O VIDEIRINHO

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

GIGANTESCO FORMIGUEIRO


Uma das construções mais assombrosas da natureza, são os ninhos de formigas, (formigueiros).

Não obstante, de todos os tipos de ninhos, os das formigas "corta pastos" (designam-se assim, por cortarem as folhas tenras das pastagens para se alimentarem), são os mais assombrosos de todos.

O vídeo que se segue, mostra um gigantesco modelo real:


Quando um agricultor encontrou este problema, dum enorme formigueiro, esteve para destruí-lo.

No entanto, dada a sua enormidade, deu conhecimento do achado e um grupo de entomólogos que o estudou.

Estes, depois da realização de diversos estudos sobre a superfície e de identificarem as chaminés de ventilação, assinalando a vermelho as que deixavam entrar o oxigénio e com amarelo, as que se destinavam a expulsar o
CO2, empregaram 10 toneladas de cimento ligeiro de secagem lenta, para assim poder realizar um molde exacto do formigueiro.

Semanas mais tarde começaram uma cuidadosa escavação do terreno.

O resultado foi assombroso, centenas de corredores, condutas de ventilação, que utilizavam os restos ou desperdícios, para gerar uma pressão negativa que expulsava o
CO2 do ninho.

Depósitos de larvas e câmaras de "colheita" de fungos - na realidade, as formigas, são um dos poucos seres vivos, juntamente com os humanos, que colhem parte do seu alimento -.

O resultado é uma verdadeira cidade de "extraterrestres".

Uma "cidade" de 50 metros quadrados que se expandia 8 metros abaixo da terra e na qual se distribuíam centenas de compartimentos e condutas de ventilação.

O mais assombroso é que o formigueiro fica oculto, comparado com outros em lugares remotos, algum dos quais se estendem por quilómetros.


1 comentário:

Fatyly disse...

Já tinha lido e também vi uma reportagem no canal Odisseia.
Gosto muito das formigas e em Angola ficava horas a ver os morros de salalé, autênticas obras de arte e a correria das mesmas.

Também vi uma única vez o tronco andante - marabunta - junto das margens do rio Cuanza, em que o povo tão sabedor, mudaram o rumo que elas levavam sem causar pânico, salvando assim as suas pequenas culturas de mandioca, batata-doce e milho.

Os engenheiros e arquitectos deveriam tirar um curso formigal(?) para ver se não se volta a repetir o que ocorreu nas profundezas de Lisboa.