
Interrogo-me, como Francois Villon, onde estarão as neves de antanho, mas é evidente o seu paradeiro: estão todas muito perto e já nos vieram visitar.
Estradas cortadas, frio, campos de futebol com o verde da relva branco, branquíssimo e tudo a parecer área de penálti.
Foi um ver se te avias para os limpa-neves, que não tiveram mãos a … meter nos bolsos, digo, como “diz” o refraneiro popular, mãos a medir.
Foi tiritar de frio …
Quando chegam estas temperaturas há sempre um irreparável abestalhado que descreve a situação contando-nos que tudo “está coberto por um branco sudário”.
Sabe-se que têm preocupações mais urgentes que as de tratar de inovar a metáfora ou pelo menos iludir as que estão aposentadas, na medida do possível.
Estradas cortadas, frio, campos de futebol com o verde da relva branco, branquíssimo e tudo a parecer área de penálti.
Foi um ver se te avias para os limpa-neves, que não tiveram mãos a … meter nos bolsos, digo, como “diz” o refraneiro popular, mãos a medir.
Foi tiritar de frio …
Quando chegam estas temperaturas há sempre um irreparável abestalhado que descreve a situação contando-nos que tudo “está coberto por um branco sudário”.
Sabe-se que têm preocupações mais urgentes que as de tratar de inovar a metáfora ou pelo menos iludir as que estão aposentadas, na medida do possível.

A verdade é que, um tempão as trás e, que o calendário não acaba por levá-las.
A proibição da burka, também chamada nijabs, tem poucas probabilidades de êxito em tempos assim: entendido como uma peça que abriga muito, ainda que se considere uma peça humilhante.
Claro que é mais do que realmente é, ainda que luza durante breves instantes o “scanner” corporal.
Até quando vai durar o frio?
Não é a única pergunta que fazem os ursos polares, nem os que há uns meses diziam que estávamos ameaçados pela seca.

Há também quem se interrogue sobre os planos do senhor Sócrates para remendar a manta que ele e os amigalhaços romperam, na senda do que os anteriores amigos, quer do seu cardenho, quer de outras proveniências, também rataram.
Os mais chegados e mais distantes estão espectantes.
Sabem que conseguido o bem-estar entre “velhos amigalhaços”, digo, patrícios, que têm a mesma idade que nós, serão distribuídas as migalhas à plebe.
Como será distribuído o milho?
Mais de seiscentos mil desempregados é obra feita e à vista de todos.
E por muitas mais perguntas que se façam, a última é a mais importante, não lhes importando, aos desempregados, as anteriores.
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4 comentários:
Quem tem fome e frio não se interessa por poesia... essa é que é essa!
Mas no poleiro muito bem canta o galo!
Este "GRITO" está muito engraçado, assim como o texto. Este ano também tenho mais frio e o curioso é que o nosso frio, com mais graus, parece maior que o da Suécia... As poesias que me têm chegado são muito boas...andava a esconder a veia?
Fa menor
Haverá poesia na fome?
Ângela Ladeiro
Já suportei diversos nevões.
Vivi uns anos em Castelo Branco.
Ali o frio era mais frio, mas, talvez o "nosso subconsciente nos aquecesse" quando nevava, porque não se sentia o frio.
Será um paradoxo?
Talvez.
Mas o frio era mais quente, rsss, rsss, rsss.
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