O VIDEIRINHO

quinta-feira, setembro 01, 2016

EXALTAÇÃO

O magnânimo relacionamento entre os  recantos de uma poética vagina e o seu amante eterno.
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Ali, onde nascem os suspiros, onde se alcançam os melhores estertores de amor… ali chega essa língua de fogo a queimar entranhas, a revolver sensações. 
Os lábios estão adormecidos, calados, mas a língua de fogo organizou uma festa de ronronados. 
Não fechou os olhos e terminou vendo constelações que ninguém tinha descoberto quando a sua língua serviu de luneta. 
Mas a língua de fogo não vem só ao encontro. 
Trás os seus amigos os malvados dentes e os lábios suaves e até dez dedos subversivos que não respeitam fronteiras nem portas cerradas. 
E começam a dançar os lábios… os seis, entre todos. 

 

Acresce a língua de fogo para esquentar e aquecer o ambiente. 
Um dedo é adicionado, entra o segundo no “círculo fechado” de amigos… um terceiro. 
E escuta-se um grito que não pode ser outro que G que se emocionou. 
Tensa-se o abdómen, as coxas. 
Fecham-se as nádegas, apertam-se os dedos de pés e mãos. 
Tudo começa a tremer, a estoirar. 
Os lábios embriagam-se, os dedos afogam-se em néctares, a língua consome-se na erupção que provocou. 
Mas o festim não se acaba, só agora é que está a começar…
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