O VIDEIRINHO

terça-feira, janeiro 12, 2010

SALÁRIO MÍNIMO

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O que menos entende o mar é a chuva.

Isso de que chove sobre o molhado é outro erro da mãe natureza, que continua a ter gostos contranatura.

Subiu o nível dos pântanos, mas também subiu o preço da luz, sendo que o gás, as viagens, os selos, os transportes, ficam na fila …

Ano novo, a mesma vida, só que um pouco mais cara.

Unicamente o que baixou e bastante, foi a moral colectiva, mas como está mais baixo o nível do mar, não se molha.

A bagunça perceptiva da data exige uma violência maior e neste ano de desgraça prodigalizaram-se as rixas.

A colheita das vinhas da ira foi maior que em anos anteriores porque houve mais gente
a divertir-se que não se esqueceu de levar a navalha, mas queria falar de indemnizações.



Não é da linhagem dos milagres que um povo com quase seiscentos mil desempregados se ponha tão contente, ainda que só seja durante umas horas?

Não se sabe se o seu júbilo procede de que se inteiraram todos, de repente, da conduta da Euribor, ou do possível entendimento do PS com o PSD para a gamela de todos os porcos.

Todos?

Sim, que até ontem, as leis não abrangiam todos, eram em unidose.

Havia e
há sempre excepções, mas que sejam imperceptíveis a partir de agora e que a justiça abranja mesmo os mais altos.

Abunda a correspondência entre “eles” numa salutar partilha de tudo, inclusive das migalhas, já que o partido ganhador das eleições tende a considerar os adversários como uma variedade de “pretos de África”.


Tirada DAQUI


Só quero que o Inverno regresse para refugiar-se nos seus quartéis de inverno.

Gosto de ver um mar azulíssimo que me compensa do esforço de me levantar todas as manhãs, ainda que seja tarde.

Inclusive mais que outros, que têm de mostrar-se muito agradecidos porque lhe aumentaram o salário mínimo em menos de 85 cêntimos, por dia.

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