O VIDEIRINHO

segunda-feira, janeiro 11, 2010

SEM SOPA

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As agonias prolongadas não exigem a extrema unção.

Homem doente, homem eterno, não sei quem o disse mentirosamente, porque todos sabemos que nos aguarda o mesmo final, inclusive os que gozaram de uma saúde magnífica e logram morrer com um aspecto saudável.

O que importa é o entretanto.

O ministro Vieira da Silva, que trocou o Trabalho pelo descanso, digo pela nossa, teoricamente, tão maltratada Economia viu o “seu” Código Contributivo ser rasgado pelas oposições.

Outro derrotado foi Teixeira dos Santos, o homem das mãos na massa, digo, Finanças.

Não se ouve falar das pensões.

A lei do mais forte, digo da Economia e Finanças, inclui medidas que as empresas pedem e que os trabalhadores jamais pediram.



Trata-se, trocando por miúdos e, para nos entendermos, de que os assalariados, aos quais o salário já não pode “dar mais de si”, continuem a dar um bom exemplo.

Tem que se reformar as pensões, já que reformar as caixas é muito trabalhoso e reformar os bancos, uma tarefa impossível.

Temos que entender que os impostos se descarregam preferencialmente sobre os pobres que são muitos mais.

Os tributos e os ónus devem recair sobre eles; foi o que disse Churchill, que há gente que nem se preocupa que lhe subam ou baixem os impostos porque arranjam sempre maneira de não pagar népia.



A OCDE recomendou que Portugal protele a subida de impostos até ao ano de 2011.

O organismo melhorou as suas previsões já que não lhe é possível melhorar o passado.

Confirma que a economia portuguesa continuará encosta abaixo no seu carril, já que se despencou da sua recuperação global.

Assim, o que os pensionistas têm de fazer, em vez de irem ás compras, é ouvirem e lerem atentamente as declarações dos nossos governantes.

Ler para crer e para ter boas e crédulas digestões.

Ou clicarem AQUI.

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