O VIDEIRINHO

sábado, abril 12, 2008

DECLARAÇÃO PARA O FISCO



AO FISCO DA MINHA ZONA

No meu casamento, que se realizou no dia 30 de Fevereiro, estiveram presentes 120 convidados: 89 adultos, 9 crianças e 2 bebés.

A festa teve lugar na Quinta da China .. que é do meu padrinho Luís Merda. que me ofereceu a boda.

(As cópias dos talões do talho, da mercearia e da peixaria e outros, seguem em anexo).

A minha tia Alzira Sarda, que além de "travesti", também é costureira, fez-me o vestido e não cobrou nadinha.

Mas gastei 60 € em tecidos, 34,50 € nas rendas e bordados e 18,75 € em linhas, botões e alfinetes.


As meias e as ligas ficaram por 25 €, conforme recibos que envio.


O noivo usou o fato da Comunhão Solene com umas ligeiras alterações (a Tia Alzira Sarda não cobrou nada).

O meu irmão foi o fotógrafo de serviço.


Todas as fotografias foram enviadas aos convidados por e-mail, que imprimirão as que entenderem por sua conta e risco.

Não tive despesas.


Não foi alugada qualquer viatura.


Eu fui no carro de bois do Sr. José Merda, que o adaptou lindamente com folhas de aboboreira, que são bem grandes.

Ele fez isto porque andou comigo ao colo e é como um pai para mim.


O meu Manuel, ( o noivo), foi na mota dele que ainda está a acabar de pagar, conforme se comprova com documentos.

As flores foram todas do jardim da minha avó Margarida e a minha prima Mariana Foje que te F.. que é uma moça muito prendada fez os arranjos.

A animação da festa esteve a cargo do irmão e dos primos do Manuel, que têm uma banda - os "Sempr'Abrir", que merecem ter muito sucesso.

Não pudemos aceitar nenhum dos presentes, uma vez que não vinham acompanhados dos respectivos recibos.

Os charutos cubanos, de um amigo nosso que os trouxe de Cuba ficaram para nós, porque não os declarou na Alfândega e assim não os podíamos oferecer para agora provar o seu custo.

Os preservativos comprou-os o Manuel naquelas máquinas que estão longas horas ao Sol, (porque é um rapaz muito introvertido), mas que não dão recibos, o que permite escusar-me a revelar o seu número, não vá, daqui a alguns anos, lembrarem-se de cobrar retroactivamente uma taxa pelas que foram dadas na lua de mel.

Maria Julieta Silva Chibo

e

Manuel António Sousa Chibo

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