O VIDEIRINHO

sábado, setembro 10, 2016

ERUPÇÔES DE FOGO

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Ali onde nascem os suspiros, onde se colhem os melhores estertores de amor… ali chega essa língua de fogo a queimar entranhas, a revolver sensações.

Os lábios estavam dormentes, calados, mas a língua de fogo armou uma festa de ronronados. 
Não fechou os olhos e terminou a ver constelações que ninguém descobre quando a língua serviu de luneta. 
Mas a língua de fogo não vem sozinha ao encontro. 
Trás os seus amigos, os malvados dentes e os lábios suaves e até dez dedos revoltosos que não respeitam fronteiras nem portas fechadas. 


E começam a dançar os lábios… os seis entre todos. 
Soma-se a língua de fogo para alentar e aquecer o ambiente. 
Adiciona-se um dedo, entra o segundo no círculo apertado de amigos… um terceiro. 
E escuta-se um grito que não pode ser outro que G que se emocionou. 
Retesam-se o abdómen, as coxas.   
Fecham-se as nádegas, apertam-se os dedos de pés e mãos. 
Tudo começa a tremer, a explodir. 
E os lábios embriagam-se, os dedos afogam-se em sucos, a língua consome-se na erupção que provocou. 
Mas a festa não acaba aqui, só está a começar…
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