
Já vi muitas tatuagens de verdade.
Nada têm a ver com essas fantasias pindéricas que futebolistas e concursantes ou concursistas de “bestiais” (de farsantes) concursos, colocaram na moda.
Também nada têm que ver com esses filigranas adornos eróticos que adornam umbigos ou tornozelos femininos, para parafrasear de alto abaixo sem paragem a meio termo.
Tudo isso não significa nada.
O que vi, tinha um sentido, era pura iconografia numa tela humana.
Eram desenhos de traço roliço, linhas que ressumavam violência visual, desenhos que demonstravam que pertenciam a uma casta, a uma linhagem.
Eram o compromisso lacrado com iguais, fidelidade a uma lei que não conhece fronteiras nem constituições.

As tatuagens de verdade que vi, adornavam o pescoço, as mãos, as falanges, os braços e o torso de Nikolai Lilin, o homem que aparece na foto e que já é apelidado do Roberto Saviano da Europa de Leste.
Tal como o jornalista italiano, Lilín decidiu contar todo o horror que viveu e denunciar esse terror que já se expandiu ás veias da Europa Ocidental e que se chama “crime organizado”.
Lilín é um “urca”.
Não se esforcem na busca do que será isso, porque quase não há referências.
Eu desvendo tudo.
Os “urcas”, eram um pequeno povo siberiano que foi deportado por Estaline da sua terra até à Transnístria, uma região na Moldávia que depois da independência à força, desatinou num estado mafioso ás portas da EU.

As suas gentes rebelaram-se, contra os czares primeiro e depois contra a a União Soviética.
A sua forma de rebelião era o crime.
Um crime controlado por umas férreas regras de honra.
Um código que modelavam na pele em forma de tatuagem.
Lilín publicou um livro (“Educação Siberiana”, escreveu-o em italiano por agora viver em Itália), com a espectacularidade que teve, “Gomorra”, de Saviano.
Aí, compendia as tradições dos seus avós e explica a viagem aos infernos da Chechénia, onde lutou, depois de ter sido recrutado à força.
Não percam o seu livro e, muito importante, não se esqueçam que é um romance.
Cola-se à pele como uma tatuagem.
.
Nada têm a ver com essas fantasias pindéricas que futebolistas e concursantes ou concursistas de “bestiais” (de farsantes) concursos, colocaram na moda.
Também nada têm que ver com esses filigranas adornos eróticos que adornam umbigos ou tornozelos femininos, para parafrasear de alto abaixo sem paragem a meio termo.
Tudo isso não significa nada.
O que vi, tinha um sentido, era pura iconografia numa tela humana.
Eram desenhos de traço roliço, linhas que ressumavam violência visual, desenhos que demonstravam que pertenciam a uma casta, a uma linhagem.
Eram o compromisso lacrado com iguais, fidelidade a uma lei que não conhece fronteiras nem constituições.

As tatuagens de verdade que vi, adornavam o pescoço, as mãos, as falanges, os braços e o torso de Nikolai Lilin, o homem que aparece na foto e que já é apelidado do Roberto Saviano da Europa de Leste.
Tal como o jornalista italiano, Lilín decidiu contar todo o horror que viveu e denunciar esse terror que já se expandiu ás veias da Europa Ocidental e que se chama “crime organizado”.
Lilín é um “urca”.
Não se esforcem na busca do que será isso, porque quase não há referências.
Eu desvendo tudo.
Os “urcas”, eram um pequeno povo siberiano que foi deportado por Estaline da sua terra até à Transnístria, uma região na Moldávia que depois da independência à força, desatinou num estado mafioso ás portas da EU.

As suas gentes rebelaram-se, contra os czares primeiro e depois contra a a União Soviética.
A sua forma de rebelião era o crime.
Um crime controlado por umas férreas regras de honra.
Um código que modelavam na pele em forma de tatuagem.
Lilín publicou um livro (“Educação Siberiana”, escreveu-o em italiano por agora viver em Itália), com a espectacularidade que teve, “Gomorra”, de Saviano.
Aí, compendia as tradições dos seus avós e explica a viagem aos infernos da Chechénia, onde lutou, depois de ter sido recrutado à força.
Não percam o seu livro e, muito importante, não se esqueçam que é um romance.
Cola-se à pele como uma tatuagem.
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