou-se.
Levantou-se e colocou um longo espelho junto à janela.
Pô-lo de pé, apoiando-o numa cadeira.
Depois, olhando-o, sentou-se em frente a ele, sobre o tapete, e abriu lentamente as pernas.
A visão era encantadora.”
Anäis Niu
Surpreendia-se a cada instante, perdido nelas.
As pupilas dilatadas, os olhos sem pestanejar.
As mãos que não tremiam, sempre suaves ao tacto.
Os dentinhos, deliciosamente dolorosos na pele e os lábios carnosos ao redor destes.
A saliva líquida no pequeno hematoma.
Não deixava de pensar na calidez e no sabor daquela saliva na sua pele.
O abraço terno, a negativa, a recordação de umas calcinhas muito molhadas e ele sonhando com o cheiro desse mel.
O tremor de sua voz e os ofegos, gemidos que queriam dizer “não”.
A silhueta semidesnuda ao sol.
As ancas como ondas, a cintura estreita, as coxas de deusa.
Um traseiro de potra e as pernas fortes de andar em saltos altos.
O cabelo nos olhos, os lábios vermelhos, o aroma a mulher.
Toda ela era um símbolo de tortura.
A cada palavra doíam-lhe as têmporas.
Cada roçar sentia-o na virilha.
Somente poderia desfazer-se do suplício se lhe tirasse a vida e assim o fez.
Um dia, já louco de fúria, pegou-a por um braço e apertou-lho com força.
Reteve-a com os seus braços de titã e subjugou-a até que ela não se pudesse mover.
Assim, reduzida a nada, apertou os seus lábios contra os dela e beijou-a pela primeira e última vez, enquanto fechava os seus dedos longos em torno do pescoço de cerva.
Ela retorceu-se com todas as forças e ele cravou os dentes nos seus lábios até fazê-los sangrar.
Os gritos foram-se extinguido e convertendo em ofegos guturais, até que o som de ossos a quebrar e o peso dela nos seus braços, confirmaram-lhe que estava morta.
Quando a depositou no solo é que deu conta de que tinha ejaculado e continuava muito excitado.
Rasgou-lhe o vestido e manuseou entre as coxas dela, ainda quentes.
Estava húmida.
Penetrou-a com fúria até não poder mais e teve outro orgasmo.
Deixou cair o peso do seu corpo sobre o cadáver da mulher que amava e que acabava de assassinar.
Começou a soluçar como uma criança e por fim compreendeu que há amores que morrem e há amores que matam.
(… e com esta ideia rondando
a sua fronte masturbou-se alegremente, e ao conseguir o seu terceiro orgasmo,
fechou os olhos e deixou que a morte o viesse procurar para se encontrar com
sua amada no além…)




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