O VIDEIRINHO

sexta-feira, janeiro 15, 2010

- O destino é uma realidade real !

SAÚDE FINANCEIRA

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Está intimamente ligada à invisível recuperação, segundo dizem os que lhe seguem a pista, o êxito da lei da economia sustentável.

Lastimável que os seus argumentos não possam sustentar-se em pé.

Caem pela sua própria base, que é o “bando” de pessoas sem trabalho, nem esperança de o encontrar.

Quando começará de verdade a recuperação?

Aqueles que têm uma vista de lince, ao ponto de divisarem para além dos seus gabinetes de descanso, digo trabalho, discordam energicamente sobre o ansiado final.

Se pertencem ao partido do governo crêem que está iminente, mas para os que militam nas fileiras da oposição estão convencidos de que isso não será possível até que caiam os outros.


Temos que estar atentos aos sintomas da saúde financeira.

Mais vale prevenir do que lamentar.

O primeiro sinal de recuperação é que se tenha reduzido a morosidade.

Claro que não se sabe se devemos obrigar quem não tem dinheiro, a pagar as suas dívidas, ou os que aspiram cobrá-las, terem que continuar a contratar “cobradores de fraque”.

Que fiquem sem trabalho estes tenazes e enlutados personagens pode contribuir para incrementar as filas do desemprego.



O segredo de uma economia que funcione é averiguar a quantidade exacta que se deve pagar a qualquer trabalhador para que continue a fazer a sua tarefa sem desfalecer.

Por vezes cometem-se erros no cálculo de resistências, já que os trabalhadores não são flexíveis e “quebram” ao dobrarem-se.

Quando isto ocorre, fazem um barulho muito desagradável, mas o pior é que não há maneira de cumprir os requisitos do Pacto de estabilidade.

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quinta-feira, janeiro 14, 2010

- Por que é que nos diálogos platónicos, se alguém pensa por todos, é nada mais que Sócrates.
Nada menos que Sócrates e nada mais ... que o divino Platão ? (Juan de Mairena)

PÚDICAS

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Não gosto disso.

Nunca o fiz.

Não me apetece …

Sucintas expressões deste tipo são as que escutamos a mulheres que inclusivamente, querendo resolver o seu problema ou o seu conflito sexual com o seu parceiro, não podem evitar sentir-se tensas ao enlaçarem-se com a sua intimidade, falando das suas sensações e sentimentos sexuais.

São mulheres que gostam do sexo mas com moderação, desde logo, nada tendo a ver com a obsessão sexual que costuma ver no seu parceiro e praticamente em qualquer homem.

Passam bem com as carícias, inclusive com o coito, se não for demasiado rápido na penetração também o apreciam.

A maioria nunca experimentou um orgasmo, algumas, nalguma ocasião, inclusivamente recordam tê-lo tido durante uma relação sexual, supostamente coital.

E é que qualquer forma de estimulação genital que não seja o coito vaginal, ocasiona uma sensação de incomodidade, um mal-estar que se traduz numa repulsa que tendem a explicar e a explicar-se que isso a mim não gosto, não me apetece e dá-me nojo.



Boa parte das mulheres são vítimas de uma educação “sexofóbica”, estruturada sobre a culpa frente ao prazer.

A sua vida sexual foi cunhada ou moldada por um, não escolhido, padrão de receio ou apreensão frente a tudo aquilo que suscite desejo e prazer sexual.

O tradicional recato feminino é a expressão que plasma por excelência essa “visão cósmica” que situa a mulher no papel de abnegada e boa mãe, entendido como consequência de um recato sexual, o mesmo é dizer, o seu discreto interesse pelo prazer sexual.

Interesse que não vai além do imprescindível e se entende ligado à possibilidade de reprodução.

Entre as mais jovens, se bem que a identificação com a abnegação e a maternidade não aparece em primeiro plano, o travão ao prazer sexual é percebido como “algo físico”, como que naturalmente “ a mim há coisas que não vão bem”, não sendo nada, a mim não me apetece …

O conflito costuma enfocar-se no casal de múltiplas formas, desde a ausência, praticamente completa do desejo dela; a disparidade de desejos entre ela e ele – ele que sempre tem vontade e ela não … -; a falta de orgasmo dela.


Gustav Klimt, Danae (1907-08)


E tudo isto pode aparecer combinado com a disfunção sexual nele, sendo que a mais frequente, é a ejaculação precoce.

De tal forma que é habitual que, a maior preocupação dele seja a rapidez da ejaculação.

Isto carece de médico.

Normalmente exacerba-se e acentua-se na medida em que se vem sentindo preocupado com a incapacidade de fazer a parceira desfrutar do sexo, dado que ejacula antes que ela chegue ao orgasmo e se trata de masturbá-la manual ou oralmente, isso não lhe dá prazer e não gosta que o tente.

A ablação funcional do clítoris que estas mulheres experimentam, exclui-as da possibilidade do desfrute sexual até ao orgasmo na maioria das ocasiões.

Ou desde sempre, nos casos de anorgasmia primária.

O clítoris é o órgão com mais terminações nervosas dos genitais femininos, superando em 3 ou 4 vezes a densidade de receptores sensoriais da glande do pénis masculino.

Tal capacidade de percepção sensorial não é casual.



Na maioria das mulheres, só se o clítoris é estimulado directa ou indirectamente, podem alcançar o suficiente grau de activação fisiológica para chegar a orgasmar.

A instrução das jovens no ancestral recato, actua pois, como uma prática de amputação mental do clítoris, que inoperante, se vê excluído da vida da mulher, que não é consciente da sua castração funcional.

Para estas mulheres só o facto de verem os seus genitais com um espelho pode resultar num facto extremamente incómodo.

A chave da solução é sempre a mesma, a autêntica disposição por arriscar-se, atrever-se a enfrentar esses medos, percebidos como o medo aos seus próprios genitais, é o caminho que com orientação dum profissional lhes facilita descobrir o prazer genital oculto: a vista, o tacto e, em suma, é posta em jogo quando se deseja.

Quando descobre as possibilidades desse órgão minúsculo e recôndito, a mulher – e o parceiro, supostamente – surpreende-se, de como tomar as rédeas do prazer, pode supor uma drástica mudança na sua qualidade de vida.



Para tua introspecção:


- Reconheces-te aspectos de recato em ti mesma?

– Como te sentes contemplando os teus próprios genitais num espelho?

– Tens um sentimento de partilha ou ter compartilhado a intimidade sexual com uma mulher recatada?

– Se é assim, como sobrelevas esta situação?

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quarta-feira, janeiro 13, 2010

- Metade da beleza depende da paisagem e a outra metade do homem !

INSTRUÇÕES DE UM RELÓGIO

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Por vezes faço questão de sair de casa sem ele.

Sinto-me mais livre, mais dono do meu tempo, embora não me descure dos compromissos com hora marcada.

Chego aos lugares orientando-me por uma espécie de relógio interior que, por não ter marca famosa, não desperta a cobiça de ninguém.

Pensa nisto: quando te oferecem um rel
ógio, oferecem-te um pequeno inferno florido, uma coroa de rosas, um cárcere ao ar livre.

Não te dão somente um relógio, para q
ue o utilizes muito feliz e espero que dure porque é de uma boa marca, suíço com âncora de rubis; não te oferecem somente esse pequeno canteiro (pedreiro) que colocas no pulso e passearás contigo.

Oferecem-te – não o sabem, o terrível é que não o sabem -, presenteiam-te um novo pedaço frágil e precário de ti mesmo, algo que é
teu, mas não é o teu corpo, que tens de o sujeitar ao teu corpo com uma correia, como um braço desesperado desprendendo-se do teu pulso.


Presenteiam-te a necessidade de dar-lhe corda para que continue a ser um relógio; oferecem-te a obsessão de chegares à hora exacta ás montras das joalharias/relojoarias, num qualquer anúncio pela rádio ou serviço telefónico.

Presenteiam-te o medo de perdê-lo, de que to roubem, de que te caia ao chão e avarie.

Oferece
m-te a sua marca e a segurança que é uma marca melhor do que as outras, oferecem-te a tendência a comparares o teu relógio com os demais relógios.

Não te pres
enteiam um relógio, tu és o presenteado, a ti oferecem-to para os anos do relógio.

Ali ao fundo está a morte, mas não tenhas medo.

Segura o relógio com uma mão, com a outra, segura entre o polegar e indicador a coroa, puxa-a para fora suavemente e roda-a.


Agora abre-se outro prazo, as árvores deixam cair as suas folhas, os barcos remansam em regatas, o tempo como um leque vai-se enchendo de si mesmo e dele brotam o ar, as brisas da terra, a sombra de uma mulher, o perfume do pão.

Que mais queres, que mais queres?

Áta-o ao teu pulso, deixa-o bater em liberdade, imita-o anelante.

O medo oxida as âncoras, cada coisa que pode alcançar-se e foi olvidada vai corroendo as veias do relógio, gangrenando o fr
io sangue dos seus pequenos rubis.

E além ao fundo está a morte, se não corrermos e chegarm
os antes e compreendemos que já não importa.

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terça-feira, janeiro 12, 2010

- Não é necessário ser anti-homem para ser pró-mulher !

SALÁRIO MÍNIMO

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O que menos entende o mar é a chuva.

Isso de que chove sobre o molhado é outro erro da mãe natureza, que continua a ter gostos contranatura.

Subiu o nível dos pântanos, mas também subiu o preço da luz, sendo que o gás, as viagens, os selos, os transportes, ficam na fila …

Ano novo, a mesma vida, só que um pouco mais cara.

Unicamente o que baixou e bastante, foi a moral colectiva, mas como está mais baixo o nível do mar, não se molha.

A bagunça perceptiva da data exige uma violência maior e neste ano de desgraça prodigalizaram-se as rixas.

A colheita das vinhas da ira foi maior que em anos anteriores porque houve mais gente
a divertir-se que não se esqueceu de levar a navalha, mas queria falar de indemnizações.



Não é da linhagem dos milagres que um povo com quase seiscentos mil desempregados se ponha tão contente, ainda que só seja durante umas horas?

Não se sabe se o seu júbilo procede de que se inteiraram todos, de repente, da conduta da Euribor, ou do possível entendimento do PS com o PSD para a gamela de todos os porcos.

Todos?

Sim, que até ontem, as leis não abrangiam todos, eram em unidose.

Havia e
há sempre excepções, mas que sejam imperceptíveis a partir de agora e que a justiça abranja mesmo os mais altos.

Abunda a correspondência entre “eles” numa salutar partilha de tudo, inclusive das migalhas, já que o partido ganhador das eleições tende a considerar os adversários como uma variedade de “pretos de África”.


Tirada DAQUI


Só quero que o Inverno regresse para refugiar-se nos seus quartéis de inverno.

Gosto de ver um mar azulíssimo que me compensa do esforço de me levantar todas as manhãs, ainda que seja tarde.

Inclusive mais que outros, que têm de mostrar-se muito agradecidos porque lhe aumentaram o salário mínimo em menos de 85 cêntimos, por dia.

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segunda-feira, janeiro 11, 2010

- Posso não concordar com o que dizes, mas lutarei até morrer, para que o possas fazer sempre !

SEM SOPA

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As agonias prolongadas não exigem a extrema unção.

Homem doente, homem eterno, não sei quem o disse mentirosamente, porque todos sabemos que nos aguarda o mesmo final, inclusive os que gozaram de uma saúde magnífica e logram morrer com um aspecto saudável.

O que importa é o entretanto.

O ministro Vieira da Silva, que trocou o Trabalho pelo descanso, digo pela nossa, teoricamente, tão maltratada Economia viu o “seu” Código Contributivo ser rasgado pelas oposições.

Outro derrotado foi Teixeira dos Santos, o homem das mãos na massa, digo, Finanças.

Não se ouve falar das pensões.

A lei do mais forte, digo da Economia e Finanças, inclui medidas que as empresas pedem e que os trabalhadores jamais pediram.



Trata-se, trocando por miúdos e, para nos entendermos, de que os assalariados, aos quais o salário já não pode “dar mais de si”, continuem a dar um bom exemplo.

Tem que se reformar as pensões, já que reformar as caixas é muito trabalhoso e reformar os bancos, uma tarefa impossível.

Temos que entender que os impostos se descarregam preferencialmente sobre os pobres que são muitos mais.

Os tributos e os ónus devem recair sobre eles; foi o que disse Churchill, que há gente que nem se preocupa que lhe subam ou baixem os impostos porque arranjam sempre maneira de não pagar népia.



A OCDE recomendou que Portugal protele a subida de impostos até ao ano de 2011.

O organismo melhorou as suas previsões já que não lhe é possível melhorar o passado.

Confirma que a economia portuguesa continuará encosta abaixo no seu carril, já que se despencou da sua recuperação global.

Assim, o que os pensionistas têm de fazer, em vez de irem ás compras, é ouvirem e lerem atentamente as declarações dos nossos governantes.

Ler para crer e para ter boas e crédulas digestões.

Ou clicarem AQUI.

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domingo, janeiro 10, 2010

- O homem torto não pode pensar recto !

(Kahlil Gibran, 1883-1931) - Gibran / Jibran - Khalil ou Kahlil, nome árabe Jubrãn Khalil Jubrãn, dum poeta, romancista e filósofo ensaísta. Nasceu no Líbano, mas viveu a maior parte da vida nos EUA)

O CRIMINOSO VOLTA AO LOCAL DO CRIME. SERÁ ???

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CASAL MCCANN PEDE DESTRUIÇÃO TOTAL DE LIVROS



Foto do JN de 10.01.10


O regresso da INQUISIÇÃO


ou


do nazismo???


Verguemo-nos pois, todos, ao poderio do poder político inglês
. (é propositada a redundância).

Há uma pergunta que me assalta avassaladoramente há imenso tempo:

Alguma vez este "amável" e "simpático" casal provou ou fez qualquer diligência para provar a sua inocência?

Quando, onde, a quem e a que entidades?

Para serem inquiridos, foram-se de Portugal, mas agora numa tenaz perseguição política, de políticos ingleses e a cobarde cobertura do nosso governo, regressam para assistir ao "Auto de Fé".

Abençoados os "cândidos" portugueses ...

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sexta-feira, janeiro 08, 2010

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A Assembleia da República aprovou, esta sexta-feira, a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

A aprovação aconteceu com os votos a favor do PS, Bloco, PCP e PEV e os votos contra de PSD, PP e duas deputadas do PS (Rosário Carneiro e Teresa Venda, ambas independentes do do Movimento Humanismo e Democracia eleitas pelo PS).

Houve ainda a abstenção de sete deputados do PSD.

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- Um Deus existente, dizia um velho professor meu, seria algo terrível.
Que Deus nos livre dele !

MISTIFÓRIOS

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Tirada daqui



Políticos, banqueiros, empresários, sucateiros e outros mixordeiros, são os donos desta quinta chamada “Portugal”, onde sobre a bênção d’il capo Sócrates, continuam a multiplicar-se os delinquentes económicos, que incluso os mais inexperientes detectives, têm que descobrir alguns.

Não mandam para a lavandaria as suas luvas brancas e continuam a conservar as impressões digitais.

Por isso continua-se a descobrir onde meteram a mão.

Não é necessária uma sagacidade especial para detê-los: há-os em tão grande abundância e alentados que o mais difícil é entrarmos em qualquer local e não tropeçarmos com vários.

O “Face oculta” é só um exemplo.

Se puxarmos pela ponta da meada, não só vem o novelo, como também a manta que o cobria, mas se olharmos bem para debaixo das cadeiras, com o consequente perigo de nos escalavrarmos, ao que se expõem os investigadores, é a sofrer uma longa e duradoura vertigem.



Talvez os senhores, Pinto Monteiro e Noronha Rodrigues, devessem temporalmente apaziguar as discussões à conta dos pseudocriminosos (foram ouvidos, foram investigados, foram apanhados, mas afinal ... - na prática - não foram nada disto. Quais os juízes que os julgam e condenam?
"E tu Margarida não chores que esta vida são dois dias" ...
Quem é o criminoso que insinua que há criminosos no nosso país, para além duns “pilha-galinhaszécos”?).

O orçamento não gosta de crimes destes, nem quem o elaborou.

Supõe-se que também eles imaginam como seriam se o latrocínio não se tivesse convertido numa das nossas tradições.

É muito fácil dizer que o desabamento das receitas fiscais e o aumento do gasto público converteram-se “nos piores da democracia”.



Não se sabe se um dia não sentiremos nostalgia desta contabilidade.

Quando chega a escassez total, recorda-se a penúria.

Provavelmente estamos a perder muito tempo em investigar noutros locais e concentramo-nos na rede “Face oculta” que continua a facturar em grande e está claro que não convém, nem pescar nos pântanos ou nas chafurdices.

Porque não se prova noutros pesqueiros?

Todo o mundo prefere o peixe fresco ao putrefacto, mas é necessário embarcarmos para o capturar.

Ainda que tenhamos de dar por perdidos os peixes grandes e gordos.

Há leis que os protegem.

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quinta-feira, janeiro 07, 2010

- Dizia um mestre meu que desejava morrer sem chamar a atenção de ninguém; que sua morte passasse completamente despercebida.
Uma retirada estratégica – acrescentava aquele bom farsante – não se deve fazer aplaudir !

“SEM TADINHO”

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Em épocas já um tanto ou quanto demasiado remotas, nós, os portugueses, tivemos a fama dos campeões da indignação, sempre que estávamos de gatas ou sentados.

Nada como uns valentes anos com um tipo de voz fininha que se encolerizava na hora da sobremesa.

Tinha uma solução para todos os problemas, incluso para os que não o afectavam e não contente com isso, gritava baixinho muito, para divulgar gratuitamente, ou à força, pela matilha que o seguia, os seus remédios.

Naqueles cafetins, de divãs de peluche vermelho e mesas quadradas onde o mármore procedia de indiferenciadas lápides, os estrategas amadores propagavam as suas convicções na mesma medida que pediam mais bicarbonato.

Eram outros tempos.


A célebre cólera do português sentado, que se atenua muito quando se põe de pé é algo diferente da ira ou da raiva.

Aproxima-se mais à ira, e é verdade que as suas consequências costumam ser mais gravosas que as suas causas.

Os antigos gregos diziam que quando nos acomete esse perturbador estado de ânimo o melhor é calarmo-nos ou recitar com a boca fechada o abecedário.
Até que passe, se é que passa.

Se não se é analfabeto.

Até que decorram estas datas que antecipam o Natal o descontentamento vai estar represado.

Tirada daqui


Conjectura-se que a sua explosão seja para lá do fim do ano, quando unicamente tenham folhas as “Plantas de Natal”, mas para o caso é que os portugueses continuam sentados.

Uns como outros, continuamos ostentando um recorde de ancoragem no sofá, incluídos os que não têm sofá.

A crise fez disparar o número de espectadores de televisão e as estatísticas, sempre incertas, mesmo quando são verdadeiras, asseguram que cada um de nós passa cerca de quatro horas frente ao pequeno ecrã, que é suficientemente grande para que caiba nele a nossa ração de esquecimento ou a nossa capacidade de nos evadirmos.

O pior será pormo-nos de pé e não conseguir compreender porque nos enganaram tanto.

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quarta-feira, janeiro 06, 2010

-Todas as noites, e em sonhos, vou para o motel, mas volto sempre ao amanhecer ...

ESCAPATÓRIA

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Como já foi abordado por aqui, penso eu, quais serão as tuas motivações para “transar” ou copular?

O sexo pode realizar-se com a finalidade de cumprir distintas obrigações e nem sempre são estas a procriação e o prazer.

De facto, o mesmo pode ocorrer com a comida ou a televisão, por exemplo, havendo pessoas que utilizam o sexo para se refugiarem das “porcas misérias” da sua vida diária, ou para se evadirem dos seus problemas. J

á se comprovou que o ser humano tem uma imensa capacidade para evadir-se.

Ainda que isto possa cumprir uma função positiva em situações ameaçadoras, também tendem a conduzir a sérias complicações, paradoxalmente.

A evasão cumpre a função de actuar como mecanismo de defesa.

Apresenta-se quando uma pessoa sente algum tipo de conflito (angústia, temor, culpabilidade …) com respeito a uma determinada situação e actua como se esse conflito não existisse.

É um paradoxo que permite à pessoa continuar com a sua vida sem ter que administrar a situação conflituosa.

Inconscientemente, crê que ao ignorá-la não tem necessidade de enfrentá-la.

A forma mais comum de evasão é mediante o consumo de drogas.



Não obstante, não é a única maneira.

Há alturas em que a pessoa consegue evadir-se sem necessidade de qualquer substância química.

Há indivíduos que desenvolveram a habilidade para se desligarem da sua realidade vendo televisão, navegando pela Internet, comendo … e sim, também, praticando sexo.

Pode-se dizer que para este tipo de pessoas é irrelevante com quem têm relações sexuais.

O importante é ter oportunidade de evadir-se e esquecer-se da sua quotidiana realidade.

Por isso, quanto mais inculpada é a necessidade de evasão, maior será a compulsão para o sexo.

Neste sentido, o sexo pode compreender uma imensa variedade de práticas.

Pode tratar-se, por exemplo, de actividade de masturbação.

No entanto, pode envolver outra ou outras pessoas ...

Obviamente, na medida em que esta situação se repete, o grau do problema é maior.

Geralmente o paciente – é mais comum em homens do que em mulheres – procura uma relação extramarital ou interessa-se por visitar prostitutas, para dar um par de exemplos.



Cria uma espécie de vida dupla, que lhe permite alhear-se dos conflitos da sua vida quotidiana e das frustrações da sua existência.

O grande paradoxo, não obstante, é que se a princípio a pessoa actua para se iludir ao enfrentar uma situação problemática, ao não fazer-lhe frente, unicamente o que consegue é complicar a sua vida ainda mais.

Recorde-se que a omissão é uma acção passiva e tem consequências.

Podem até aparecer situações de sofrimento extremo devido à tendência de se evadir e esconder os problemas.

Certas ocasiões, quando voltam à realidade – para pô-lo deste modo – deparam-se que agora os seus problemas são maiores e que têm de sufragar os danos ocasionados pela sua tendência à evasão.

Acabam entendendo que a evasão não representa nenhuma solução real.

Dão-se, então, conta da necessidade de modificar o uso que fizeram do sexo.



Para tua introspecção:

- Alguma vez usaste o sexo para te refugiares dos problemas?

– Podes imaginar que o sexo se converta numa espécie de droga?

– Conheces alguém que o faça?

– Qual a tua experiência sobre isto?




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terça-feira, janeiro 05, 2010

- O efeito corrosivo da corrupção não provém tanto de haver um grande corrupto, mas de haver muitos pequenos corruptos !!!