As festas de Natal e fim de ano são uma situação de risco para o coração.
Estas festas que nos convidam a abrir o coração a todos, são ironicamente, um risco para este estimado órgão.
Estamos a chegar ao Natal e junto deste as festas, as ofertas, as reuniões de família, os doces e a multiplicidade de eventos nestas festas que nos convidam a abrir o coração aos demais.
Agora, não deixa de ser irónico que, estas mesmas festas que tanto alegram o coração a tantas pessoas, sejam, por sua vez, as que mais prejudicam este prezado órgão.
Tanto que, os picos de mortalidade cardiovascular são notoriamente superiores a qualquer outra época do ano.
E não é mera casualidade, mas sim casualidade, que sejam as festas de Natal onde há mais enfartes registados.
Juntam-se tantos factores que propiciam que isto ocorra, que difícil seria que a taxa de mortalidade cardiovascular não aumente espectacularmente entre meados de Dezembro e princípios de Janeiro.
Ainda que seja difícil qual é a importância de cada um destes factores, como podem verificar, pois a lista é extensa.
1 - Atraso em receber tratamento.
Ninguém gosta de ir ao médico se é Natal.
Muitos podem aproveitar para fazer um check-up antes, ou depois dos reis.
Tudo o que seja neste espaço, se não parece urgente, é algo que se atrasa.
O problema surge quando as aparências enganam e os tratamentos chegam demasiado tarde.
2 - Aumento do stress emocional.
Com as compras, os engarrafamentos por todo o lado, as festas, etc., os nervos (e uma variada gama de emoções) andam à flor da pele.
Quanto mais stress, mais trabalho para o coração.
3 - As comilanças e os excessos natalícios.
A grande quantidade de doces típicos, transbordantes de gorduras, junto a variados banquetes em poucos dias e o álcool abundante formam uma mistura explosiva que favorece a obstrução dos vasos coronários que estão encarregues de nutrir o coração, para que possa, continua e constantemente, bombeando sangue.
4 - Aumento das doenças respiratórias.
Gripes, resfriados e uma ampla variedade de infecções respiratórias que se desenvolvem rapidamente nesta fria e favorável época do ano, ajudam até certo ponto, ao agravamento das enfermidades do coração.
5 - Frio de Inverno.
As baixas temperaturas provocam contracções nos vasos sanguíneos, para reter o calor corporal de forma mais efectiva.
O inconveniente deste mecanismo de defesa, é que o coração tem que bombear o sangue com maior pressão que normalmente.
Além do mais, o frio também favorece a contracção brusca dos vasos coronários e a formação de trombos, que os podem bloquear.
6 - Menos pessoal de saúde disponível.
É inevitável que nestas alturas os serviços médicos dispõem de menos meios.
Se a isto juntarmos que normalmente só ficam os residentes, há outros de férias e que por doença também há baixas, os serviços ficam longe dum atendimento óptimo.
Mais a mais, sucede haver um aumento ás urgências, de problemas digestivos e não só, dado os excessos das comidas que mencionei anteriormente.
7 - Menos horas de luz.
É actualmente uma hipótese que defendem alguns autores.
Segundo esta hipótese, a menor quantidade de horas de luz ao longo do dia, propicia uma maior probabilidade de enfartes cardíacos.
Por que será isto assim?
Para já é algo que se desconhece e entra mais no terreno das divagações.
8 - O conceito de "Adiar a morte".
Perante festas tão simbólicas e especiais como são as natalícias, existe uma espécie de fenómeno, no qual, as mortes diminuem pouco antes destas festas e aumentam, justamente, depois de passados os festejos.
De forma similar, ocorre também no Festival da Lua Cheia, na China.
Aqui, onde a mortalidade desce, cerca de 35,1 %, antes do Festival e aumenta uns 34,6 %, justamente depois.
9 - O elevado consumo de drogas, (cocaína) nesta época.
Portugal e Espanha são portas de entrada de drogas duras.
Pode afirmar-se que perante tal realidade, existe um consumo acrescido, que nesta época do ano, em Portugal não há maneira de quantificá-la, mas em Espanha, esse acréscimo ronda os 30 %.
A diferença dos outros factores anteriores, que afectam principalmente a população adulta ou com problemas cardiovasculares é que a cocaína multiplica por 24 o risco de enfarte em pessoas com menos de 30 anos.
Assim, fica expresso que as festas natalícias são um factor de risco cardiovascular a ter em conta.
Sobretudo os dias 25, 26e 31 de Dezembro e o dia de Ano Novo, são os dias com os picos máximos.
Aproveitai ao mesmo tempo que vos cuidais!
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4 comentários:
Caríssimo amigo Zé
De facto há tantos factores que podem prejudicar esse orgão tão pequeno mas tão útil que nem somos capazes de perceber.
Que tudo corra bem amigo e espero-o mais logo quando tudo passar.
Até já.
http://desabafos-solitarios.blogspot.com/
Amigo José,
Belo post, e bem divulgado este teu post, chamando a atenção para esses riscos... e todo o cuidado é pouco.
Bom te ver ai empenhado na protecção do ser humano sinto que tens um grande coração, e em breve estás bem e de boa saúde junto de nós, esperamos por ti e até festas felizes sem grandes riscos :-) ok
Acho q esse Belenenses também não te tenha andado a dar mtas alegrias não é :-)
Abraço e um bom feriado amigo, as tuas melhoras,
Nuno
Bill Stein Husenbar
Vou aparecer.
Tenho que passear e apanhar "ares" diferentes.
Passarei por sua casa.
Obrigado.
Nuno de Sousa
Só agora é que me recordei que temos um coração e que ele trabalha ininterruptamente.
Não vou dizer que tive sorte, porque a "faca" espera-me em Janeiro, mas alertou-me que nem tudo na vida são facilidades e felicidades.
Também há as adversidades e quando o mundo se abate sobre nós ...
Respiremos!!!
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