Incrivelmente e, contra todo e qualquer prognóstico, recebi há dias, via e-mail, uma curiosa pergunta.
Por onde andava, já que tinha deixado de “frequentar” o INSÉTE.
Vicissitudes várias têm-me impedido de assinar o ponto como eu gostaria.
Mas enfim …
Assim, vejo-me na obrigação de bramir bem alto e deixar umas alinhavadas linhas tortas, onde escreverei direito (rsss, rsss, rsss ...) e quiçá, provocar um par de mal-humorados, mas se possível, será muito melhor um par de gargalhadas.
Uma “obrigação” muito tolerável, já que “sarna com gosto não coça”.
Vamos dar um descanso, também, aos politiqueiros vários e baratos.
Vou compartir, com muito gosto, com “vossascelências” um tema de primeiríssima actualidade e que anda por aí: os roubos, as fraudes, os enganos, os contos do vigário …

Claro que estas actividades não são nenhuma novidade e, em virtude da rufiaria e picaresco que tão claramente nos define como porteguesitos, continuam a suceder e sucederão, ano atrás de ano, até ao fim dos nossos dias.
Mas, a sensação de que, desde que estamos em crise (já estivemos melhor?), esta classe de “filhos da putice” aumentou, ou o “chôriço” fez-se menos cauteloso … o que, do enfurecimento que nos originam, vimo-los chegar a revoltear.
O caso é que, desde que tomámos consciência de que verdadeiramente nos encontramos numa situação de crise económica - que, por certo nos custa, já que quase investimos um ano inteiro em negá-la em lugar de admiti-lo ou tentar procurar uma solução … -, desde esse mesmo instante, estamos postos em modo sobrevivente.
Mas para não me despistar mais … aqui fica.

Noutro dia, sem ir mais longe, num dos meus afamados “passeios dos tristes”, como muito bem acertado lhes chamam os meus mais “chegados”, decidi que, para não ser suficiente ter um trabalho que me mantém todo o dia com o meu digno e cada vez mais largo trazeiro ancorado numa cadeira, decidi, como disse, sequestrar uma amiga do seu local de trabalho e ir tomar um café numa confeitaria nas cercanias do meu destino matinal, onde espreguiço o olhar sobre as notícias do dia anterior.
A sorte que me desampara no Euromilhões, fez com que houvesse uma mesa livre, “reservada” para mim; então fiz, eu próprio, tomar posse do último bastião de conforto.

Frente a “nós” existia outra mesa repleta de pratos e chávenas despojados dos seus conteúdos; os comensais partiram, deixando à vista numa ponta da mesa, uma nota de cinco euros, destinados, talvez, a pagar o pequeno almoço.
A confeitaria estava a rebentar pelas costuras e o empregado mal tinha tempo de respirar para atender tudo e todos.
Aos poucos, entraram uns tipos encasacados, fatiotas tipo "Emidio Tucci" e toda a parafernália, obviamente de alguma boa empresa ou escritórios dos arredores, ocuparam a mesa dos cinco euros à espera que viesse o empregado para atendê-los.
Por onde andava, já que tinha deixado de “frequentar” o INSÉTE.
Vicissitudes várias têm-me impedido de assinar o ponto como eu gostaria.
Mas enfim …
Assim, vejo-me na obrigação de bramir bem alto e deixar umas alinhavadas linhas tortas, onde escreverei direito (rsss, rsss, rsss ...) e quiçá, provocar um par de mal-humorados, mas se possível, será muito melhor um par de gargalhadas.
Uma “obrigação” muito tolerável, já que “sarna com gosto não coça”.
Vamos dar um descanso, também, aos politiqueiros vários e baratos.
Vou compartir, com muito gosto, com “vossascelências” um tema de primeiríssima actualidade e que anda por aí: os roubos, as fraudes, os enganos, os contos do vigário …

Claro que estas actividades não são nenhuma novidade e, em virtude da rufiaria e picaresco que tão claramente nos define como porteguesitos, continuam a suceder e sucederão, ano atrás de ano, até ao fim dos nossos dias.
Mas, a sensação de que, desde que estamos em crise (já estivemos melhor?), esta classe de “filhos da putice” aumentou, ou o “chôriço” fez-se menos cauteloso … o que, do enfurecimento que nos originam, vimo-los chegar a revoltear.
O caso é que, desde que tomámos consciência de que verdadeiramente nos encontramos numa situação de crise económica - que, por certo nos custa, já que quase investimos um ano inteiro em negá-la em lugar de admiti-lo ou tentar procurar uma solução … -, desde esse mesmo instante, estamos postos em modo sobrevivente.
Mas para não me despistar mais … aqui fica.

Noutro dia, sem ir mais longe, num dos meus afamados “passeios dos tristes”, como muito bem acertado lhes chamam os meus mais “chegados”, decidi que, para não ser suficiente ter um trabalho que me mantém todo o dia com o meu digno e cada vez mais largo trazeiro ancorado numa cadeira, decidi, como disse, sequestrar uma amiga do seu local de trabalho e ir tomar um café numa confeitaria nas cercanias do meu destino matinal, onde espreguiço o olhar sobre as notícias do dia anterior.
A sorte que me desampara no Euromilhões, fez com que houvesse uma mesa livre, “reservada” para mim; então fiz, eu próprio, tomar posse do último bastião de conforto.

Frente a “nós” existia outra mesa repleta de pratos e chávenas despojados dos seus conteúdos; os comensais partiram, deixando à vista numa ponta da mesa, uma nota de cinco euros, destinados, talvez, a pagar o pequeno almoço.
A confeitaria estava a rebentar pelas costuras e o empregado mal tinha tempo de respirar para atender tudo e todos.
Aos poucos, entraram uns tipos encasacados, fatiotas tipo "Emidio Tucci" e toda a parafernália, obviamente de alguma boa empresa ou escritórios dos arredores, ocuparam a mesa dos cinco euros à espera que viesse o empregado para atendê-los.
... Continua
.

2 comentários:
Tenho de vir ler a continuação, aí isso é que tenho
Multiolhares
O fim é o princípio da compreensão disto tudo!!!
Enviar um comentário