O VIDEIRINHO

terça-feira, fevereiro 12, 2008

ACREDITE SE QUISER





Victor Lustig, um golpista austríaco leu num jornal, em 1925, que a Câmara de Paris estava com dificuldades financeiras para manter a conservação da Torre Eiffel.

Foi o que lhe bastou para armar o golpe.

Convidou um grupo de 6 empresários do ramo do ferro velho para uma reunião num hotel de luxo, fazendo-se passar por um alto cargo da câmara.

Disse-lhes, que como todos tinham lido no jornal, a câmara não tinha condições para manter a torre e iria demoli-la, vendendo todos os metais.

Depois, numa limousine alugada levou-os, até à Torre, para uma inspecção.

No final, escolheu o que parecia mais ingénuo e disse-lhe que se lhe desse uma boa comissão, facilitar-lhe-ia a venda a ele.

O tipo nem pestanejou e pagou-lhe, adiantado, uma boa maquia.

Depois, envergonhado, nem teve coragem de ir a polícia.

Trapaceiro de alto calibre, teve muitas outras aventuras, como a venda de máquinas de fazer dinheiro e até um golpe ao Al Capone.

Para este, disse-lhe que tinha um investimento que lhe dobraria o capital.


Na posse de 50 mil dólares (e a cartinha de recomendações que dizia exactamente o que lhe aconteceria se desaparecesse com o dinheiro), guardou tudo num cofre durante 2 meses.


Ao fim deste tempo devolveu o dinheiro e disse que o negócio não se tinha concretizado.


Grato pela honestidade, Capone deu-lhe 5 mil dólares de recompensa.


Era mesmo isso o que ele pretendia desde o início.


Em 1934 foi preso e mandado para Alcatraz, onde se encontrou com Al Capone.


2 comentários:

Fatyly disse...

Não sei o que dizer:( mas acreditar? talvez:)

Anónimo disse...

Agora, nessas finas ironias da vida, imaginemos que tivesse de fato, passado a perna em Al Capone, e sequer devolvido o dinheiro...
Ninguém iria querer ter Al Capone como inimigo dentro da prisão, não?