WALL STREET

Sábado, Fevereiro 20, 2010

ESFORÇO E ACORDO

.



Ninguém ignora que todos os relógios parados dão duas vezes ao dia a hora exacta, mas apesar disso o tempo despenca-se por cima e às vezes aplasta-nos.

Finalmente, todos já se "deram a dar" ouvidos e olhos, de que há algo que vai mal no reino da fantasia em que temos vivido, com a honrosa excepção do primeiro ministro.

Sócrates, que continua a desejar que Deus nos guarde até que mereçamos ser mais ricos, assegura que “é a hora de grandes esforços e amplos acordos”.

Dito de outra maneira, de que vamos todos no mesmo barco, (perigosamente adornado) e não faz sentido ir nos botes salva-vidas, ao invés de remar empreguemos os remos para golpear as cabeças e comprovar que a maioria está vazia.



Talvez seja muito, pedir um esforço e um acordo.

São duas coisas que jamais se conseguiram unir ao longo da nossa História, já que a segunda se tem encarregue de anular a primeira.

Temo muito que isso, de tão repetido, de “que bom vassalo, se tiver bom senhor”, seja uma armadilha.

Se tivéssemos tido bons vassalos, teríamos escolhido outros senhores e tê-los-íamos proscrito antes, por inservíveis e abusadores.

O amor ao povo é entre nós inexcusável, evidentemente, já que todos somos povo e reverte em quem o entrega, mas dando muitos rodeios.



Cavaco “pediu” um pacto de Estado entre todos as debilitadas forças políticas que se erguem neste pantanoso terreno prontas a matar, mas que se conformam em ferir-se e repreenderem-se, para sair da crise, impulsionando o crescimento económico e a criação de emprego.

Mas os terrenos movediços em que se movem os senhores deste país, é movediço mesmo.

E quando não é, eles tornam-no.

Para logo, já é tarde.

A fome está a clamar á porta de muitos lares e não basta colocar ferrolhos para impedir a sua entrada, já que muitos não têm casa.

Nem centros de dia, que estão cheios, até de noite.

.

6 comentários:

Juliana Sphynx disse...

"Não há cura para determinadas doenças (muitas), mas há dinheiro para armas e fazer a guerra"

Essa sua frase me fez pensar e muito.
Sempre é mais fácil destruir algo no lugar de construir um melhor ou consertar o atual
=/

Fa menor disse...

E qualquer dia até os centros de dia serão menos, com os cortes nos apoios que a Segurança Social lhes começou a fazer desde o principio do ano.
Quando muitos, sem sustentabilidade, começarem a fechar portas, ainda vai ser mais bonito!

Bom domingo e boa semana, amigo José!

xistosa - (josé torres) disse...

Juliana Sphynx

O dinheiro que o negócio de armamento movimenta, não pode parar.
Por isso tem que haver matanças constantemente.

Um bom domingo.

xistosa - (josé torres) disse...

Fa menor

O estado não pode ser o pai de todos.
Nem podemos ter veleidades de poder ter centros de dia ou de noite para todos.
Se não produzimos o que comemos, como vamos fazer?
Talvez se houvesse menos colarinhos brancos e botões de pulso a reluzir, sobrasse algum para mais um ou dois centros.
O que representa isto?
É muito melhor continuar ... a continuar...
Recordo-me do indivíduo que devia 50.000 mil contos.
Recebia 30.000, como não dava para pagar o que devia, comprava automóveis topo de gama ...
É esta a mentalidade de alguns (muitos) bem colocados.

Um bom domingo.

Fa menor disse...

José,
o Estado pode não ser o pai de todos... mas também não pode querer que particulares o substituam na redistribuição dos rendimentos.
Os cortes que fez nos apoios às respostas socias de SAD, nos acordos de cooperação com as IPSS
vai levar à falência de Instituições que têm clientes de rendimentos diminutos. Deveria ser feita uma discriminação positiva e não medir todas as IPSS pela mesma bitola. É no que dão as politicas de gabinete.

Boa semana

Bjos

Táxi Pluvioso disse...

Vale a pena mais um esforço, porque ao fim deste túnel, está outro túnel, e quanto mais depressa passarmos, de um para o outro, melhor.