O VIDEIRINHO

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

SALÁRIOS CHORUDOS

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A entidade patronal bancária, que é uma redundância, considera que já estão vigentes as normas internacionais sobre super-remunerações.

Continuam a ser muito generosos, já que quem fez os regulamentos foram eles, mas parece que os novos tempos, que sempre são piores que os anteriores, lhes impõem uma certa austeridade no esbanjamento.

Dito de outra maneira: o que se lhes recomenda nesta época de crise é que roubem com um maior comedimento.

São coisas do Fórum de Estabilidade Financeira, FSF para os mais íntimos.

Já se sabe que em matéria de remunerações, só estão contentes os que recebem algumas das mais altas que os seus merecimentos e não há maneira de deixar satisfeitos os explorados.




Quem pode contentar os que não ganham o suficiente para viver?

A fome não se corrige ou remenda com discursos.

Estou a falar do salário máximo.

Há que baixar-lhes o salário, aos génios da economia que nos meteram nas duradouras fauces do conflito da crise?

Os países do G-20 discutiram como colocar limites aos mega-salários dos banqueiros.

Aqueles que acreditam numa versão básica do liberalismo, que exclua os infiltrados, sabem que não é de direito colocar limites à inteligência ou à morte, mas deve haver uma fronteira, exigindo que o sucesso não possa ser sinónimo de abuso.



Nunca haverá uma greve dos que cobram salários chorudos.

Há uma legislação insuficiente a esse respeito.

Pelo contrário, o salário mínimo está perfeitamente regulamentado, para que não se perca nenhuma moeda e a cara da lei: aos trabalhadores tem que se lhes pagar o suficiente para que não desfaleçam e continuem a trabalhar, já que se lhes baixa o salário, baixa-se-lhes a tensão e ,chega um momento em que não se podem levantar da cama para se deslocarem ao seu posto de trabalho.

Problema que só afecta os que continuam tendo trabalho.

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2 comentários:

Angela Ladeiro disse...

A minha mala está rota de tantas viagens, mas não saem assim as notas!....... vão à conta e não regressam...

Táxi Pluvioso disse...

O génio não tem preço, o luso então, preço não tem. Aumentem-lhes os salários e que lho pague o contribuinte.