
Não consta que Nossa Senhora da Boa Kalashnikov figure na hagiologia, mas a arte é mesmo assim, não se detém em minudências.
O que sucede é que Hugo Chávez e “sus muchchos”, quando se deparam com um muro, derribam-no a coronhadas caso seja necessário.
Se pelo meio há vítimas colaterais, diz pessoas, diz direitos e liberdades má sorte, as armas tenho-as eu.
Esta jóia do muralismo contemporâneo brotou da noite para o dia em 23 de Janeiro num arrabalde de Caracas, bastião do chavismo mais furibundo.

À esquerda da imagem, oculto - nalgum lugar há que cortar a foto –, está pintado um Cristo que também não reparte bênçãos.
Armado com outra “escopeta” de assalto cospe “La Piedrita-Venceremos”.
“La Piedrita” é o nome dum grupo de capangas valentões, de bairro, guardiães pretorianos do presidente venezuelano, dispostos a defender a chamada “revolução boliveriana”, até ás últimas consequências.

A igreja, tão dada a escandalizar-se pelo que sucede extramuros dos seus seminários, já berrou no deserto, valha-me a brincadeira.
Vários monsenhores clamaram contra a “sementeira permanente do ódio e violência” de um projecto político “cuja felicidade está na eliminação do outro”.
As “façanhas” da “La Piedrita” alimentam muitas páginas dos diários venezuelanos, quando os seus jornalistas e redactores não se vêm obrigados a refugiar-se dos gases lacrimogéneos com que em diversas ocasiões têm sido “metralhados” pelos paramilitares.
No seu historial de armas também se conta a ocupação do arcebispado de Caracas, há um par de anos.
Até Chávez lhes falou do alto naquela ocasião.
Odeiem-se ou amem-se, os regimes autoritários sempre encontraram vantagens no casamento de conveniência com a confissão maioritária.

E vice-versa.
Em ambos os lados do Atlântico, a hierarquia católica sempre se retratou amplamente neste sentido no século passado.
Em qualquer caso, a vida real é imune a estas fintas verbais em curso e à política de escaramuças pictóricas dos seus golpes.
Além disso a vida real é levar a jorna a casa e chegar até ao fim de mês.
A vida real é essa senhora com as compras do dia ás costas, que passa sem olhar a “matrona” e o menino armados para o Juízo Final.
Bastante tem que encher o cabaz num país onde a inflação se situará, em 2010, entre 35 e 40 % e o maná do petróleo alimenta a revolução e pouco mais.
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O que sucede é que Hugo Chávez e “sus muchchos”, quando se deparam com um muro, derribam-no a coronhadas caso seja necessário.
Se pelo meio há vítimas colaterais, diz pessoas, diz direitos e liberdades má sorte, as armas tenho-as eu.
Esta jóia do muralismo contemporâneo brotou da noite para o dia em 23 de Janeiro num arrabalde de Caracas, bastião do chavismo mais furibundo.

À esquerda da imagem, oculto - nalgum lugar há que cortar a foto –, está pintado um Cristo que também não reparte bênçãos.
Armado com outra “escopeta” de assalto cospe “La Piedrita-Venceremos”.
“La Piedrita” é o nome dum grupo de capangas valentões, de bairro, guardiães pretorianos do presidente venezuelano, dispostos a defender a chamada “revolução boliveriana”, até ás últimas consequências.

A igreja, tão dada a escandalizar-se pelo que sucede extramuros dos seus seminários, já berrou no deserto, valha-me a brincadeira.
Vários monsenhores clamaram contra a “sementeira permanente do ódio e violência” de um projecto político “cuja felicidade está na eliminação do outro”.
As “façanhas” da “La Piedrita” alimentam muitas páginas dos diários venezuelanos, quando os seus jornalistas e redactores não se vêm obrigados a refugiar-se dos gases lacrimogéneos com que em diversas ocasiões têm sido “metralhados” pelos paramilitares.
No seu historial de armas também se conta a ocupação do arcebispado de Caracas, há um par de anos.
Até Chávez lhes falou do alto naquela ocasião.
Odeiem-se ou amem-se, os regimes autoritários sempre encontraram vantagens no casamento de conveniência com a confissão maioritária.

E vice-versa.
Em ambos os lados do Atlântico, a hierarquia católica sempre se retratou amplamente neste sentido no século passado.
Em qualquer caso, a vida real é imune a estas fintas verbais em curso e à política de escaramuças pictóricas dos seus golpes.
Além disso a vida real é levar a jorna a casa e chegar até ao fim de mês.
A vida real é essa senhora com as compras do dia ás costas, que passa sem olhar a “matrona” e o menino armados para o Juízo Final.
Bastante tem que encher o cabaz num país onde a inflação se situará, em 2010, entre 35 e 40 % e o maná do petróleo alimenta a revolução e pouco mais.
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