É uma versão trágica do famoso duo de Pompoff e Teddy, (lembro-me de há muitos, muitos anos os ter visto actuar em Madrid e mais tarde em Badajoz, não me recordando o nome do(s) circo(s).
O palhaço sério de cara de talco e o de nariz apócrifa, voltaram a deixar o pacto em banho-maria para que os acontecimentos nos continuem a atropelar com tropelias.
O(a) líder da verbal oposição pede, em surdina, aos socialistas que revelem ao seu chefe e chefe do governo, que se tem tomates, apresente uma moção de confiança, já que ele(a) não os tem para apresentar uma moção de censura.
Ou será de auto-censura?
Por muito ásperos que sejam os debates, o resumo é sempre o mesmo: eles estão onde os outros gostariam de estar e vêem-se condenados a transmitir o tédio e aborrecimento.
Chamamos notícia ao que altera a normalidade, mas o normal é que não haja notícias desta agónica situação.
Salve-se quem puder, que os que podiam, já sacaram o que queriam e puseram-se a salvo.
Dizem os incontáveis “experts”, que o senhor Sócrates, leva a palma a qualquer outro, do outro lado da “barracada”.
Será uma vitória aos pontos, não por KO, já que Sócrates, F. Leite e P. Portas, deixam grogues o público.
Será que se vão aguentar mais uns anos no mesmo combate, um, defendendo-se nas cordas e os outros atacando com a falta de socos que os caracteriza.
É só garganta.
Que ninguém deite a culpa da monotonia da vida aos pugilistas: são demasiado conhecidos e já não têm golpes.

Um jornalismo emocionante requer doses de drama.
Ninguém pode contar, por muito bem que o relate, um dia em que não se passe nada.
Durante o ano passado morreram 70 jornalistas no mundo, 31 deles nas Filipinas, enquanto exerciam o seu labor informativo.
Entre nós não morreu nenhum de tédio.
Alguns deslocaram a mandíbula ao bocejar mas uma vez recuperados dessa surdez eventual que produz o bocejo, continuam dispostos a experimentar outros, para aborrecimento de todos os leitores.
Viva a Champions.
Viva a UEFA!!!
_______________________________
(*)MOSSÃO - grande amolgadela
(**) SURA - suco extraído da palmeira. Espécie de marufo
O palhaço sério de cara de talco e o de nariz apócrifa, voltaram a deixar o pacto em banho-maria para que os acontecimentos nos continuem a atropelar com tropelias.
O(a) líder da verbal oposição pede, em surdina, aos socialistas que revelem ao seu chefe e chefe do governo, que se tem tomates, apresente uma moção de confiança, já que ele(a) não os tem para apresentar uma moção de censura.
Ou será de auto-censura?
Por muito ásperos que sejam os debates, o resumo é sempre o mesmo: eles estão onde os outros gostariam de estar e vêem-se condenados a transmitir o tédio e aborrecimento.
Chamamos notícia ao que altera a normalidade, mas o normal é que não haja notícias desta agónica situação.
Salve-se quem puder, que os que podiam, já sacaram o que queriam e puseram-se a salvo.
Dizem os incontáveis “experts”, que o senhor Sócrates, leva a palma a qualquer outro, do outro lado da “barracada”.
Será uma vitória aos pontos, não por KO, já que Sócrates, F. Leite e P. Portas, deixam grogues o público.
Será que se vão aguentar mais uns anos no mesmo combate, um, defendendo-se nas cordas e os outros atacando com a falta de socos que os caracteriza.
É só garganta.
Que ninguém deite a culpa da monotonia da vida aos pugilistas: são demasiado conhecidos e já não têm golpes.

Um jornalismo emocionante requer doses de drama.
Ninguém pode contar, por muito bem que o relate, um dia em que não se passe nada.
Durante o ano passado morreram 70 jornalistas no mundo, 31 deles nas Filipinas, enquanto exerciam o seu labor informativo.
Entre nós não morreu nenhum de tédio.
Alguns deslocaram a mandíbula ao bocejar mas uma vez recuperados dessa surdez eventual que produz o bocejo, continuam dispostos a experimentar outros, para aborrecimento de todos os leitores.
Viva a Champions.
Viva a UEFA!!!
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(*)MOSSÃO - grande amolgadela
(**) SURA - suco extraído da palmeira. Espécie de marufo
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4 comentários:
Ninguém comenta! É difícil...
Angela Ladeiro
A nossa política é um bocejo.
Ainda bem que há jornalistas que atiram pedras
e
ainda bem que há governantes que são atingidos.
Cumprimentos.
Não morreram jornalistas, mas leitores, de tédio, morreram alguns.
Táxi Pluvioso
Numa guerra há sempre efeitos colaterais.
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