
Não obstante, de todos os tipos de ninhos, os das formigas "corta pastos" (designam-se assim, por cortarem as folhas tenras das pastagens para se alimentarem), são os mais assombrosos de todos.
O vídeo que se segue, mostra um gigantesco modelo real:
Quando um agricultor encontrou este problema, dum enorme formigueiro, esteve para destruí-lo.
No entanto, dada a sua enormidade, deu conhecimento do achado e um grupo de entomólogos que o estudou.
Estes, depois da realização de diversos estudos sobre a superfície e de identificarem as chaminés de ventilação, assinalando a vermelho as que deixavam entrar o oxigénio e com amarelo, as que se destinavam a expulsar o CO2, empregaram 10 toneladas de cimento ligeiro de secagem lenta, para assim poder realizar um molde exacto do formigueiro.
Semanas mais tarde começaram uma cuidadosa escavação do terreno.
O resultado foi assombroso, centenas de corredores, condutas de ventilação, que utilizavam os restos ou desperdícios, para gerar uma pressão negativa que expulsava o CO2 do ninho. Depósitos de larvas e câmaras de "colheita" de fungos - na realidade, as formigas, são um dos poucos seres vivos, juntamente com os humanos, que colhem parte do seu alimento -.
O resultado é uma verdadeira cidade de "extraterrestres".
Uma "cidade" de 50 metros quadrados que se expandia 8 metros abaixo da terra e na qual se distribuíam centenas de compartimentos e condutas de ventilação.
O mais assombroso é que o formigueiro fica oculto, comparado com outros em lugares remotos, algum dos quais se estendem por quilómetros.
1 comentário:
Já tinha lido e também vi uma reportagem no canal Odisseia.
Gosto muito das formigas e em Angola ficava horas a ver os morros de salalé, autênticas obras de arte e a correria das mesmas.
Também vi uma única vez o tronco andante - marabunta - junto das margens do rio Cuanza, em que o povo tão sabedor, mudaram o rumo que elas levavam sem causar pânico, salvando assim as suas pequenas culturas de mandioca, batata-doce e milho.
Os engenheiros e arquitectos deveriam tirar um curso formigal(?) para ver se não se volta a repetir o que ocorreu nas profundezas de Lisboa.
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